
- Então ainda dormes. Disse-me a Isabel, interrompendo as minhas reflexões.
- Claro que não, estava aqui a falar com os meus botões respondi. _ agora vê lá, nao te exponhas muito e acima de tudo tem cautela com as mulheres.
- Claro que não, estava aqui a falar com os meus botões respondi. _ agora vê lá, nao te exponhas muito e acima de tudo tem cautela com as mulheres.
- porquê? acaso são muito diferentes das outras?
- Ainda não aprendeste nada na vida meu querido? Todas as mulheres são diferentes – disse a sorrir maliciosamente, enquanto caminhávamos para a porta da casa.
Só naquele momento olhei o edifício. Era uma velha, mas bem recuperada, casa de lavradores. Típica da região. Uma delicia arquitectónica, um legado de um tempo que supostamente estava enterrado.
A Isabel agarrou uma linda maçaneta de cobre e bateu. Pouco tempo depois uma senhora de meia-idade veio abrir:
- Entrem por favor, esperam-nos no salão. – a casa era magnifica, ricamente decorada, pejada de arte e de prata. Muita prata.
- Ainda não aprendeste nada na vida meu querido? Todas as mulheres são diferentes – disse a sorrir maliciosamente, enquanto caminhávamos para a porta da casa.
Só naquele momento olhei o edifício. Era uma velha, mas bem recuperada, casa de lavradores. Típica da região. Uma delicia arquitectónica, um legado de um tempo que supostamente estava enterrado.
A Isabel agarrou uma linda maçaneta de cobre e bateu. Pouco tempo depois uma senhora de meia-idade veio abrir:
- Entrem por favor, esperam-nos no salão. – a casa era magnifica, ricamente decorada, pejada de arte e de prata. Muita prata.
3 comentários:
Olá.
Continuarei a passar por aqui... gostei.
Grata pela visita.
Miriam
Tb apreciei o pormenor da profusão da prata, apesar de não ter relação com a rusticidade do ambiente alentejano, tão pouco com as reminiscências árabes, remete-nos no entanto para uma ambiÊncia sui-generis, tentando assim enquadrar-nos numa atmosfera aristocrática. Após esta minha manifestação ostensíva de intelecto, remeto-me humildemente para a transcrição de mais um poema do nosso Zeca "UTOPIAS".
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
obrigado a ambos, ter gente quew nos desafia e nos presenteia com tanta coisa boa é fantastico. obrigado
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