domingo, agosto 31, 2008














POEMA IMPERFEITO




A minha vida é caravela sem vento
Que no mistério do mar teima em navegar
Sem velas vivas para desfraldar,
Avança a apalpar os medos do tempo.

Assim construí todo o meu pensamento.
Desenhando moinhos, que derrubo no ar,
Vou pintando telas, sem tintas usar...
Em cada segundo, vivo cada momento

E em tudo o que faço, eu canto este fado
Sem dor, mágoa, muito menos tristeza
Porque triste seria não ter encontrado

O amargo sabor da minha existência
Viver ignorando a enorme beleza
De viver tudo isto em consciência.

Manuel F. C. Almeida

6 comentários:

RENATA CORDEIRO disse...

Lindo poema, sou fã do seus poemas muito bem construídos. Já voltou das férias?
Obrigada por vir ao meu Blog e perguntar sobre a minha saúde. Estou bem melhor, engordei 7 quilos, de 37 fui para 44 e já estou trabalhando. O meu médico não me queria deixar, mas não agüento fazer nada. Só que o trabalho é estressante porque é junto ao Governo Federal e exige sigilo absoluto. Há dias em que chego em casa exausta, mas tenho que voltar a viver.
Um beijo, querido,

Savonarola disse...

Belo soneto. Sempre visível a amargura de viver os tempos sem alma do nosso tempo.

Um abraço anarquista

Chapa disse...

Não sei porquê, hoje lembrei-me de ti. Fiz uma busca no Google e achei-te.
Um abraço do Chapa

Chapa disse...

Procurei por Manuel Filipe Almeida. Manda-me o teu email para adelino.chapa@gmail.com.
Se conseguir tempo, passo por aí no fim-de-semana do festival. Manda-me o programa.
Também podemos beber um copo na festa do avante!? Eu este ano vou lá espreitar os "camaradas"

Anónimo disse...

Já disse que este seu poema é lindo e o redigo. Posso pô-lo no meu próximo post coletivo?
Acabei de fazer uma postagem a várias mãos. Vá vê-la, acho que vai gostar.
Um beijinho,

wwwrenatacordeiro.blogspot.com

sagher disse...

Renata se vc entender que deve, pode utilizar e postar.
obrigado
e tudo de bom para você