
Com um o passo certo e altivo. Fiquei a olhar com um misto de admiração, curiosidade e algo mais indefinido. A chegada a esta terra tinha-me feito algo diferente. Até todo o carinho e luxúria vividos com a Isabel estavam agora a assaltar-me os sentidos. E quedei-me a olhar para ela. Estava agora na casa dos 38 ou 39 anos era mais nova que eu alguns anos. Tinha a idade certa, por outras palavras estava bonita, linda, deslumbrante. Pedi um café, a Isabel apercebeu-se que eu tinha ficado só e resolveu aproximar-se.
- Então conheceste a elouise no que de melhor tem de si mesma. Gosto muito dela. É frontal, não liga a ninharias nem perde tempo com banalidades – dizia ao mesmo tempo que se sentava bem junto a mim. O calor do corpo dela agradava-me, o cheiro também. Não era dada a perfumes, o cheiro que tinha era mesmo o dela. Não sei como reagiam os outros homens. Sei como reagi. Aproximei-me dela e, como se fora dizer-lhe um segredo, beijei-a levemente na orelha. Não fez menção de se afastar, bem pelo contrário, fez questão em me pegar na mão. Olhámos um para o outro. Já éramos crescidos e ambos sabíamos ler no olhar o que se quer. Levantei-me, pagámos, despedi-me de todos e partimos.
2 comentários:
Ainda bem que intercala estas passagens de um conto com os seus poemas. Aqui, é como vir à tona de água respirar um sorriso, uma brincadeira, a luz do dia.
elouise
como tudo na vida elouise, existe uma vaga alta seguida de outra cavada. existe o + e o -, a paz e a guerra.beijos
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