A liberdade de alguns ou a confusão da posse
Criação infernal
De flores e pétalas
Douradas
A liberdade “que é minha”
Tem propriedades
Privadas
Não tem face,
Nem tem existência.
É minha!
Pronto! paciência.
Que eu luto todos os dias
Pela causa da liberdade
Neste mundo de opressão
Mas o objecto “meu”
Encondo-o na palma da mão.
Viva então a liberdade
De quem comigo caminha
Desde que a liberdade só viva
Na liberdade que é minha.
Manuel F.C. Almeida

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