terça-feira, novembro 28, 2006

o dia depois de amanha




















Míticas aves
Erguem-se nos céus.
Gritos lancinantes
Saem de véus
Há uma rosa a florir
Em cada canto
Em cada olhar
Já ouve pranto
Esta noite
Matei um amigo
Carrego um fantasma
Como castigo.
Pintei minha alma
Com uma cor escura
Desenhei a carvão
A mulher futura
Míticas aves
Dançam no céu
Até a verdade
Tem o seu véu.

E o mundo gira sem nunca parar
Só amo quem merece amar.

Manuel Filipe Carvalho de Almeida

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