segunda-feira, dezembro 18, 2006


É natal em parte do mundo mas deveria sê-lo em todo o lado. É natal a 25 de Dezembro
Mas deveria ser todos os dias para toda a gente. Não que celebrássemos o nascimento de um qualquer Messias, mas celebrar-mos o nascimento de milhares de crianças seria só por si suficiente. É natal e as pessoas parecem ser mais solidárias. Que engano, são apenas mais hipócritas. No natal as pessoas vestem novas roupagens e deliciam-se com as suas boas acções comungando do espírito da época. A voracidade com que se gasta dinheiro no hemisfério norte contrasta com a desolação e fome do hemisfério sul.
Milhares de crianças do norte gozam milhares de novos brinquedos de centenas de euros. Cinco euros apenas, sim 5 euros, são o suficiente para combater doenças como a lepra. Será que todos nós temos consciência disso? Quantos de nós têm consciência disso. Quantos contribuem? Quantos dizem aos filhos que a melhor prenda do mundo seria ajudar a salvar uma vida distante e desconhecida pelo simples prazer de o fazer?
Ajude, contribua para erradicar a morte e a fome no mundo. Bastam 5 euros e uma dose de boa vontade humana.

Formas de o fazer:
AMI- Remessa livre
25049-1148 lisboa codex

Conta do milenium ( não é minha a propaganda)
020450100492823

Ajudem 5 euros podem fazer a diferença a quem deles necessita.














Hoje cruzei-me
Com o desconhecido.
Olhei para ele
E sorriu.
Convidou-me a
Segui-lo na caminhada.
Fui de imediato tentado.
É sempre aliciante
Seguir o desconhecido.
Faz-nos sentir vivos.
Só lamento que uma
Vez conhecido
O desconhecido
Se esqueça de nós.
Mas é sempre assim
Só estamos bem
Onde não estamos.

Manuel F.C.Almeida.

domingo, dezembro 17, 2006

E fiquem-se com a velha musica que deu polemica


e dancem ao som desta linda musica

a todos os amigos.





















O meu amigo partiu
Nada fiz para o deter
Ele ainda me sorriu
Mas eu já não queria ver

É sempre triste partir
Mas por vezes tem de ser
Pra voltarmos a sorrir
Pra voltarmos a viver

E quando um amigo partir
Seja qual for o momento
Recordemo-lo a sorrir
Que fique no pensamento

Porque amigos verdadeiros
É coisa rara, em extinção
Nunca os queiramos cordeiros
Mas gente com coração.


Manuel F. C. Almeida













Podia cantar o amor fugido
Cantar a intensidade acontecida
Mas esse amor é amor ido
Viveu comigo e está de partida

Todo passa, tudo vai, ate a dor
De quem viveu amargurado
Por ter dado tanto amor
E por esse amor ser só usado.

Por isso eu canto o amanhã
O dia que está para chegar
Uma bela e alegre manhã
Em que voltarei a amar.

Manuel F.C. Almeida

sábado, dezembro 16, 2006

morre poeta morre
















Por vezes o poeta pensa,
Que o poema vai nascer;
Mas o que ele não pensa,
É que no parto vai morrer

Que quando o poema é escrito,
E passa de mão em mão;
É o poeta proscrito,
Aliado do ladrão

E o ladrão é quem o lê,
Quem lhe dá outro valor,
Que o entende como quer,
Pra lhe dar vida, calor.

abri os braços ao mundo













Abri os braços ao mundo
E o mundo chegou-se a mim
O mar como pano de fundo
Um pôr-do-sol de carmim

Abri os braços ao mundo
E o mundo disse em segredo
-olha bem lá para o fundo
Caminha, não tenhas medo.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

amor / ódio parte 3





















Dizem alguns autores de comportamento, que existem várias formas de transferência de sentimentos. Alguns de nós explodimos de forma a provocar uma reacção análoga. Outros preferem usar de métodos mais subtis e talvez mais egoístas.
Uma das formas mais utilizadas é a de provocar no outro, numa primeira fase, um sentimento de dor e de algum descontrole emocional que o leve a desejar nunca ter vivido nada do que viveu, a renegar o passado. E como se faz isto? Avivando a memória dos bons momentos de forma a obrigar a recordar tudo sempre no intuito de que o outro acabe por se sentir exposto e assim começe a sentir necessidade de negar o que de bom existiu. Outra forma, é a de utilizar todos os meios de que se dispõe no intuito de provocar mágoa. Quer através de carta, quer utilizando os novos meios ao nosso alcance. Pelo meio envolverem-se terceiras pessoas, enfim expor os sentimentos do outro, nao deixando que o outro jogue seu jogo ou pelo mnos tentando impedi-lo, obriga-lo a recordar a forma como acabou, porque acabou e nalguns casos como acabou. Porque, defendem alguns versados na matéria, em certos casos o que mais magôa é a forma utilizada. É a falta de sentido ético e de honestidade intelectual. É a falta á palavra é o silêncio ou a mentira.
Assim o mais atingido e que não deseja ficar preso ao ódio acaba por o exorcizar, criando um fosso jamais ultrapassável, libertando todos os sentiments negativos nesta tentativa de transferência de sentimentos. Mas o que alguns autores defendem é que na verdade quem usa estas técnicas apenas pretende a sua pequenina vingança, faz-lhe falta para que o seu amor-próprio se volte a fazer sentir. Se o seu amor ja nada vale então que se instale o ódio. E no fundo o que pretendem é manter-se vivos no outro, se já não o podem fazer com amor então que o façam com o ódio, afinal são ambos aliados, e nós enquanto seres racionais estamos sempre expostos a eles, porque só na razão e com ela todas as coisas acontecem.
Este será, talvez, o comportamento mais egoísta de todos. Quem assim se comporta, embora não esqueça, porque o não pode ou nao consegue fazer, recupera rapidamente o orgulho e a auto estima. Volta sentir-se seguro, dono de si mesmo. E Tudo isto se faz em nome da sobrevivência. Desumanizar o outro, apaga-lo do nosso registo imediato é o preço a pagar pelo desejo de voltar a viver de forma plena. E nestes casos nao fica pedra sobre pedra porque se algo ficar, então não se atingiram os objectivos. Exarcerbar o ódio é claramente uma prova de incapacidade para lidar com as coisas, mas é tao necessário como o ar que se respira. Então como o ódio e o amor são sentimentos irmãos creio que no fundo sempre que se crê odiar alguém, em resultado de uma relação frustrada, o que acontece é que continuamos presos a essa marca, presos a essa idéia, apenas nao a queremos viver mais.
Assim sem um resultado concreto, diria para acabar, que no amor e na guerra tudo é permitido, até o ódio como arma.
como quem diz
- Um dia o amor perguntou ao ódio: Porque me odeias tanto? E o ódio respondeu: -Porque um dia amei-te demais.

Felicidade























Felicidade
Passa
E quase não se sente,
Passa.
Sem passado
Nem presente.
Olhem!
Quase não se vê
Como a ausência que não se lê.
Felicidade
Passa
Tão perto, tão rente
Junto de nós
Calada.
Colada levemente
Olhem
Quase não se vê
Como a tristeza que não se lê.
Felicidade
Passa
E quase não se sente
Passa
Mesmo ao nosso lado
E desaparece de repente.

Autor:
uma poetisa anónima

quinta-feira, dezembro 14, 2006

amor ódio parte 2 de nao sei quantas















foto de 13-12-2006 Buda Bar vila nova de milfontes

Temos então que amor/ódio apresentam a mesma génese: a memória e a razão.
E em face disto qual deles toma o papel central na vida humana. Estou em crer que de forma geral nenhum se sobreporá ao outro. O que por vezes acontece é que é somos forçados a recordar os piores momentos, umas vezes para encontrar-mos forças de forma a seguir em frente outras porque o nosso ego a isso nos obriga. Mas sempre como forma de sobreviver. Por outro lado a avalanche de más memórias é de tal forma intensa que tudo o resto é esquecido ou quando recordado apenas serve para alimentar ainda mais aquele sentimento perturbante de perca. Os bons momentos, as horas de dificuldade, os momentos de partilha, o cheiro e tudo o resto fica esquecido, escondido por detrás dos últimos momentos e acontecimento. Alguns de nós conseguem viver assim por tempo indeterminado, corroendo-se a si mesmos. Outros há, que não o fazem. Esses usam uma forma de psicologismo enviusada e de autodefesa a todos os níveis notável. Transferem o ódio ao outro de forma a ficarem limpos de ódio mas a provocarem esse mesmo ódio ou irritação no outro.
A questão é a de tentar perceber os mecanismos usados para esse projecto de transferência

AOS MEUS AMORES ( REPETIDO)
















É no frio das noites que acontecem
Que vivo o teu rosto
Construído de culpas e receios
E, no tempo que corre
E trata a ferida sempre aberta
Descubro a nostalgia de te ter
Sem te possuir.
Percorro o espaço vazio
E um leve rumor a frio
Dilacera os meus sentidos.
Recupero por fim
Os pedaços do teu rosto
Já sem culpas ou receios.
Olha para o lado
E encontro presente
Os odores do teu “eu”
Que o fado fez ausente.
Recolho-me,
Digo obrigado e adormeço
Com a tua alma fechada na mão,
E o teu corpo vivo na mente.

Manuel F.C. Almeida

Novembro de 2004

quarta-feira, dezembro 13, 2006

agora escolha e vote se lhe apetecer claro(pode ouvir as duas versões)


amor ódio parte 1 de nao sei quantas












Amor, ódio, dois sentimentos aparentemente opostos e no entanto quantas vezes não se entrelaçam nas nossas vidas. Aparentemente antagónicos, alimentam-se de momentos diferentes da mesma matéria: a memória.
O amor apela ás memórias dos afectos, ao toque na pele, ao cheiro, ao gosto, ao prazer do sexo, etc. Emfim a todas as memórias boas que carregamos. O ódio remete para o que de menos nobre existe em nós. São as memorias dos maus momentos, da dor, da angustia, do não entender ou não querer faze-lo. No entanto ambos os estados têm a mesma origem: a memória. Ora isto desde logo afasta o possível antagonismo de um em relação ao outro. Mas o que me levou aespecular sobre isto é o de tentar entender a reacção dos humanos a esta realidade. É a sua razão que faz amar e odiar alguém e em muitos casos a mesma pessoa que antes se amava.
Qual será o sentimento mais forte aqui? O amor ou o ódio?

continua...

prata















eu tenho um rio de prata

a nascer na minha mão

e só vou deixa-lo correr

prá foz de um coração

terça-feira, dezembro 12, 2006

penso logo existo













nao creias quando te dizem ter sido por acidente. Os jogos só se jogam quando sao desejados. A mentira é sempre a fuga mais fácil. Nao se ama por caso. Ama-se porque se deseja amar, porque nao há amor previo. nao vale apena falar em duvidas. Quando os nossos olhos se encantam é porque estavam vazios....

Manuel F.C. Almeida

pé ante pé















Olhão 12-12-2006

e pé ante pé

passo a passo

faço o meu auto de fé

tento encontrar meu compasso

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, dezembro 11, 2006

a florbela espanca





















das magoas fizeste um livro belo,
enchendo de tristeza os versos teus.
somente os torturados podem lê-lo,
fazendo dos teus versos, versos seus.

tu foste, na verdade, a lira eleita!
ninguém como tu a dor cantou.
até no sofrimento insatisfeita,
tao cedo a tua vida se finou.

colocaste o coração em cada verso.
nada ficou ao acaso ou disperso
na tua existência triste, dolorida!

tu, que escreveste tanto sobre o amor,
um rosário fizeste em versos-dor
com pedaços da tua própria vida

in florilégio 4 edições NERP

AUTOR: Silveste Val

brisa
















Já me sopra uma brisa na face
Novidades vindas no vento
Dizem-me que espere plo tempo
Em que tudo vá e tudo passe

Mas esta brisa ligeira
Traz consigo a esperança
De dias em que a bonança
Seja minha companheira

Que tudo pode acontecer
Pra tudo existe uma hora
Seja amanhã ou agora
Outros amores virei a ter.

Manuel F. C. Almeida

domingo, dezembro 10, 2006

poder


















eu queria ter o poder
de ao esticar a minha mão
colocar um arco iris
junto ao teu coração

Manuel F.C. Almeida

basta





















Chega!
Nãos nos enganem mais ao dizer
Que o coração tem razões
Que a própria razão desconhece.
Porque as razões do coração
Só a razão as conhece.


Manuel F. C. Almeida