terça-feira, março 20, 2007


- Dtº então fugiu de nós? Prefere a companhia feminina como vejo – disse o dono da casa, simultaneamente o bando de abutres que o rodeava sorria como se a frase tivesse alguma piada. Olhei para eles. Todos mais jovens que ele. Só um se destacava pela independência mostrada. O capitão. Todos os outros eram lixo orgânico, seres acéfalos, medíocres e subservientes. Cachorros. E eu prefiro gatos. Jovens velhos, jovens mortos sem alma sem ideais. Fazem carreira em todo o lado. Não acreditam em nada que não seja dinheiro e poder. Outros menos jovens que se tinham vendido ao sistema, pragmáticos, ainda mais desprezíveis que os ignorantes. Estes têm a vantagem de não trair nada. São estúpidos naturalmente, os outros que se venderam sabem o que estão a fazer. São desprezíveis, obscenos. E todos são iguais independentemente da cor politica. A mediocridade era a regra deste país. Os bons homens eram esquecidos e em seu lugar surgiam estas figuras eleitas com base em feudos locais e familiares. Seria para rir caso não fosse tão trágico.

2 comentários:

Anónimo disse...

É um deleite desprezá-los. E no entanto deveríamos apenas estar atentos. Ou somos os justos e os donos da verdade?

Anónimo disse...

anónimo: a verdade? que é a verdade? quando faço avaliações, faço-o com base nos meus padrões. nao tenho a veleidade de entender o mundo como um local de comportamentos stardart.isto porque nao pretendo dizer que a minha visão das coisas seja a correcta. mas sendo uma visão possivel, entendo não a calar.