segunda-feira, dezembro 27, 2010


















A visão do futuro
Massacrado contra
A vida
É a última esperança
Que resta
Nos dias sitiados
Do presente.

Manuel F. C. Almeida


foto:JET ...

terça-feira, dezembro 21, 2010
















Cortámos o segredo


para além dos espelhos


e descobrimos os lugares


proibidos na alma,


junto a um velho rio


esquecido.


Nas margens prenhes


de imutáveis paisagens


esquecidas


Só o eco do teu corpo


me acorda deste sonho.








Manuel F.C. Almeida





foto: luis miguel inês

quarta-feira, dezembro 15, 2010
















Caminhas pelo horizonte dos meus sonhos
Com o passo delicado de uma história
No mais reprimido mapa da memória
Esconde-se o teu corpo dos meus olhos

Caminhas devagar e sem o saber
Percorres as páginas da minha existência
Meus braços abraçam a tua ausência
Meus lábios cantam-te no meu viver

Prisioneiros somos neste universo
De estrelas que brilham como diamantes
De poemas escritos, jóias de amantes
Que descrevem a vida, verso ante verso.

Manuel F. C. Almeida


sábado, dezembro 11, 2010





















E consome-se o tempo
Com o tempo que nos consome
A alma.
Os sons, simples segundos
De passagem, são uma quimera,
Uma miragem;
Borboletas na paisagem.
E os olhos que encontram olhos
Para neles se perderem
Fixam a máscara do que foi
E nunca “é”
Porque o agora
Não se desvenda sem a soma
Do tempo que há-de vir.
Só o passado é existência.
Só o meu sonhar existir.


Manuel F.C. Almeida


segunda-feira, dezembro 06, 2010





















Sim, eu sei que me fascinam
As folhas perdidas no tempo
E as aves que voam sem rumo.
Sei também que os elementos
Me fascinam, tal como me
Fascinam as pessoas. No fundo
Tudo me deixa fascinado.
Da organização marcial dos
Formigueiros,
À existência de perguntas
Por fazer.
Sim eu sei que tudo me fascina
Especialmente a estranha
Diversidade das coisas
As folhas, as aves, as gotas de água
De todos os oceanos.
Mas o que mais me fascina é esta
Incessante procura de dar sentido
À vida humana,
Acaso o oceano procura
Explicar-se?
Ou uma folha de Outono
Se recorda de como foi a primavera?
Ou as aves explicam os motivos
Da sua aparente vivência caótica?
A vida é tão simples,
Como pudemos destrui-la?

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, dezembro 03, 2010















Sinto que o tempo se acaba
Aqui
Nesta alegórica existência
Sem sentido

Na procura do poema perdido
Em mim
Que cante a minha verdadeira
Face

Na margem em que a coragem era
Vida
E o coração uma arma apontada
À esperança

Mas é tempo de silenciar
Os sonhos
E deixar de pintar as palavras
Com o teu nome.

Manuel F.C. Almeida


segunda-feira, novembro 29, 2010
















E quando nada acontecer
Vou escrever um poema
Com letras de prata
E pontuação dourada


Onde me leva esta estrada.


Manuel F. C. Almeida


fotoSAGHER

sábado, novembro 27, 2010





















Como é difícil escrever
Sem nada ter para dizer
Nem o paraíso dos meus olhos
Ou a alegria incontida
Dos sonhos,
Podem resumir o que se não vê.
Como é difícil escrever
O que não se lê,
O que não se sente…
Ou o que se sente
Mas não se quer escrever

Como é difícil escrever
Sem nada ter para dizer.

Manuel F.C. Almeida


quinta-feira, novembro 25, 2010





















Consome-se o tempo
Com um futuro esperado
E esquecemos que a vida
É somente um grão de areia
No universo encrespado

Manuel F. C. Almeida



fotoJET ...

domingo, novembro 21, 2010



Canto no tempo

















Agarro o firmamento no horizonte


ancorado no olhar,


os sentidos percorrem o espaço


e a imaginação solta-se


na dança incessantedas águas.


Sou uma crisálida de palavras


Ocas, um cálice sem néctar


Ou fogo sagrado,


Sou homem,


Sou história,


Sou fado.


Só no canto liberto


Esta chama


Do meu pesadelo


Acordado





Manuel F. C. Almeida





foto:João de Castro

quarta-feira, novembro 17, 2010


Já ia alto o sol
Quando me conheci.
Não ouvi sons,
Nem acordei as aves.
Fixei-me num ponto
Obscuro do horizonte
E deliciei-me com
A memória das memórias
Coladas a mim.
Em uníssono a tarde caiu
E deixei de me reconhecer
Só a luxúria de outros corpos
Me permite resgatar quem sou.

Manuel F.C. Almeida
fotoABrito

sexta-feira, novembro 12, 2010





















Já não há fuga
Nem esperança.
Já não há passado
Nem futuro
E neste presente
Teimosamente adiado
Todos os sons
Pairam sobre
As águas
Como punhais
Que rasgam a carne
No tempo
E nos impelem
Contra o sonho.

Só nos resta
O sopro das estrelas
Nas noites
Sem luar.

Manuel F. C. Almeida


domingo, novembro 07, 2010





















Desespero frente ao poema
Por nascer.
Não sei quem sou
Muito menos quem fui.
Perco o passado na escrita
Perco a escrita no olhar.
Vagueio por amores
Sem face.
Invento diamantes
Telúricos
E sinto os ventos
No aconchego da alma.

No desespero dos
Poemas por nascer
Acabo sempre por
Me encontrar
E me perder.

Manuel F. C. Almeida

terça-feira, novembro 02, 2010
















Não há espaço, nem distancia
Não há principio nem fim
Existir é uma constante
De incertezas em mim
Não procuro as respostas
Onde não existem perguntas
Sou apenas testemunha
Da linguagem do tempo
Viver é parte da história
Que fica escrita no vento.

Manuel Almeida


fotoSAGHER

quarta-feira, outubro 27, 2010





















Este é um rio sem respostas
Nem perguntas a fazer
Corre livre nas encostas
Do meu sangue, do meu ser

Não tem limites ou margens
Não tem passado ou futuro
O presente são miragens
O seu correr obscuro

Por isso não sabe de nada
Vazio, pronto a encher
Cava como se fora enxada
O caminho pró saber

Mas é um trabalho sem fim.
O saber nunca se alcança
E o rio dentro de mim
Será sempre rio de esp'rança.

Manuel F.C. Almeida







fotoRodrigo Molina

domingo, outubro 24, 2010





















Eu já não ouço
O canto das águas
Nem a fonte dos
Mil murmúrios.
Só os poemas
De brisa
Coloridos de ternura
Colam o teu ventre
Aos meus lábios
E fazem germinar
Os cravos rubros
Do teu peito.

Manuel F. C. Almeida


terça-feira, outubro 19, 2010






















Que posso dar-te
Para lá da saudade?
Das horas que sorrimos
E das palavras imaturas
Que te sussurrava
Nos dias em que o sonho
Nos dava asas?

Sabes, trago comigo
A tua voz
Gravada no peito
E aquele último olhar
Na noite
Em que te dei as minhas asas.

As asas que nunca resgatei

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid Freire

quarta-feira, outubro 13, 2010















A tua voz
Com tonalidades
De arco-íris
Já é mais que
Que um sussurro
Alvo.
É um grito de amanhã
Numa alvorada infinita...


Na palma da minha mão.


Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, outubro 07, 2010














Quando cantas o que cantas
A terra, o calor e as gentes
A melodia de aroma
Agreste
A paisagem que pintou
A tristeza em que te leste.



Manuel F. C. Almeida






fotoAntónio

sábado, outubro 02, 2010





















Ínfimo rebite de infinito
Peça incógnita de tempo
Eu habito as asas do vento
Só nele cabe a cor deste grito

E os dias corroem aquilo que sou
Definho sozinho ante o meu espelho
Jovem já fui e embora não velho
A dor do meu grito, tudo matou

Sereno, aguardo só mais um suspiro
Que seja de dor , que seja semente
Sou o que fui e sou no presente
Aquele que “era” e de quem me retiro.


Manuel F.C. Almeida


terça-feira, setembro 28, 2010





















Diz adeus ao mundo,
Às águas
E à tua vontade.

Olha-te no espelho
E descobre
Que já partiste
Sem que tenhas
Opinado sobre a viagem

Manuel F.C. Almeida


quarta-feira, setembro 22, 2010
















Finalmente entendi a canção
Que trago escondida
Na palma da mão
Fala da vida sem tempo,
Da minha existência
Grão de poeira no vento

E quando um dia me cumprir
E o meu pensar se apagar
Sei que irei a sorrir
Sei que irei a cantar
A beleza do que vi
A confusão do saber
E todo o prazer que senti
Em ter amado viver.

Manuel F.C. Almeida



fotoSAGHER

sexta-feira, setembro 17, 2010



















Com os pés na terra
Lanço este murmúrio
Contraditório.
As margens do rio
Alagam o muro
Onde me lamento.
O silêncio solta uma
Antiga canção de encantar.
E onde o sol beija as águas
Recordo o teu ser
Diluido no meu olhar.

Tudo o que um dia cantei
Foi só um sonho lunar.

Manuel F. C. Almeida


fotoDavid Freire

segunda-feira, setembro 13, 2010





















Se um vaso me fosse dado
Para plantar uma flor
Semeava com cuidado
Mil sementes de amor.

Mas como vaso não tenho
Nem artes para semear
Faço das palavras engenho
Na esperança de te encantar.

Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, setembro 10, 2010





















Neste silêncio me alimento
De palavras ocas e olhares
Inquietos.
Por isso nunca soube dos amores,
Nem das danças usadas
No encantar dos cordeiros,
E não aprendi a desvalorizar
As coisas,
Porque o silêncio só chega
Quando a bruma se descobre
Nas madrugadas do tempo
E o orvalho se dissipa
Nos sonhos inocentes
Contados ao vento.

Manuel F. C. Almeida


fotoMARIAH

terça-feira, setembro 07, 2010
















Reinventa-mos grades
Na alma
Cavamos trincheiras
No espírito
E escondemos “o ser”
Para lá das ameias dos
Nossos castelos.

Pintamos o olhar
De vazio
E negamos o canto
À terra

Finalmente
Deixamos de ser
Quem sonhámos
Entre as cinzas
Do que fomos
E o personagem
Que criámos.

Manuel F.C. Almeida


fotoSAGHER

quinta-feira, setembro 02, 2010
















Medes a linha que te prende
Ao espelho da escuridão.
Na mortalha que se estende
Habita o vento suão

“Que a vida só pode ser vida
No meio da multidão”

Fica no espelho a imagem
Desenhada a carvão
Fica também a coragem
E partes do coração

“E quando sais para a rua
Não és tu, és multidão”

Um dia estilhaças a mente
E quebras a maldição.
A tua imagem, de gente,
São mil pedaços de chão.

Manuel F.C. Almeida


sexta-feira, agosto 27, 2010















Quando em mim a alma sonha
Numa inocência alva
Mantenho os deuses cativos
Num eco de pedras e pregões.
E onde começa o canto
E o meu peito se perde
Assumo o gosto do passado
E o prazer do corpo
Num cálice de odores de memória.


Manuel F. C. Almeida


segunda-feira, agosto 23, 2010


Libertemos os sonhos,
Nas estrelas,
Nos silêncios,
Nas casas vazias,
Nas ondas do mar,
E na escuridão desesperada
Do teu olhar.

E nos lábios uma
Uma rosa

Seiva,
Vida,
Nosso amar


Manuel F. C. Almeida

sábado, agosto 14, 2010
















Como se o ventre vivesse por si só
Se encantasse apenas nas palavras
E em toda a matemática do possível
Assim entendo a pulsão que nos impele
A retomar o corpo e o sexo prisioneiros
No pensamento da culpa e do medo.
Só assim esconjuro os fantasmas
Do livro sacro e me reencontro livre
No prazer de me sentir Homem.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, agosto 05, 2010













Nem o vento ou o tempo
Destroem as minhas pegadas
Marquei-as a ferro no mundo
Não serão por isso apagadas

Nasceram nos dias de mágoa
Com a raiva da cor da vontade
Beberam o canto da água
Na fonte da liberdade

E quando morte me der
Seu sopro inadiado
Ficarão estas pegadas
Escritas em todo o lado

Manuel F. C. Almeida


sábado, julho 31, 2010




















No meu caminho
Feito de sonhos e de
Mil escolhas
Há sempre milhares de
Estradas possíveis

E com elas construo
O futuro
Sempre interrogado
P'los caminhos
Que não escolhi.

Manuel F. C. Almeida





fotocamilo pina cabral

segunda-feira, julho 26, 2010




















Eu sempre quis inventar
Palavras.
Palavras com roupas diferentes
Do corpo.
Palavras que ditem segredos
Inconfessáveis
Aqueles segredos que vivem
Teimosamente dentro de nós
Que respiram o nosso ar
E os nossos sonhos
Que cintilam como aves
Nos nossos olhos.
Palavras simples que se
Escondem dos olhares
Alheios e da incompreensão
Egoísta do ego.
Palavras que nasçam
No mais puro recanto da alma
E se proclamem
Em silencio
Eu sempre quis inventar
Palavras.
Palavras com sentido
E sem ele
E que um dia se libertem
Num sopro de vento
Ou nas asas da imaginação.
Palavras de excessos
Ou de contenção
Onde o teu nome seja apenas
Um conceito da saudade
E as letras
Pétalas de um flor por recriar
Eu sempre quis inventar
Palavras
Para um dia te cantar.

Manuel F. C. Almeida





fotoAntónio Stª Clara

sábado, julho 17, 2010


















Sento-me
Nas pedras do monte
A desenhar o teu nome
No chão e
A soletrar palavras de amor
Para que não partas de mim.
Ensaio um poema sem rimas
Sem métrica, ou musica.
Sem ventos ou tempos.
Sem lábios ou mãos.
Um poema vazio
Feito só de palavras, que
Se soltam livres
Como jovens e belas águias.
Olho em redor
E encho-me com o silêncio
Atroz das minhas testemunhas.

Manuel F. C. Almeida


segunda-feira, julho 12, 2010














Transporto nas asas uma pedra
De runas
No rosto uma lágrima
De vontade.
Nas palavras esquecidas onde
Me aqueço
Uma centelha prenhe de
Saudade.

E quando o silêncio se instala
Nos olhos
Tudo se vai, nada é verdade.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, julho 09, 2010


Ashtiani foi condenada por ter mantido “relações ilícitas” com dois homens depois de ter enviuvado (Amnistia Internacional)
Felizmente por cá isto não acontece, mas as mentalidades que permitem crimes passionais ainda são uma realidade

sexta-feira, julho 02, 2010














Pouso o olhar no horizonte,
No movimento ritmado das espigas,
Amadurecidas pelo sol que se enamorou
Por esta terra de sombras raras
E alvoradas sensuais.

Ao longe, muito ao longe
O olhar perdeu-se num ponto
Branco que ilumina a planície

Lá é o monte, vida de gentes
Pergaminho da história.

Testemunha silenciosa
Da planície.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, junho 25, 2010















Namora o sol
A parede branca
Que cega os olhos.
A paisagem treme
Em ondas de mar,
E as palavras nascem
Na voz de quem canta...
Só é Alentejo
De quem nele
Se encanta

Manuel F. C. Almeida



fotoSAGHER

sábado, junho 19, 2010



















Impelia o sonho
Livre
Sobre as roseiras
Despidas
Mas tudo ficava
Escondido
Eram passados sem
Vidas
Não tinham forma
Nem tempo
Não tinham sequer
Existência
Eram somente memórias
Escondidas
Na consciência

Manuel F. C. Almeida

sábado, junho 12, 2010




















Sussurro,
Espanto,
Segredo
Do meu
Encanto.

O corpo,
Desejo,
Pauta
Do meu
Solfejo

Escondido,
Complexo,
Luxúria
Do meu
Sexo.

Manuel F.C. Almeida

sábado, junho 05, 2010











Na alvorada,
A beleza renova
A inquietude dos
Olhos
E num andamento
Sinfónico
Tudo se resolve
Na aurora
Do recomeço.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, maio 27, 2010















Vejo os corpos
Espelhados no
Cálice do teu olhar

Corpos, memórias
Latentes, com cheiros
De cheiro a mar

Rocas e fusos, que
Tecem teus lábios
Ao beijar

E eu parado num tempo
Sou mariposa
Perdida no caminhar

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, maio 20, 2010















Resolvo-me no teu corpo
Sem memórias, com
O cheiro do vento
Que os teus olhos sopraram.

Transporto-me no tempo
Na crista das ondas,
Na palma da tua mão,
Naquele teu ultimo desenho
Onde a liberdade
É um hino de esperança.

Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, maio 14, 2010



















O eu e tu
Caminho perdido
Comum.
Sonho de infância…
Esperança

O bem e o mal
O branco e o negro
A batalha final
O resultado em
Segredo

E eu e tu
O branco e negro
O combate comum
O crescer e
O medo

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid

sexta-feira, maio 07, 2010

















Abraço
O meu sonho
Baço.
Diluído
No vento

Enlaço
O teu corpo
Espaço
Tempo…

Do teu leito.

Manuel F. C. Almeida



quinta-feira, maio 06, 2010

Assim se faz um País

">

Numa manobra desesperada para denunciar o buling jornalistico, o deputado e vice da bancada do PS rouba, de forma descarada e ostensiva o gravador do seu algoz.
depois de afirmar "que toda a gente tem os seus azares" o DEPUTADO DA NAÇÃO diz aos portugueses o que devem fazer quando se sintam bvitimas de violência:
Roubar

aconselho pois os portugueses a assaltarem as sedes dos bancos, seguradoras, repartições de finanças, da PT, EDP, SONAE, e a Assembleia da Républica, assim como as sedes dos partidos envolvidos nas escandaleiras dos free ports, dos submarinos, do BPN e casos semelhantes, sem esquecer as camaras municipais autenticos é claro.

Desta forma em caso de serem presos, poderão afirmar que só estavam a roubar porque as entidades em causa estavam a exercer uma enorme violência psicológoca sobre vocês

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, maio 03, 2010










Quando te encontrar,
Se te encontrar um dia
No deserto das palavras
Urgentes
Vou beijar a tua alma
E soletrar todo o teu corpo
Em mil estrelas
Cadentes

Manuel F. C. Almeida


fotoFernando Tavares

sábado, abril 24, 2010



A AMAR-TE















A amar-te, chegaram as primeiras rugas
Como sulcos na areia da praia.
E eu parei o tempo em mim
Fiz do meu espaço a eternidade
Que sempre desejei.
Desenhei-me como se fosse nuvem
Que se perde e se renova em mil
Formas adocicadas.
Sou memória e sentido
Sou uma orquídea que se perde
E se renova para gáudio dos deuses,
Sou a página branca de um livro
O símbolo, letra por catalogar.
A amar-te fiz da escuridão
O meu luar

Manuel F.C. Almeida

fotoNuno Bernardo

domingo, abril 18, 2010



















Já vejo uma esteva a florir,
Os teus lábios.
Uma ave que paira nos céus
Teu olhar
Uma folha solta no vento
Teu sorrir
Uma onda que explode na praia
Teu beijar

Já vejo um fruto que cresce
Na árvore do nosso mar.



Manuel F. C. Almeida



domingo, abril 11, 2010













Senhores de um mundo
Sem mundo.
Viajantes clandestinos
Das palavras sem destinos
Cantam a morte
E a vida
Cantam alvoradas
E ocasos
Cantam amores
E ódios
Em mil poemas
Ignorados.

Manuel F. C. Almeida