
Por vezes o poeta pensa,
Que o poema vai nascer;
Mas o que ele não pensa,
É que no parto vai morrer
Que quando o poema é escrito,
E passa de mão em mão;
É o poeta proscrito,
Aliado do ladrão
E o ladrão é quem o lê,
Quem lhe dá outro valor,
Que o entende como quer,
Pra lhe dar vida, calor.
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