sexta-feira, agosto 15, 2014




time to sleep
















Apaguem a luz,
A noite acontece ao rasgar
Da esperança e do silencio
Quando o olhar se petrifica
No leito de um rio de águas
Pintadas.
Apaguem o tempo,
O sol deixará de morrer e
O horizonte será apenas
Uma linha muda
Numa tela a convidar
Ao sonho
Apaguem os conceitos
Chega de palavras vãs
Cheias de intenções
Coloridas e prenhes
De interrogações sobre
Nada
Apaguem tudo,
E deixem que o silencio
Nos abrace.


Manuel F. C. Almeida

domingo, agosto 10, 2014

















Há dentro de mim
Um oceano, um deserto
Uma floresta tropical
Uma dor que nunca se alcança
Uma gesto, uma estatua de sal,
Uma eterna procura de ser
Apenas um sonho
Pronto a morrer

Há dentro de mim
Mil imagens escondidas
Mil faces feitas ruína
Mil ventres despedaçados
Mil fantasmas encantados
Pelo canto de mil almas
Que um dia aprisionei

Há dentro de mim
Mil odores e mil sabores
De quem amei

Manuel F.C. Almeida

domingo, agosto 03, 2014





















O luar é nossa testemunha
Daquela noite em que sem pensar
Voltamos ao ponto suspenso
Do nosso olhar.

O luar é nossa testemunha
De um momento único, ímpar
Em que a força dos instintos
Fez o desejo falar

O luar é nossa testemunha
Que um erro de teimar
Não deixa de ser um erro
A reparar.

Manuel F. C. Almeida

















Procuro nas coisas
A simplicidade
Sem mistérios ou verdades
Etéreas
O que é, basta-se
Para se descrever,
Numa tela, num espelho
Ou no reflexo das águas
De um charco.

Simples é o modo de olhar
A complexidade do todo.


Manuel F. C. Almeida.

terça-feira, julho 29, 2014






















No calor do estio,
Recordar o inverno
Frio.
Entregar o corpo
Ao sol do
Verão…

E erguer ao alto
A mão

Na tela pintar,
O sonho de viver
A cantar.
Ler o poema
Parido na
Dor…

Colori-lo de
Amor.

Parar o olhar,
Num corpo de mulher
A dançar.
Dança de ventre
Com cio de
Querer…

Um momento
Qualquer.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, julho 23, 2014


















Guardo no segredo dos dedos
A ternura que me deixaste pintar
No silêncio do deserto
Na distância do olhar

E na nostalgia dos tempos
Esculpida em mil em segredos
Guardo o canto dos ventos
E a face de todos os medos

E sempre neste silencio
Nesta angustia enfeitiçada
Olho a tua face na lua…pintada

E quando despido de mim
E sem telas pra pintar
Fico só com a memória…do teu beijar


Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, julho 17, 2014





















Só o cantar das aves
O sol da madrugada
E o espelho das águas
Me devolvem
A frescura do teu corpo
Tomado
Entre tempos
E dias sem fim.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, julho 09, 2014

















Olhar nas águas paradas
Um reflexo de luar
Uma gota que se solta da face
Pequenas ondas de mar
O caminho desbravado
E encontro a caminhar
Nesse enlaçar apertado
De um tempo sem lugar.

E bebemos nos lábios do outro

O desejo a desertar.

Manuel F. C. Almeida

sábado, julho 05, 2014












A PARTIR DE ALLAN PARKER

Toco-te ao amanhecer
No silêncio de um olhar
Nos lábios onde se pinta
O sonho
E se bebe a eternidade
De um universo criado
Nas asas da liberdade.



 Manuel F. C. Almeida.

domingo, junho 29, 2014











Decifrar o corpo
Devorar o medo.
É esse o trabalho
Do tempo

Aos homens
Resta  ser
A fragrância
Consumida
No acontecer.



Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, junho 16, 2014





















E ainda assim
Dizemos que amamos
E soltamos suspiros.
Olhamos o tecto
E acendemos cigarros.
Lavamos os sexos
E os dentes
Vestimos roupas
E saímos rua fora
Como se o que de
Mais belo a vida tem
Fosse motivo
De culpa.

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, junho 05, 2014

















Guardado no peito
Trago comigo o som
Triste das ondas e das marés
O silêncio de oiro
Dos barcos na maré-alta
E um olhar que um dia
Foi perdido
Por entre a violência das ondas
E o naufrágio
De acontecer

Guardado no peito
Trago os segredos
Do meu viver


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, maio 28, 2014




















E um dilúvio derramou-se
No meu tempo de vida
Sou o verdadeiro canibal
Da minha existência

Abri chagas nos olhos
Do tamanho dos corações
Que tomei nas mãos

Cego, cheguei à fronteira
Que separa um rio de outro rio
E tacteei as margens suavemente

Mas só nas águas e na corrente
Senti o aveludar de mil corpos
E assim deixei-me escorregar
Nas águas cálidas dos ventres em chama.



Manuel F. C. Almeida

domingo, maio 18, 2014

















A imagem
No espelho,
A máscara
Da ilusão,
O segredo
Do labirinto:
 A Paixão.

A verdade
Sem pudor,
Despida,
Nua,
O espelho
Que questiona
A realidade:
A vida
Em carne
Tua.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, maio 09, 2014




















Cruzei-me esta manhã com a morte
Estava parada à minha esquina
Pediu-me boleia mas não lhe dei
Porque não tinha a barba feita
E cheirava a sexo. Não dou boleias
Quando cheiro a sexo.
Para a compensar pisquei-lhe o olho
Ela encolheu os ombros.
E acenou-me com os dedos
Descarnados.
Não gostei do gesto
E espetei-lhe o dedo do meio
-toma lá grande vaca.
Sorri, gosto de sorrir pela manhã



Manuel F. C. Almeida







terça-feira, maio 06, 2014















 Ficas com as palavras presas
Na angustia das manhãs
No silencio da revolta
Que te trás as mãos acesas.
E Alguém ali a teu lado
Num futuro sem futuro
Grita desesperado
- Nada vejo tudo está escuro!

E tu com as mãos atadas
No silencio do teu ser
Palavras amordaçadas
Já te deixaste vencer?

E se soltares essa raiva
Junto com muitos amigos
Vais descobrir a esperança
Vais derrotar inimigos
E no olhar de quem passa
Vai renascer a vontade
De lutar todos os dias
Pela vida em liberdade.

Manuel F. C. Almeida

domingo, abril 27, 2014




















Quando desperto acordo
Comigo os fantasmas
Da terra
 E o silêncio
Que repousa no olhar
De louco que teima
Em habitar o corpo
Que me acompanha
Solta um grito de raiva
E de lamento,
E só a voz da adiada
Da existência
Me volta a adormecer.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, abril 18, 2014





















Encontrei a terra, o ar, a água e o fogo
E o mistério da vida a resolver
Nos meus olhos brilhavam a chamas
Da terra a arder
A minha imagem revelou-se nas águas
Que tomei nas mãos para beber
O  ar encheu-me os pulmões
E deu-me asas pra crescer
A terra era o meu corpo
Sem o saber.

Somados os elementos
Resulta vida a florescer

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, abril 11, 2014



















Todos temos um local onde
Morar
As ruelas ficam escuras de tanto
Andar
E nunca sabemos o que podemos
Esperar
Um sinal
Uma luz
Uma estrada
Por desbravar
Talvez apenas o tédio
De parecer estar
Sem nunca estar
A vida é breve e sabemos
Que no mundo há sempre
Um local para sonhar
Por mim esperarei…

Até o reencontrar.



Manuel F. C. Almeida

sábado, abril 05, 2014



Percorri todos os cantos desse corpo
Em momentos que se perdem no esquecimento.
Entre o olhar e a distância,
A noite é filha do vento.
Fecho os olhos, e ali estás.
Adormeço só, num sono lento,
E quando chegas nem a mão estendes
Sou apenas só, um teu qualquer momento

Percorri todos os cantos desse corpo
Perdido que fui algures no tempo.


Manuel F. C. Almeida



domingo, março 30, 2014

















E o espelho fez-se névoa
E o dia fez-se ontem.
Nas minhas mãos
O palpitar do teu corpo
Queimava-me os dedos
E incendiava o olhar

Toda a existência é difusa
Todo o tempo confusão
Mas nas minhas mãos
O teu corpo ganha formas
E até com os dedos em chama
Desenho no ar um poema


Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, março 24, 2014














Os amantes vivem
No brilho do olhar
E no silêncio
De uma estrela
Que dá luz  
Ao verbo amar



Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, março 19, 2014
















( feito a partir da musica, Não da letra, " o cio da terra"  Milton Nascimento e Chico Buarque .



No calor do estio,
Recordar o inverno
Frio.
Entregar o corpo
Ao sol do
Verão…

E erguer ao alto
A mão.

Na tela pintar,
O sonho de viver
A cantar.
Ler o poema
Parido na
Dor…

Colori-lo de
Amor

Parar o olhar,
Num corpo de mulher
A dançar.
Dança de ventre
Com cio de
Querer…

Um momento

Qualquer.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, março 12, 2014





















Suave é o gosto
Do teu corpo.
Ostra que envolve
O falo
Quando os corpos
Se entregam
Em segredo,
Eu calo
A voragem do desejo,
Como dia que se abre
Na neblina
Da madrugada.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, março 07, 2014

(pintura Salvador Dali)

"Resurrection of the Flesh"




















Nesta estrada
Desenhada no centro da alma
Caminho como um louco
E nem o som dos meus passos
Se ouve
No âmago do meu ser
Irrompem vulcões
E a lava estende-se
Como um tapete
De silêncios
E corpos amalgamados
Pelo tempo
E sigo o caminho
Porque o tempo não
Se pode apagar
E ao longe há um monte
De corpos destroçados
Pela ilusória imagem
De futuro.


Manuel F. C. Almeida

sábado, março 01, 2014















Passa o tempo e outro tempo

Vai passando.

Faz-se do sonho

Um engano,

No tempo que a gente tem.

Dia a dia vai

Passando,

O tempo que nunca

Se alcança,

Ficam apenas na

Lembrança

Os dias em que o viver

Nunca deixava que tempo

Passasse sempre a correr.



Manuel Almeida

sexta-feira, fevereiro 21, 2014



















Nunca escrevo poemas de despedida
Porque todos os poemas são lugares
De chegada e de partida
Lamentos de almas que se quedam sós
Palavras e rimas que desatam
Nós
Nunca escrevo poemas de despedida
Porque as palavras nunca dançam sozinhas
E porque as frases são espelhos de vida
Retratos fixados nas linhas do tempo
Momentos parados, gritos de
Lamento

Nunca escrevo poemas de despedida
Mas todos os dias, desenho em poemas
O caminho, ignorado, da inevitável partida.



Manuel F. C. Almeida

terça-feira, fevereiro 18, 2014





















Nunca da ave arranques penas
Porque as penas são o voo
E o voo é sempre o que resta
A quem não cumpre o destino
E entende que a vida é um
Um poema de escolha livre.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, fevereiro 12, 2014














Na mesa, o lugar
Do afeto e do prazer
O teu corpo encantado
Ergue-se numa dança
Imortal,
Há séculos repetida
Na solidão do pensar
E no engano da partilha.
Eu assisto ao festim
Do teu corpo
E quando me tomas
Sou apenas a folha
Que um vento te trouxe,
Um perfume na vida
Que abandonas
Quando os tambores
Se calam.
E o teu ventre se cobre
Em mil espasmos.


Manuel F. C. Almeida

terça-feira, fevereiro 04, 2014






















Ditamos palavras aos outros
Reflexões sobre reflexões
Obscuras ideias da vontade
Estilhaçadas em mil faces
E mil corpos
Que reluzem na luxúria
Do pensar e do sonhar

Num encontro cósmico
Belo e de sentimentais
Desejos egoístas.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, janeiro 29, 2014





















Cruzei-me esta manhã com a morte
Estava parada à minha esquina
Pediu-me boleia mas não lhe dei
Porque não tinha a barba feita
E cheirava a sexo. Não dou boleias
Quando cheiro a sexo.
Para a compensar pisquei-lhe o olho
Ela encolheu os ombros.
E acenou-me com os dedos
Descarnados.
Não gostei do gesto
E espetei-lhe o dedo do meio
-toma lá grande vaca.
Sorri, gosto de sorrir pela manhã




Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, janeiro 24, 2014





















Ofertei o que sou aos deuses,
Mas não aceitaram.
Escrevi mil cartas de amor,
Que nunca leram.
Esventrei as palavras em poemas
Nunca lidos

Resta-me o sol, o mar
E o canto das aves para
Acreditar que estou vivo.


Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, janeiro 16, 2014

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Nunca chores um amor que partiu
Porque outros amores irão surgir
E se alguém de ti fugiu
Outro alguém te fará sorrir

Viver é um encandear de acasos,
Um enfrentar de esquinas ao virar
Uma surpresa em todos os passos
Que damos neste caminhar

Por isso não chores o passado
São só pétalas de eternidade,
Faz da vida um poema, um fado
E abraça sempre a liberdade.


Manuel F. C. Almeida

domingo, janeiro 12, 2014
















Chega-te a mim
Quando te sonho
Agarra todos
Os olhares vazios
Tenho tanto de nada
Que podes levar
Um pouco de mim
Guarda-me numa
Caixa bonita
Forrada com papel
De um qualquer jornal
Assim quando um dia
Me retomares sempre
Terás algo a ler.
Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 04, 2014



Ergo-me nos ombros
De gigantes
Na cidade adormecida

E as luzes que me ofuscam
Indicam-me o caminho
Ao centro das coisas

Lá talvez encontre
A resposta para todas
As perguntas por fazer.


Manuel F. C. Almeida

sábado, dezembro 28, 2013



O desejo não é feito de palavras
Nem de intenções que se criem
Nos olhos
É algo que cresce ao som da pele
E se reclama nos dedos e nos lábios.
Aspiramos no outro,
A vontade que se dá em crescendo
Às aguas de um rio que
Em nada se detém

O desejo é uma fonte de águas
Límpidas e turbulentas
Do qual a razão está refém.


Manuel F. C. Almeida

terça-feira, dezembro 24, 2013

Musica
















Conhecer as notas
De dó a dó e todas
As outras.
Ouvi-las vezes sem conta,
Em milhares de tempos
E variações
Retomá-las, dá-las
Ao mundo.
E que o mundo crie
Novos tempos
Novas canções.

Manuel F. C. Almeida

sábado, dezembro 21, 2013















Tudo se passou num corredor sem fim

De um lado vidros, do outro

Imagens passadas.

De um lado o tempo presente

Do outro o tempo passado.

Ao fundo duas portas

Meio abertas

Ou meio fechadas.

E nós caminhávamos

Lado a lado

Com o olhar preso em frente

E os dedos das mãos entrelaçados

Num anuncio de amor que não

Se explica.

E parámos junto às portas

E olhámos nos olhos do outro

E escolhemos cada um a sua porta

Hesitámos um pouco mais

Tudo o que se seguiria seria

Para sempre

E eu nunca gostei de nada

Para sempre

É sempre tempo demais

E as imagens começaram a perder-se

E pelos vidros vi o temporal lá fora

Beijei-te as mãos

E segui o meu caminho

Para sempre

Sabendo que só a morte é para sempre.



Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, dezembro 11, 2013

















Recordo da infância
As gaivotas e os poemas
Do Tejo
O cheiro a brisa do mar
De um local que pouco
Vejo

As gaivotas, sei que escrevem
Os seus poemas
A brisa, sei que esconde
Os seus segredos

E o Tejo que pouco
Vejo
Vai voltar a abraçar-me
E resgatar-me
Do medo.


Manuel F. C. Almeida












sexta-feira, dezembro 06, 2013





















Procurei-te na madrugada
Dos tempos
Nas folhas caídas
Da memória
No canto infindável
Das aves
Nas palavras e letras
Que devagar
Soletrei

Mas tinhas partido
Nas asas de um vento qualquer…
De um vento que não encontrei



Manuel F. C. Almeida

sábado, novembro 30, 2013















Toda a poesia que escrevo
É envolta de silêncios e mistérios
Ficará depois de mim eternamente
Presente, sem código para a decifrar
Sem espaço onde viver
Sem sonhos para cantar
Serão apenas as palavras
De quem se recusa a morrer
Acompanhado.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, novembro 26, 2013


















Passa o tempo
E outro tempo
Vai passando.
Faz-se do sonho
Um engano,
No tempo que a gente tem.
Dia a dia vai
Passando,
O tempo que nunca
Se alcança,
Ficam apenas na
Lembrança
Os dias em que o viver
Nunca deixava que tempo
Passasse sempre a correr.


Manuel Almeida

domingo, novembro 17, 2013



Tenho um caminho secreto


De giestas e loendros

Nas margens do teu olhar

Tenho um caminho secreto

Que desenhei no teu corpo

Numa noite de luar.



Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, novembro 13, 2013

INTERLUDIO POÉTICO




Regresso a ti

Neste desejo que me impele

Na procura dos teus lábios

No encanto dos teus seios

No espasmo do teu ventre

No perfume do teu sexo

Regresso a ti

Em cada canção escrita

No vento.



Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, novembro 07, 2013

O segundo da série não aconselhável



Ode às gajas boas e de boas mamas.



Sentei-me e pedi algo para beber. Uma tipa boa e de mamas tesudas trouxe-me uma cerveja. Bebi-a de um trago. E a tipa boa e de mamas tesudas sempre a olhar para mim. Gostei da atitude dela. Um gajo gosta sempre de ser o centro das atenções de gajas. Em especial se tiverem tetas grandes. E não me venham com conversas de merda, sobre o machismo e o meu modo de avaliar as gajas. Porque quase todos pensam como eu. Salvam-se os paneleiros, os papa-hóstias ( e não são todos) e aqueles jovens a quem a educação maternal limitou a honestidade animal e mesmo esses acabam por se libertar e um dia olhar para uma gaja e dizer ou pensar

- Que belo par de mamas.

Eu sei que as gajas não gostam de ser olhadas assim. Querem que as tomem por algo sério. Mas existe algo mais sério que a honestidade dos instintos? Ou acaso não pensam elas o mesmo quando olham um gajo que lhes enche o olho e as medidas?

Pois nós agora somos “ seres sociais” empenhámos o que somos a troco da vida miserável que nos dão, cheia de leis e regras de comportamento. Porque a espécie tem de obedecer às regras da vivência em grandes comunidades chamadas nações. Mas no segredo do seu pensamento só a castração cultural nos impede a liberdade. E eu gosto de gajas boas e de mamas tesudas a olharem para mim. Dão-me tesão. E a elas que lhes dará tesão?



Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, novembro 01, 2013

1º Poema ( ou tentativa) de uma série pouco recomendada a seres muito sensiveis



Outra face, outra viagem


Outro corpo, outra massagem

Casa de banho, chinelos

Um pijama, um roupão

Uma cona com cabelos.

Outra mão.



Uma cama preparada

Uma mulher desvairada

Um toque nas mamas

Um sexo molhado

-diz que me amas…

-Só o quero entalado



Perdi o tesão

Não fazia sentido

Ser um vibrador

Privativo.



Olhei-a de lado

E sem nada a dizer

Agarrei-lhe a cabeça

E pu-la a lamber.



Afaguei-lhe os cabelos

Apertei-lhe os mamilos

Olhou para mim

Enquanto chupava.

Quase me vim

Enquanto a deixava.



Virei-a de costas

Apontei-lhe o sardão

- nem penses nisso

Meu grande cabrão.



Mal ela falou e sem piedade

Empurrei o pilão cheio de vontade

Ouvia-a gritar;

- meu filho da puta agora não pares.

Dei-lhe umas estocadas

E sem me deter

Ouvia gritar

- tu pões-me a arder.



E num arrepio que não tinha fim

Disse-lhe ao ouvido

- já me vim.



Limpei o caralho ao lençol.

Olhei a janela.

 Lá fora

Estava um dia lindo de sol.



Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, outubro 28, 2013




Vinquei o vivo da cor

Numa onda de sentir.

Flor de areia com odor

Chama solta a sorrir

Numa fogueira calor

Num beijo a descobrir



E se libertares os instintos

Serás uma planta a florir.



Manuel F. C. Almeida



domingo, outubro 20, 2013





















Procurei-te nos cantos
Escondidos da memória
Nas palavras livres
De um qualquer poema
Sem nome
E no fim tu já não estavas
Tinhas partido
Na bruma dos dias
E na penumbra
De um inverno
Esquecido.


Manuel F. C. Almeida

domingo, outubro 13, 2013





















Percorri o trilho
Do teu ser
Nos versos ondulantes
Da maré
Mas foi em vão o caminhar
Por entre estrofes
Que se escondem do olhar

Porque há nos teus olhos
Um mundo encerrado
Do mundo.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, outubro 09, 2013


Nesta vertigem de fogos

Corporais

A sede mata-se nos

Lábios

Quando deles brota o

Néctar

Que nos convida a tomar

Os corpos

Ao som de violinos

Naturais

Que os sentidos têm como

Sábios.

No momento em que o prazer

Faz encontrar

A certeza que no fundo

Não somos mortos.



Manuel F. C. Almeida