
No seu cair infindável, o som das vagas liberta-se
Do silencio brilhante da alma que cresce na paisagem
Ondulante e branda do horizonte ideal.
Nas tuas mãos todo o silêncio é princípio e fim
Num suave baloiçar entre a sedução e a luxúria,
Numa orgia em que vida e a morte se encontram
Olhos com olhos, vertendo a vida num vector temporal.
Nas tuas mãos todo o olhar sabe a sal.
Manuel F.C. Almeida











