segunda-feira, fevereiro 26, 2007





















Tenho um aperto no peito
O coração a sangrar
E as guitarras no meu leito
Não me deixam já cantar.

Digo adeus a um amigo
Que parte, se vai embora
Mas deixa pra sempre comigo
O partilhar de uma hora.

Vai meu lindo rouxinol
Encantar outras paragens
Tens no teu olhar o sol
No teu canto, mil paisagens.

Fica em mim o teu cantar
Guardo-o numa caixinha
Para um dia o recordar
Dizer à caixa: - é minha

Manuel F.C. Almeida

3 comentários:

Maria Arvore disse...

Espero que tenham sido apenas as guitarras do Paredes a inspirar-te esta poesia.
É que ao abrires esta caixa tens um beijo para ti. :)

Bartolomeu disse...

Meu caro Sage... quem é que com uma viola assim (refiro-me à da imagem) não sentiria um aperto no peito? Imagino (ou não) os apertos que iria sentir, ao "dedilhar" tamanho instrumento.
(parece-me que hoje estou impróprio para consumo... é cá um palpite... não sei... a ver vamos)

Anónimo disse...

maria, bartolomeu:
a ambos gostaria de dizer que quendo em criança ouvi pela 1ª vez a guitarra de Carlos Paredes chorei sem saber o motivo. mais tarde julgo ter apreendido, no seu chorar e no seu lamento está um pouco da alma deste povo. aqui a inspiração é a partida de um amigo (infelizmente) mas é também agradecimento por te-lo conhecido. e ter sido tocado por ele, onde mais importamte as coisas acontecem. na mente, na alma no querer.
abraço para o bartolomeu
beijo para a querida e doce Maria.