
Como foi possível o mundo mentir?
Talvez como eu menti.
E que foi que o mundo fez ao amor?
Ou eu?
Porque se deseja mal a outros?
Como eu desejei.
Porque se adora a destruição e o ódio
Como eu adorei?
Deixem-me dizer-vos
Que me não arrependo.
Que faria tudo igual.
Não tenho álibis de louco e
Muito menos de bêbado.
Confesso aqui as minhas
Culpas.
Como se de um espelho
Já vazio de ser,
Se tratasse.
Sim! assumo as minhas culpas
Por ter estado longe,
Arredado do mundo,
Preso nos meus moinhos
Ou nas minhas fortalezas
De papel de arroz.
Sim!
Confesso as minhas culpas
Por amar a vida.
Manuel F. C. Almeida
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