
Rapidamente todos se aproximaram. O primeiro, presidente da Câmara municipal, homem alto e encorpado, na casa dos 50 e muitos anos, estendeu-me a mão e cumprimentou-me de forma vigorosa e efusiva. Ao mesmo tempo que me dizia – vejo que já conhece a minha esposa. – A primeira parte do puzzle estava acabada. A minha deusa era casada e logo com o presidente. Mentalmente não consegui evitar um sorriso. Ela deveria ter um pouco mais de 30 anos, magra, frágil, ele mais de 50 e com a figura característica dos políticos de província, que fazem politica em meio de petiscos e copos. A Isabel captou o meu momento e tocou-me levemente no braço. Quando a olhei tive a sensação que ia começar a rir desavergonhadamente. Felizmente conteve-se. Os outros convivas aproximaram-se e fiquei a conhecer o comandante do posto da GNR, o comandante dos Bombeiros, a restante vereação e para espanto meu até o padre lá estava. Pessoalmente não suportava tais criaturas.
2 comentários:
Pois...
Se estava presente o comandante do posto da GNR, era certo e sabido que tb tinha de estar o padreco.
São personagens que pontuam em qualquer cerimónia.
Comaparo-os à mosca...
É melhor cercear a crescente catadupa de asneira que já me começa a aflorar...
E viva o país, os torpes e os outros...
cada vez mais estranho esta nossa sintonia social. ja tinha poucos mas bons leitores. ganhei mais um bom leitor. obrigado
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