terça-feira, janeiro 30, 2007



Já sinto no ar
O teu aroma.
Escrevo nas águas
Versos para te cantar.
Versos de ternura
Infindável.

Agarro os teus
Movimentos no cérebro
E esqueço
A dor dos meus
Dias de angustia
Intolerável.

Paro ao primeiro sinal.
Olho-te nua
Numa movimento
De aguas sem caudal.
E aí ficaste… humanamente
Imperdoável.

Manuel F.C. Almeida

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