sábado, outubro 20, 2007







porto de abrigo

Foto by: .k&p




Julguei que estavas aqui,
Ao pé mim para me abraçar
Tolo, que fui, só aqui te refugiaste
Na procura de um porto
Onde descansar.
Era forte a tempestade
Mais forte ainda a desilusão.
Nas minhas aguas paradas
Sabias ter um abrigo, uma mão.
Outros barcos acostaram
E partiram, como um dia
Vais partir, de velas soltas
À espera de um vento fresco e
Renovado.
Nesse dia ao olhares para trás,
Não te arrependas por nunca teres
Chorado.

Manuel F.C. Almeida

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