domingo, setembro 25, 2005

quadro completo


e ja correm o soares,

alegre, e chico louçâ

jerónimo anda nos ares

e cavaco na diz que nã

sao pois cinco os passarinhos

dispostos ao sacrificio

de sairem mais gordinhos

deste tão belo oficio

presidente querem ser

coisa que todos merecem

passeatas até mais nao poder

desta função nao se esquecem

ja mestre bordalo afirmava

ser grande vaca, a politica

a burguesia mamava

o povo aguava em bica

domingo, julho 31, 2005

a dança já começou

parabéns aos partids socialistas da europa. conseguiram que o ódio fascista e racista despertasse.

a internacinal socialista deveria questionar-se sobre os metodos usados pelo srº tony para criar o medo. parabés mi5 e parabés ingleses, um machado sempre é mais humano que misseis, especialmente se o alvo for um pobre negro inocente á espera do autocarro

quarta-feira, julho 27, 2005

que mundo é este

a pergunta surgiu-me ao analizar os ultimos acontecimentos em inglatera e as declarações do trabalhista tony blair. na verdade, começo a questionar-me sobre aquilo que nos é dado a conhecer. factos: uma semana antes da reunião do G8 um movimento algo naif tentou e conseguiu, em parte, mobilizar o mundo para o problema a fome no emisferio sul, nomeadamente em áfrica. foi com altas expectativas que o mundo assistiu á reunião dos senhores da guerra. la estavam todos. os mais badalados em 8 eram blair, bush, putin, e chirac, senhores de um poderio militar assutador e de uma não menos aterradora capacidade para pulverizar o mundo. a pressão sobre eles era imensa, pedia-se o perdão da divida dos paises pobres ( como se estes senhores fossem pessoas de boa vontade ) a reunião começou; assim como o folclore associado por parte dos grupos ditos anti globalização. tudo seguia como planeado. bush recusava-se a baixar a emissões de co2( que nome se deve dar a isto? terrorismo? crime contra a humanidade?) chirac tentava desesperadamente voltar a ser aceite na pax imperial, blair fazia o papel de escuteiro e putin espreitava a opurtunidade. aliás todos a espreitavam. ela surgiu. alguém, supostamente ligado a uma organização islamica, fez um favôr aos senhores do G8. as bombas que explodiram tiveram como alvo, não os ingleses, mas antes os povos de todo o mundo, tiveram o condão de fazer esquecer a dita reunião, de provocar um aumento nos preços do petroleo, de fazer esquecer os atropelos dos direitos humanos na russia e nos estados unidos, de nao se falar mais no perdão da divida, de nao se falar mais nas questões do aquecimento global de nao se condenar a china pela genocidio do povo tibetano. a reunião nao passou de um lugar de repouso. a explosões rebentaram nas nossas maos, querem diminuir as liberdades civicas, matam indescriminadamente em nome ds segurança, basta teres uma cor diferente da maioria para te tornares suspeito, prendem pessoas sem qualquer acusação. este é um mundo onde as explosões me parecem cada vez mais uma encomenda e o fundamentalismo islamico uma criação necessaria dos poderosos. afinal eles necessitam de desculpas para tornarem isto tudo num pesadelo capitalista e liberal onde a organização social terá o nome de " democracia" e a praxis do fascismo.

que mundo é este?

sábado, julho 16, 2005

que mundo

esta será uma reflexão demorada. demorada porque as coisas não são lineares. porque o mundo é algo mais que aquilo que nos permitem ver. as alterações climaticas, o preço do petróleo, as guerras, os diferentes terrorismos, o mundo ocidental, a voracidade do lucro, a procura crescente de drogas e de coisas afins, o ataque a tudo o que seja direitos dos trabalhadores são de forma complicada reversos da mesma medalha. o capitalismo é hoje rei e senhor de um mundo globalizado e no qual a palavra de ordem é:
comércio livre.
e aqui começa a 1º grande mistificação. isto é:
como é possivel assinar acordos de comercio livre com paises onde a protecção social é enexistente, onde os sindicatos estão dominados ou proibidos e onde a mao de obra é pouco mais que escrava?
é desta forma que assistimos ao deslocalizar das empresas para paraisos do lucro como a china a india e outros paises que tendo mao de obra qualificada oferecem baixos custos de produção e uma paz social forçada. afinal a união europeia, ou antes os capitalistas da mesma, estão-se é borrifando para as pesoas. tudo são numeros, e as pessoas que pra eles trabalham não passam de meras incidências estatiscas. a coberto de uma capa democratica, a grande burguesia europeia está de forma clara e intencional a tentar condenar os trabalhadores europeus a uma existencia próxima do incio dos anos 50. o tão almejado e atacado sistema de segurança social eu ropeu está condenada. a menos que algo mude( continuará, só não sei quando)

quarta-feira, abril 27, 2005

é tão simples

>> Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da> mesa e escreve no quadro:> "Provem-me que esta cadeira não existe".>> Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o> assunto.>> No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e > entrega-a> ao professor.>> Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:>> "Que cadeira?">> Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte> pela simplificação.>

domingo, abril 10, 2005

os cús

ia eu a passear pelas ruas do barreiro quando, dentro de uma farmácia, se me depara um daqueles cús que de imediato apetece fazer festas ou dar umas nalgadas.
a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.
esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.
pensei com o meu amigo godinho:
- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:
- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.

terça-feira, abril 05, 2005

há uma montanha a mudar

há uma montanha a mudar
alegres as aves cantam
e os homens olham incredulos
é o tempo de mudar
mudar as montanhas
e desejar ter artes e saberes
para ser o que queres
não abdicar
nunca abdicar
que as montanhas são
como a vida
e a felicidade não é miragem

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

uma canção embora não pareça

Apesar de não saber a origem deste texto, acho que podemos pensar
> nisto
>
>
> Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito
> estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do
> grande filósofo aproximou-se dele e disse: "Sócrates, sabe o que eu
> acabei de ouvir à cerca daquele teu amigo?" "Espera um minuto",
> respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de
> te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo." "Filtro
> Triplo?" "Sim,", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu
> amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo
> que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E
> continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de
> que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?" "Não,",
> disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..." "Então,",
> diz Sócrates," não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro,
> que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?" "Não,
> muito pelo contrário..." "Então,", continuou Sócrates "Queres
> dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não
> verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
> O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo
> será útil para mim?" "Não, acho que não..." "Bem," concluiu
> Sócrates, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos
> verdadeiro, para quê dizer-me?"

sábado, fevereiro 05, 2005

another song

É no fundo dos teus olhos que Descubro;
O porto de abrigo um diaSonhado.
Mas neste silêncio em que me Encubro;
não há certezas de ter lugar marcado.

Mas entendo, ó musa, que há algo aDizer;
Um segredo que os olhos teimam emFalar
E neste silêncio, que é o meuViver
Reside sempre a esperança de um dia parar

Porque foi tarde demais que euDescobri
Que viver mais não é que um Momento
E se nunca cantarei o que penso de ti
É devido á natureza do meuSentimento

Não devo pois magoar estaAmizade
Com actos ou frases que a possam Matar
Porque tudo o que sinto é imensa Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por Trocar.

just a song

Sonhei o passado.
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.

Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.

Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

SAUDADE DO QUE NÃO TIVE



HÁ! COMO EU SINTO, PRINCESA, SAUDADE
DAS MIL CARICIAS QUE NÃO DEMOS
DOS DIAS TERNOS QUE NUNCA TIVEMOS
DE NÃO ESTARMOS JUNTOS PRA ETERNIDADE

E COMO INVEJO, DOCE AMIGA, A SORTE
DAS MÃOS QUE NO TEU, RECENTE, PASSADO
PROFANARAM TEU CORPO, VIOLENTADO
E QUASE LHE DERAM UM TOQUE DE MORTE

E QUANDO HOJE TE VI DE LONGE, AO PASSAR
OLHEI PARA TI E FIQUEI A SÓ, A CANTAR
ESTA MINHA SINA, ESTE NOSSO FADO

E, POR BREVES SEGUNDOS, EU VI-ME A DANÇAR
ABRAÇADO A TI, EU E TU UM SÓ PAR
E A BEIJAR-TE NA ALMA, COM TODO O CUIDADO

clube de leitura

ontem aderia a um clube de leitura. eram 21 horas e 20 minutos quando entrei na sala. em torno de uma mesa, gente viciada em livros deleitava-se a reler passagens dos seus livros. entrei convidaram-me a sentar. assim fiz. o animadôr da sessão apresentou-me. de seguida pediu-me para ser eu a falar de mim. timidamente levantei-me e embaraçado apresentei-me:
sicrano de tal, 43 anos. estou aqui para me juntar a vós. ( a voz embargou-se) estou aqui porque ( e coloco as maos na cara de vergonha) finalmente admito; sou um viciado em livros. velhos novos, bd ficção poesia, prosa enfim tudo e estou aqui porque preciso de ajuda.
suava quando acabei, as maos tremiam-me e olhei de soslaio para a minha vizinha. tinha cara de intelectual, abraçava uma obra de gogol e os olhos estavam marejados de lágrimas. foda-se soube mesmno bem ter um grupo.

sexta-feira, dezembro 31, 2004

tempo

esperar
é sonhar-te
no tempo

just another song

Dizem que a POESIA se opõe à
Poesia
Pelo seu caracter universalista
Que um POETA só o é se
Não falar dos seus sentidos.
Coitados
Reduzem a poesia à lógica
E a beleza à matemática

Porque ao POETA importam as coisas
A vida
As tragédias
As alegrias
Os amores e desamores
Porque o poeta é humano
a poesia é vida

terça-feira, dezembro 28, 2004

poema sobre a tragédia de ser

Começas por ser criança. Por desejar agradar aos teus pais, amigos e à sociedade em geral. Estudas, ou não, depende da tua condição social e das expectativas que crias ao crescer. Durante esta 1ª fase de crescimento fazes as coisas por imitação, não raciocinas, limitas-te a copiar porque sabes que se copiares és aceite e tu queres ser aceite. Cresceste, és homem ou mulher, tens um curso superior ou não. Mas estás desde já formatado. De seguida é a procura de um emprego que te preocupa. A aceitação passa por aí, por ter um emprego. Depois procuras companhia, um amor para toda a vida, como te ensinram. E continuas formatado. Pensas em viver ou casar com essa pessoa. E corres para o banco a pedir um empréstimo para comprar casa. Depois é o casório, ou a vida em comum. A aparelhagem, o vídeo, o dvd, a televisão ( a peça mais importante) e se o dinheiro não chegar os bancos ai estão! Prontos para te emprestar. E tu também queres um carro. Mas um carro que a condizer com a posição social. Afinal tu és alguém. Não sabes quem, mas sentes-te alguém. E mais uma vez recorres à banca. Eles lá estão sorridentes, solícitos, amigos. Eles lá estão e tu também. E um dia alguém te diz que é necessário lutar por direitos que te querem retirar. Mas tu não podes, qualquer dia de trabalho perdido é um sufoco, tens os empréstimos todos por pagar. Não podes lutar. Confias nas pessoas em votas-te. Afinal eles representam o povo. Vives em democracia, nada tens a temer. Mas as leis começam a ser feitas contra ti, 1º contra os de mais baixo estrato social, e aí tu ficas descansado, afinal não és um deles. Tu também tens um curso superior na maior parte dos casos, votaste e tens sido um cidadão exemplar, auxilias quando te pedem, participas nas eleições, és uma pessoa de bem. Sócio do clube da terra até já fizeste parte dos corpos gerentes. Escreves e gostas de debater as ideias. Um homem de bem. Talvez católico, não praticante. Mas depois vêm as leis que te atingem e tu não queres crer. Recusas a ideia de ser tratado como os outros. E continuas a tua saga de pagamentos, contribuições, donativos, altruísmo. Até um dia. Um dia olhas o espelho. E perguntas: quem sou eu? Que faço aqui? Que foi que fiz a mim mesmo?. Mas é tarde. Tens de continuar a viver a farsa. Uma comédia trágica em que o fim anuncia a tua morte enquanto pessoa, ser pensante. E sais de casa. Dás um beijo aos filhos, olhas a tua companheira dos últimos tempo e dizes até logo. Nem lhe pedes desculpa, não sabes como nem porquê. Sabes que já nada faz sentido. Só o amor pelos filhos e mesmo esses estão a ganhar asas. A começar a merda de vida que tu trilhas-te. Queres alertá-los, mas não te deixas. Queres gritar-lhes para serem felizes, para não entrarem neste jogo, mas não podes. Estás formatado. E eles começam a estar. Trabalhas, comes, dormes, a vida não tem paixão, não faz sentido, arrasta-se todos os dias numa monotonia reconfortante e em simultâneo assustadora. Tens casa, carro, tv, e todos os sonhos que um dia te deram. Mas estás morto. Não tens autonomia, não és livre. E fica triste, se fores pessoa de bem. E um dia acordas e dizes á companheira: -desculpa! Dizes aos filhos:- desculpem! E sais para a rua á procura de quem como tu acordou de um sonho, mas estranhamente todos te olham com ar de reprovação. Sentes-te só. Terrivelmente só. Só como se o mundo tivesse desaparecido e não houvesse esperança. E recordas uma canção de Jorge Palma: deixa-me rir. E de repente desatas a rir. Beijas a 1ª mulher bonita que encontras e partes à procura da liberdade que um dia vendeste.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

quem sou

É no sonho dos teus dias
Que me faço real.
Mordaças de tristeza e raiva
Calam a minha existência,
Há muros de silêncio enfadonhos
Içados pelos homens.
Desejo! Quero!
Reclamo um local
Para viver ou morrer.
Os lagos ficam espelhos
Sem o falar do vento.
Os dias correm placidamente iguais;
Como o vento, acariciam as tuas faces de porcelana
Oriental.
Morrer na lembrança dos teus dias,
É apenas o recusar a memória.

AO PASSADO


Olhar o tempo,
esquecer o espaço.
Só o horizonte do ser
Marca o compasso da vida
Partir.
Mudar de tempo e
de lugar.
Quero recorda como Sócrates.
O afago de uma vida
Num pedaço
De memória

pensamento

há num gesto, num olhar;
todo o mundo, num momento;
toda a caricia do amar;
toda a vida, sentimento.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

resposta do rapaz

O rapaz, entusiasmado pela resposta apressa-se a responder, agora com um pouco mais de malícia, quase a tocar a vulgaridade.


Desculpe mais uma vez
Mas não posso ignorar.
A proposta que me fez
Deixou-me quase a babar

Depois de ler o recado
De me pôr a matutar
Levantou-se me o cajado
Só de ficar a pensar

NO seu corpo bem formado
Cheio de fogo no ventre
Que de tão necessitado
Quase convida que entre

E de seguida só penso
O que é estar a percorrer
o seu corpinho bem tenso
Só com a língua a correr

E nisto fico perdido
Sinto as calças a saltar
Como se tivesse comido
Especiarias ao jantar

Fico cá c’uma vontade
De lh’apagar esse ardor
Que dou saltos d’ansiedade
Tão intenso é o calor

Pois fique já a informada
Nada terá de temer
Será sempre bem tratada
Poderá ou não gemer

nada de ficar assustada
Isso é coisa natural
gemer com uma minetada
Só faz levantar o moral