domingo, outubro 15, 2006

quadras populares


Teu corpo era o meu templo
Carregado de paixão
Tua alma santuário
Cofre pró meu coração

A ti dediquei muitos versos
Escritos pela minha mão
Mas no fim eu descobri
Que eu era uma mera ilusão

Uma ilusão que foi útil
Que te estendeu sua mão
Algo agora já inútil.
Cortaste-me o coração.

e nem a mais leve esperança
de tudo um dia passar
me faz voltar a ter fé
conjugar o verbo amar.

poema

É a vida

É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
Servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.

Sobe-se numa corrida .
Correm-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão

A. O'NEIIL

quinta-feira, outubro 12, 2006

poema















Contaste os teus segredos e eu os meus
Trocamos mil carícias e mil beijos
Saciámos com nossos corpos mil desejos
Cais-te nos meus braços e eu nos teus.

Senti que era novo, que era um Deus
Senti a vida a palpitar na tua mão
Partilhei contigo minha visão
Julguei que os meus sonhos eram teus.

Mas está enganado todo o amante
Que se deixa levar pela vaidade;
Caminha só, de forma errante,

Num mundo mascarado de verdade
Num mundo dele, num mundo estanque.
No outro, não sabe se há amor ou amizade.

domingo, outubro 08, 2006

e depois reunem-se no beato



O número de empresas que fogem ao Fisco aumentou assim como as receitas arrecadadas pelo Estado. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã, que revela que uma em cada cinco empresas não cumpre as obrigações fiscais.
SIC
Na Internet já circulam os nomes de mais de 200 empresas que devem dinheiro ao fisco. Mas esta é apenas uma amostra da realidade. Segundo o Correio da Manhã, este ano mais de 67.700 empresas não pagaram impostos. Há quase mais seis mil incumpridoras do que no ano passado. Tendo em conta que o mapa empresarial do país conta 300 mil empresas, as que não pagam ao Fisco representam quase 20 por cento do total. Ou seja, uma em cada cinco empresas não cumpre as obrigações fiscais. Apesar do incumprimento ter aumentado em relação ao ano passado, a receita arrecadada através do IRC até aumentou. Até Agosto as empresas pagaram ao Estado mais de 2.800 milhões de euros, um valor que é quase 20 por cento mais alto do que no mesmo período de 2005.

quinta-feira, outubro 05, 2006

is it turn this page?


Tell me why you cried,and why you lied to me.tell me why you cried, and why you lied to me.Well I gave you everything I had,but you left me sitting on my own.did you have to treat me oh so bad,all I do is hang my head and moan.Tell me why you cried, and why you lied to me.tell me why you cried,and why you lied to me.If there's something I have said or done,tell me what and I'll apologise.if you don't I really can't go on,holding back these tears in my eyes.Tell me why you cried, and why you lied to me.tell me why you cried, and why you lied to me.Well I beg you on my bended knees,if you'll only listen to my pleas,is there anything I can do,'cos I really can't stand it, I'm so in love with you.Tell me why you cried, and why you lied to me.

LUA ADVERSA Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida, fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...

Cecília Meireles

terça-feira, outubro 03, 2006

just a song before i go




LEONARD COHEN lyrics
- "So Long Marianne"
http://www.oldielyrics.com/
Come over to the window, my little darling,
I'd like to try to read your palm.
I used to think I was some kind of Gypsy boy before I let you take me home.
Now so long, Marianne,
it's time that we began to laugh and cry and cry and laugh about it all again.

Well you know that I love to live with you,
but you make me forget so very much.
I forget to pray for the angels and then the angels forget to pray for us.
Now so long, Marianne, it's time that we began ...
We met when we were almost young deep in the green lilac park.
You held on to me like I was a crucifix, as we went kneeling through the dark.
Oh so long, Marianne, it's time that we began ...
Your letters they all say that you're beside me now.
Then why do I feel alone?
I'm standing on a ledge and your fine spider web is fastening my ankle to a stone.
Now so long, Marianne, it's time that we began ...
For now I need your hidden love.
I'm cold as a new razor blade.
You left when I told you I was curious,
I never said that I was brave.
Oh so long, Marianne, it's time that we began ...
Oh, you are really such a pretty one.
I see you've gone and changed your name again.
And just when I climbed this whole mountainside,
to wash my eyelids in the rain!
Oh so long, Marianne, it's time that we began ...

quarta-feira, setembro 13, 2006

sao doidos este americanos




Notícia o “ público” de hoje que uma cidadã norte americana resolveu criar uma imagem gigante do marido cola-la em cartão e fazer-se acompanhar da mesma para onde quer que ela e os seus dois filhos se desloquem. Imagino o que deve ter feito para substituir o marido na cama. Avanço com duas possibilidades: mandou fazer uma mascara igual ás fuças do mesmo e o amante coloca-a antes do acto (com a abertura para a língua claro) ou usa o mesmo cartão, desta vez armado com um substituto de maridos que ela vai colocando a postos ou antes em posições. Como diriam os gauleses “ estes Americanos estão loucos

sábado, setembro 09, 2006

lista de danos colaterias



esta é verdadeira
Demasiado pertinente para não passar adiante... não vá alguém estar distraído!
Leia a pergunta, e tente responder: Eis aqui uma lista dos países que foram bombardeados pelos Estados Unidos, após o fim da 2ª Guerra Mundial: a.. China 1945-46

b.. Coreia 1950-53

c.. China 1950-53

d.. Guatemala 1954

e.. Indonésia 1958

f.. Cuba 1959-60

g.. Guatemala 1960

h.. Congo 1964

i.. Perú 1965

j.. Laos 1964-73

k.. Vietname 1961-73

l.. Cambodja 1969-70

m.. Guatemala 1967-69

n.. Granada 1983

o.. Líbia 1986

p.. El Salvador anos 80

q.. Nicarágua anos 80

r.. Panamá 1989

s.. Iraque 1991

t..Sudão 1998

u.. Afeganistão 1998

v.. Jugoslávia 1999

w.. Afeganistão 2001

x.. Iraque 2003, 2004, ....

PERGUNTA: Em quantos destes países, os bombardeamentos fizeram emergir umgoverno democrático, respeitador dos Direitos Humanos?

ESCOLHA uma resposta :

(a) 0 (b) zero

(c) nenhum

(d) nem um só

planicie de gentes



GENTE DE TERRA NENHUMA


Povo de face sulcada

Pelo calor do arado

Tens tua alma lavrada

Pelas rimas do teu fado


Fado de versos com rimas,

Construído de tristeza

Letras que cantam a sina

Da tua perdida beleza


Povo de face sulcada

Pelo calor do arado

Tens tua alma marcada

Pelo riqueza do passado

segunda-feira, setembro 04, 2006

REFLEXÃO EXDRÚXULA


Quem com vinte anos está
Cheio de força e paixão
Julga que aos kotas não dá
O maravilhoso tesão

Na sua douta ignorância
Julga que foder é com ele
E nunca dá importância
A quem vai comer a mãe dele.


E nem o mais leve suspeito
O pode levar a pensar,
Que a sua mãezinha no leito
Adora chupar e gritar.

Q’isto de coisas da cama
A moral que s’instalou
Mudou o gozo pra lama
E a lama….. nunc’á mudou

domingo, setembro 03, 2006

segunda-feira, agosto 28, 2006

nigthmare

2006. Portugal. Europa. Mundo ocidental. O muro de Berlim caiu assim como a sua base de sustentação: o comunismo. Por toda a Europa sopram ventos de mudança de inspiração liberal, profundamente capitalistas na sua génese. O planeta está pela 1ª vez ameaçado de morte face à voracidade dos homens na procura do lucro destruindo assim milhares de espécies e de habitat. Nada coloca a Ordem em causa. A resistência ao capitalismo selvagem faz-se agora, estranhamente, pelas mãos de grupos fundamentalistas religiosos sendo os mais activos os de cariz muçulmano e os de inspiração cristã. É neste quadro dantesco que história se desenrola. A ameaça que a guerrilha representa é enorme. A vida humana deixou de Ter valor. O mundo ocidental em represália contra o ataque às torres gémeas já desencadeou duas guerras. Uma contra o regime afgão dominado pelos estudantes de teologia ou talibans, outra contra um antigo aliado, o presidente do Iraque, Sadam Hussein. Ambas as guerras ainda não terminaram e os povos dessas regiões vivem hoje pior do que viviam nos regimes originários. Os atropelos aos direitos humanos por parte das forças ocupantes são diários. As opiniões públicas ocidentais vivem letargicamente dominadas pela (de)informação. A generalidade dos governos ocidentais aprova leis contra as liberdades individuais, restringe o acesso á informação, institui uma censura prévia, tudo isto com o apoio tácito da população. As liberdades são o sacrifício a fazer contra a ameaça terrorista. Alguns países encenam atentados de forma a justificar leis mais repressivas. Os contestarios são silenciados pelos média. A nova ordem exige uma forma única de pensar e de agir. Enquanto isso, em África (o continente mais rico em termos minerais de subsolo) milhares de pessoas são mortas pela doença, pela fome e pelos senhores da guerra alimentados pelos países ricos. Na Ásia a exploração capitalista atinge proporções inimagináveis. Milhões de pessoas, crianças incluídas, são transformadas escravas quer pelos governos, quer pelas grandes corporações. Nada parece capaz de travar este vórtice. Os europeus abdicam do que conquistaram durante anos de luta e de sofrimento a troco de nada. Os africanos já nada têm. Os sul-americanos são, na generalidade, escravos do tio SAM. Por todo o lado acordos de comércio livre (que o não são) pressionam os trabalhadores a abdicar dos seus tempos de descanso, das suas férias, dos seus salários. A morte grassa por todo o lado. As desigualdades aumentam, o crime toma conta das ruas. Os estados usam o argumento da defesa dos cidadãos para aumentarem os efectivos repressivos. Em cada esquina há um polícia, todos somos convidados a denunciar os nossos vizinhos. O medo instala-se e é visível na forma como as pessoas abordam os outros nas ruas das grandes cidades. Os governos vivem e mantêm-se pelo medo e com o medo. Ataques de histeria colectiva têm cada vez mais ocorrências. Morrem cidadãos nas ruas da Europa e dos EUA apenas porque têm uma cor de pele suspeita. Morrem cidadãos no médio oriente para alimentar a instabilidade e fazer enriquecer a especulação bolsista e o negócio do petróleo. Quem ganhou com a invasão do Iraque? Quem tem ganho com a instabilidade na região? Como se usa dizer chechez la famme.
Hoje uma nova frente de batalha se está a abrir. Os governos ocidentais, a mando das grandes corporações empresariais já falam na necessidade de aumentar o número de horas de trabalho na EU. É o golpe final nos que, crendo nas boas intenções dos senhores do dinheiro, sempre defenderam uma coabitação pacífica entre trabalhadores e patronato. Na verdade este ataque a direitos conquistados em anos e anos de lutas mais não é que o aproveitar do enfraquecimento sindical e ao mesmo tempo uma chantagem sem excrupulos. Dizem as empresas que e passo a citar “ ou se abdica de alguns direitos ou elas se deslocalizam”. Isto faz cair por terra o argumento de que a GLOBALIZAÇÃO TINHA COMO FIM A MELHORIA DAS CONDIÇÕES ECONÓMICAS DOS PAISES POBRES. A globalização apenas teve como fim a possibilidade das empresas explorarem mão-de-obra barata pressionado os seus funcionários no ocidente para que estes se tornem gente dócil sem capacidade reivindicativa ou politica.
Os sindicatos infelizmente tardam a dar resposta a tudo isto e sem uma estratégia global comum são claramente dominados e entregues nas mãos de agentes dos governos ou de gente corrupta. Não existe uma estratégia a longo prazo e as suas direcções tendem a manter-se no poder de forma carreirista e fraudulenta. As eleições, dominadas pelos média em termos de formação de opinião, mais não são que plebiscitos ás politicas aplicadas, plebiscitos viciados já que as vozes discordantes são silenciadas ou acusadas de inimigas do interesse comum. Os governos uma vez eleitos rapidamente tecem quadros negríssimos de forma a aplicar politicas que apenas servem os interesses dos senhores que lhes pagaram as campanhas. Portugal é um exemplo disto nos dias que correm. Na saúde, onde o estado se está a retirar dos sectores mais apetecíveis, colocando em causa princípios constitucionais, rapidamente surgem como que por magia grupos privados(bancos e seguradoras) que exploram essas oportunidades de negócio. Na
educação, onde o estado permite que universidades privadas ofereçam cursos em áreas que apenas irão aumentar o número de desempregados, a confusão é enorme e assiste-se a uma perca de qualidade que visa claramente formar mentecaptos ao invés de formar gente capaz. Os indicadores sobre de optimismo das pessoas, nunca estiveram tão em baixo, ao mesmo tempo que pelo 4º ano consecutivo a banca, as seguradoras e as grandes empresas vêm aumentar os seus lucros de forma desmedida. Olhemos para o exemplo mais paradigmático da hipocrisia dos senhores do poder. Bancos, seguradoras, estado, todos concorrem no sentido de nos levar a utilizar as novas tecnologias, nomeadamente a Internet. Panaceia para todos os males, a Internet surge como mais um factor de quebra de custas para as empresas e de diminuição do número de funcionários do estado. Empurrar os clientes para a Internet permite despedir alguns funcionários e poupar dinheiro de funcionamento. Mas o que não é dito, é que essa poupança se faz à nossa custa. O que não se diz é que para diminuir o número de FP todos nós vamos engordar os bolsos dos accionistas da PT com um custo anual de 600 euros. São 600 euros que cada um de nós gasta para poder navegar. 15 de assinatura mensal de telefone e mais 35 da assinatura mensal da Internet. A modernização do aparelho do estado e a diminuição de custos na banca estão a ser feitas á custa do nosso esforço e á custa do posto de trabalho de milhares de pessoas e no entanto não pagamos menos impostos nem, nos custa mais barato navegar na Internet. Mas quando se apresentam ao eleitorado, ou seja a todos nós, a pedir que votemos neles, nada disto é dito e as promessas são muitas. Infelizmente os povos tendem a ter pouca e má memória, e o controle do aparelho de estado e da comunicação social tem feito o resto. Aos que discordam resta a frase de um poeta que se traiu a si mesmo.
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO.

sexta-feira, agosto 25, 2006

cançao de amor



Canção do amôr

Eu canto o amor nunca adiado
O sentimento louco. A paixão.
O estar feliz. Embriagado.
A jovialidade da tesão.

Eu canto este imenso sentimento
Que a todos tira a Razão
Reféns do sonho de um momento
De imagens, magia, de ilusão.

Eu canto o silêncio do olhar
O desejo contido em segredo
Canto o amor e canto mar
Canto a esperança e canto o medo

AO JEITO DE BOCAGE


Dona Telma é boazona
Um cu belo de espantar
Uma sumarenta cona
Mamas sempre a saltitar

Coxas cheias, elegantes
Que as saias deixam mirar
Mamas soltas, palpitantes
Sem nada, prás apertar

Cu redondo, torneado
Badanas a dar e dar
Um coninho perfumado
Pintelho até fartar

Mas é viúva a coitada
E procura cavalheiro
Que a ponha mais animada
Que seja seu cavaleiro

Não lhe faltam candidatos
Pra esta tão nobre missão
Capazes de todos os pratos
Pra lh’ aliviar a tensão

Mas esperta que nem um alho
Tem mais que um cortesão.
E de caralho em caralho
Lá vai matando a tesão.
ezte f

quarta-feira, agosto 23, 2006

avec le temp

avec le temp



Tocam clarins
tocam trombetas.
Os homens de bem
Trajam jaquetas,
As suas mulheres
Mostram as tetas.
Numa nave de loucos
Falam profetas,
Meditam aqui,
Bondosos astetas.
Rimas que nascem
Filhos poetas,
Tubos de ensaio
Filhos provetas.
Atletas que correm
Glórias e metas.

mas

As certezas da vida
São coisas secretas.

segunda-feira, agosto 21, 2006

avec le temp

avec le temp

NAO DIGAS QUE NAO ME COMPREENDES:


Foram-se os sonhos de uma assentada.
A paz, o pão a habitação,
A saúde a educação
Tudo foi perdido
De mão beijada
Não perguntem como
Ninguém sabe nada.
Vieram mais cinco
E duma assentada
Viram a casa, o carro
A vida penhorada.
Que a liberdade um dia passou por aqui,
Foi aprisionada e depois fuzilada,
Finalmente a vida voltou ao que era
Só mudaram os nomes
Não mudou mais nada

terça-feira, fevereiro 28, 2006

quando a especie fica encurralada


nestes tempo em que o capitalismo nada deixa ao acaso, é refrescante saber que ainda há quem resista, ainda há quem diga nao