Encontro o meu espaço
No local em que me perco.
Agito os cabelos
Ao vento e ao
Esquecimento.
Mas se odor do teu corpo
Te anuncia,
Retomo o vento
Na palma da mão,
E iço bem alta
A bandeira da ternura.
Manuel F. C. Almeida
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ










Cai-me o olhar, lentamente
No tempo que teimo em não deixar
Tocar-te a mão, suavemente
E recusar partir, sempre ficar
E não entendes (porque não sentes)
O sentido deste meu teimar
É nas memórias vivas e quentes
Que guardo o néctar do teu beijar
E mesmo quando passas altiva
Indiferente ao tempo e ao falar
Mantenho aqui, guardada e viva
A doce memória do nosso amar
Manuel F. C. Almeida



























