sábado, novembro 29, 2008







Foto: LBorges Alves





Quando o sol morre, no final das tardes,
Com ele morre também um dia mais.
A lua, no seu raiar de prata, ressuscita
O sonho e o mistério das noites.
E nesse momento encontro então
A magia de ser e de não ser
O balanço entre a vida e a morte.
O contraste do sagrado e do profano.
O tempo sem fulgor, pára e abraça
Enfim o aroma das sombras.



Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, novembro 27, 2008






FOTO BY: Sagher












No sonho, em sonho!
Risos mil de cor da alma.
Gaivota solta,
Tarde calma.

O olhar feito pedra
Que sangra,
Cloreto de sódio
Em excesso.

Vertigem, loucura.
Voo de águia,
Ternura.
Cegueira, luxúria.

Teu jardim, sem medo
Teu sexo, meu segredo.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, novembro 26, 2008



Inunda a alma




FOTO BY:ana dias




Oceano arrojado,
Barco mudo…
Ansiedade.
Beijo despojado,
Corpo inundo …
Vontade.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, novembro 24, 2008






Universo


foto by: SAGHER




Alta luz tingida,
Quimera perdida.
No espaço…
Regaço,
Segredo da vida.

E aqui se encontra
A razão
Que dá ao universo
A pretensa coesão
Da matéria que finda
E se renova sem nexo.

Tudo o que é simples
Parece complexo.

Manuel F. C. Almeida

sábado, novembro 22, 2008







Verso



foto by:Cristina Afonso




E se um verso escrito,
Uma simples palavra
Descrevesse os olhos aos olhos?

Os sonhos que um homem tem…

Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, novembro 20, 2008





Fado:


Foto by:José I. Costa









Musica de alma feita prece,
Canto de um povo adiado…
Meu coração, já trespassado
Pelo pranto. Desfalece.

Canto de becos e vielas
De putas mil e de tabernas
Canto de luar e de lanternas
Que viram partir caravelas

Canto que nos olhos se descobre
Porque aos olhos tudo é dado
Por isso este canto se chama fado
E toda a alma lusa, ele cobre.

Fado! Canção que vive no peito
De um certo sentir Portugal.
Um sentir livre, sentir plural
Que tem a língua como leito.

Manuel F.C. Almeida

terça-feira, novembro 18, 2008



Sabio
foto de:
Marta Ferreira - www.mfotografia.com




Há um tempo de ser, um tempo de acontecer
Há um tempo parar, um tempo de olhar
Sentir no ar o estilhaço, do tempo e do espaço
Saber ouvir o silêncio e entender o que esperam de nós.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, novembro 17, 2008

lá como cá, os bancos...
só que lá uma reporter teve corajem.
por cá nem se atrevem porque nao têm corajem

domingo, novembro 16, 2008





Mãos



foto by:alicina





Salvem – me os deuses da sua incerta
Eternidade,
Eu só quero as mãos vivas para
Encantar o teu corpo.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, novembro 14, 2008








Resgate





Foto by:honey




Agarrar a alvorada no olhar
É resgatar a vida
À escuridão da noite
E do medo.

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, novembro 12, 2008





foto by:beowulf













E tantos os rios
De sangue
Tantas lágrimas
Encantadas
Deixam letras
Incrustadas
Em caixa de pinho
Exangue.

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, novembro 10, 2008


Vida





Erguer os braços a louvar
A vida depois da vida
É viver na ilusão
Que a verdade desta vida
É a felicidade que pode
Ser noutro lado vivida.
E negar o nosso direito
De ser feliz nesta vida.

Manuel F. C. A

sábado, novembro 08, 2008







quadro



foto by:MARIAH





Abstraído do mundo,
Á espera.
A porta aberta, escancarada
Os teus passos já na escada…
Tremeram .
Era grande a minha porta
Grande demais para ti.
A casa quedou-se vazia
De tudo…
Até de mim.
Manuel F. C. Almeida

quinta-feira, novembro 06, 2008



RAZÃO




Foto by:Jaison James





Dos meus sonhos, fiz uma tela
Sem esperança e sem figuras
Preenchi todo o seu espaço
Com as cores de mil loucuras
Ganhou asas e partiu
Na brisa do vento suão
Assim, num golpe de vento
Recuperei a razão.


Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, novembro 05, 2008


3º poema da 1ª trilogia

pornoerótica



A mulher do nosso amigo
É por todos respeitada
Não tem cona, só umbigo
Não fode, está castrada.

É este o pensamento
Que todos dizem manter.
É mentira de momento
Se é boa… é pra foder


Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, novembro 03, 2008





2 poema da trilogia



pornoerótica









A ti que és casta, pura, recatada
Que cumpres a preceito as escrituras
Mantêm essa coninha bem lavada
Para um dia a ofereceres a pichas duras

Não temas pois na foda qualquer dor
Que o que vais sentir é só prazer
A menos que no cu te dê calor
E com o cu queiras foder

Se assim for não te arrependas
Que pra gozar o corpo é feito
poe cuecas de mil rendas
E as nalgas sempre a jeito.

E quando perderes a tesão,
Coisa que vai com a idade
papa óstias com devoção
E toca a cona com saudade.






Manuel F. C. Almeida

domingo, novembro 02, 2008


1º poema da 1ª trilogia

pornoerótica














Por mim subiste com o olhar
De mulher e fêmea entesada
Não vale a pena pois corar
Por ter a crica... molhada

E quando o pudor te assaltar,
Quando a vergonha vier…
É bom que saibas pensar;

Que o corpo deve ser para gozar
Até a juventude se perder
Porque quando a velhice chegar
Já ninguém te quer foder.


Manuel F. C. Almeida