
Cegueira
foto by:Ricardo Jorge Miguel Soares
De olhos abertos tacteio a memória à tua procura.
Recupero os cheiros dos nossos encontros
E o sabor adocicado dos nossos beijos.
Num trago de saudade sinto o meu corpo preso
Em ti, com um espinho que nos une, ainda.
Saúdo a vida que conheço
E recordo o teu olhar, da cor do mel, quando
A leveza das palavras nos dava a cumplicidade
Dos amantes que se tinham eternos.
A beleza selvagem e pura do que fomos
Ergue-se como um monumento ao que seremos.
E isso…
Só os deuses, se estiverem atentos, nos impedirão
De acontecer.
Manuel F. C. Almeida
3 comentários:
Muito Bonito Sagher!
Como sempre!
T
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada...
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até, se não puder ser......
T, ANGEL SÃO BONITAS AS PALAVRAS QUE ME DESENHAM .
BEIJOS
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