sábado, março 17, 2007



- Dtº é um prazer conhece-lo. – Disse o padre. Não comungava da mesma opinião e na frieza que mostrei ficou tudo bem patente.
- Sim e a que devo a honra de tanta atenção? – Perguntei.
Olhou para mim de forma curiosa. Senti que fazia um esforço de avaliação, tentava enquadrar-me nos seus esquemas mentais. Finalmente respondeu:
- Curiosidade, simples curiosidade. Sei que não aprecia as pessoas da igreja, o que não me impede de sentir curiosidade pela sua forma de estar.
Foi surpreendentemente honesto. Coisa rara nestes personagens.
- Curiosidade em quê? – Perguntei
- em saber a razão que terá levado um homem educado no seio da igreja a trilhar outro caminho - respondeu. Mais uma vez honesto. Estava surpreendido, o mundo tem destas coisas. E o espanto é o motor do mundo segundo os gregos.
A resposta foi curta e cruel:

5 comentários:

Páginas Soltas disse...

Bom texto...e muito bem narrado!

Vejamos... o Padre tinha curiosidade, pela forma de estar do interlocutor!
Estranha forma de estar de um clérigo...

A função dele é essa mesmo.. Aceitar a forma de estar de todo o ser humano!

Bom fim de semana
Beijos

Maria

Bartolomeu disse...

Filho da p... do parreco, conhecia a tua vidinha toda, o cabrão, não pertencia à OpusDei?
Mas como desconfio que me estás a tentar levar novamente para o campo das antíteses, vou ser cauteloso e esperar, não vá o parreco vir a revelar-se um excelente pastor de almas e acabar por salvar a tua do fogo da perdição. Sim, queucápramim tu tandas a aproximar das chamas com esse teu envolvimento com a mulher do preledisente da câmbra. Ai acabas pendurado num sobreiro, acabas, acabas, até aposto.

sagher disse...

maria nem eu sei se nao apago ja o padreco. nao nutro simpatia pelo que representam, mas enquanto seres humanos merecem-me todo o respeito.

bartolo nao suspeito que o homem pettença a tão importante irmandade. mas notei as tuas preocupações sobre a salvação. acho que o personagem nao tem salvação. é em si uma aporia.

beijos e abraços ( separem a coisa entre vós mas com as premissas ja anteriormente assumidas)

Espaços abertos.. disse...

Um padreco muito estranho e muito kusko,baseando-se num pastor de almas sabendo assim a vidinha toda do próximo...

Belo texto com grande sentido de humor;))

Bom Domingo

Beijinhos Zita

sagher disse...

zita se notaste a função do padre foi durante anos a de psicólogo. (embora eles nao respeitassem questões deotológicas, e pelo que se consta o psiquiatras tb nao mas...)logo crecem na cusquice ou na esperança de o serem. por outro lado o personagem nao gosta de padres. nada mais aliciante que tentar desmonar alguém assim
beijos