domingo, setembro 02, 2007






Cegueira


foto by:Ricardo Jorge Miguel Soares





De olhos abertos tacteio a memória à tua procura.
Recupero os cheiros dos nossos encontros
E o sabor adocicado dos nossos beijos.
Num trago de saudade sinto o meu corpo preso
Em ti, com um espinho que nos une, ainda.
Saúdo a vida que conheço
E recordo o teu olhar, da cor do mel, quando
A leveza das palavras nos dava a cumplicidade
Dos amantes que se tinham eternos.
A beleza selvagem e pura do que fomos
Ergue-se como um monumento ao que seremos.
E isso…
Só os deuses, se estiverem atentos, nos impedirão
De acontecer.



Manuel F. C. Almeida

3 comentários:

Anónimo disse...

Muito Bonito Sagher!
Como sempre!
T

Sleeping Angel disse...

Há sem dúvida quem ame o infinito,

Há sem dúvida quem deseje o impossível,

Há sem dúvida quem não queira nada...

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:

Porque eu amo infinitamente o finito,

Porque eu desejo impossivelmente o possível,

Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,

Ou até, se não puder ser......

sagher disse...

T, ANGEL SÃO BONITAS AS PALAVRAS QUE ME DESENHAM .
BEIJOS