domingo, abril 01, 2007















Sim!
Sei que me vês como um louco
Um louco apaixonado.
Um dom Quixote qualquer
Sem rocinante nem
Sancho pança.
Um amante ridículo...
Pateticamente ridículo.

Sim!
Sei que sou tudo isso
Mas que me importa
Se te amo?

E ridículos são todos
Os que não sabem amar.

Manuel F. C. Almeida

27 comentários:

Anónimo disse...

Quem ama não se importa de ser ridículo, não é uma prioridade, e isto na eventualidade de notar que o está a ser.
Quem não sabe amar?
elouise

Anónimo disse...

elouise, tantos sao os que nao o sabem fazer, confundem o amor com o fisico, confundem o amor com o momento, e nessa voragem de sentires esquecem o quanto os outros sao importantes. destróem-se momentos bonitos por ninharias. um corpo, um momento, puro egoismo. que isto de viver tempos em que o interese material se sobrepôs ao espirito e ao sentimento, sao tempos de utilitarismo. apenas isso. moderno é nao amar.

Anónimo disse...

esqueci beijos

Anónimo disse...

O bom mesmo é haver tempo e espaço para tudo: ora para os momentos, ora para o amor. E depois, talvez, optar e dedicar-se àquilo que se achou ser mais gratificante.
elouise

sagher disse...

ja fiz as minhas opções há tempo. nada é mais gratificante que ser.......eu. com todas as interrogações que o meu espirito comporta.
beijo

Páginas Soltas disse...

Ridiculas as pessoas que não sabem amar!
Gostei do último verso...porque é verdade..

Eu acrescentaria...Tristes daqueles que não sabem...AMAR!

Um Bom Domingo

Beijo da

Maria

Anónimo disse...

o riculo da sua situação é a tristeza que sentem, incapazes de se superar.

Anónimo disse...

o riculo da sua situação é a tristeza que sentem, incapazes de se superar.

Anónimo disse...

Porque é que é ridícula a dor alheia?E a tristeza?E quem disse que se pode superar tudo? a si mesmo.A dor.A tristeza.
Ser-se igual a si próprio com base em opções feitas previamente significa não ser igual a si próprio...pois alguém sabe como vai ser o amnhã? e o "eu" desse tempo?não me parece...

Anónimo disse...

não somos todos "vencedores"
também há os "vencidos"
A tristeza de alguém nunca pode ser considerada ridícula.Nem a tal situação que refere.Aquela em que se encontram.Ser incapaz é uma contingência de quem vive.de quem sente.é vida.Seguramente sentem de outra forma.Mais intensa.Mais desesperada.Daí a tristeza ser mais persistente.Afinal, não se renderam á leveza dos dias que correm.ninguém gosta da tristeza.E de permanecer nesse estado.

sagher disse...

quando se torna num momento de autoflagelo claro que é ridiculo, mas nao aos olhos dos outros. é para nós. eu nao disse que se pode. mais um erro na avaliação que faz, entendo o caminho como algo que necessita de opções tomadas, a liberdade de as tomar e ser coerente com elas, nao entendo que a liberdade seja tomar decisões contraditórias em nome da liberdade. isso siugnificaria apenas inconsciencia

Anónimo disse...

confesso que não entendi o que disse.Devemos estar a falar de assuntos distintos

sagher disse...

no coment

Anónimo disse...

tb não considero a autoflagelação ridícula.é uma opção tão válida como qualquer outra.o amor por exemplo,não será uma forma de autoflagelação?eu conheço umas quantas formas...

sagher disse...

claro que é. mas o pior é quando se ama a idéia de amar. isto é:
quando nao é a pessoa que amamos mas sim a idéia desse amor. e quanto ao conhecimento minha cara, nao creia ser a única, há muitos por ai " em cada pessoa que passa há um mundo.

Anónimo disse...

claro que não é!
Vou deixá-lo pois sinto uma certa icompatibilidade.Intransponível, acredite!

sagher disse...

tenho pena que parta. a discussao é interessante acredite.
beijos

Anónimo disse...

lamento.
não foi do meu agrado.

E não conheço quem "ame a ideia de amar"

E não sou pretensiosa.
Embora parceba que ficou com essa impressão.É pena.Pois considero-me bastante humilde.E nem tenho de sê-lo tanto assim sabe.È que comparando com o que vai por aí até qua a minha auto estima não tem levado muitos golpes.

Anónimo disse...

atónito. nada mais me ocorre. como ficaria com essa ideia?
a ideia de amar percorre toda a peosia romancista. muitos poemas denunciam isso mesmo. o poeta começa a amar a ideia de amar. é como algo que toma conta dele.

Anónimo disse...

deduzo que considera ridículos os poetas que assim fazem?as atitudes ridículas?o sentir deles ridículos?qual destas opções considera ridículas?
Não estava a referir-se às pessoas de forma geral?ou aos poetas?é que são coisas diferentes, ou para si não o são?

Anónimo disse...

nao nao considero. a questao do ridiculo é sempre pessoal. interna. nao o sentir, e as atitudes se forem ridiculas so ele pode avaliar. se o conseguir claro. nao há opções ridiculas o que faz das suas premissas falsas logo a conclusão também o será. estava a referir-me a um tempo literario, e a algumas pessoas. quer briquem com as palavras quer nao. isso nao é importante. se entendesse existirem seres especias seria pretencioso.
beijos

Anónimo disse...

para terminar direi que isso de amar é complexo.E único.Qualquer das formas escolhidas são igualmente válidas.Amar a ideia de amar pode até ser interessante, visto o leque de criaturas disponíveis...em qualquer situação continuo a não achar nada ridículo.Desde que seja opção.Se alguém conseguir traduzir isso de amar, amar o outro...difícil explicar.Impossível ridicularizar.

Anónimo disse...

retiro a última frase.

Anónimo disse...

estamos em sintonia

Anónimo disse...

beijos???

Anónimo disse...

porquê esa admiração?
beijos

Anónimo disse...

Porque sim.

Até nunca mais.