Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quarta-feira, abril 27, 2005
é tão simples
>> Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da> mesa e escreve no quadro:> "Provem-me que esta cadeira não existe".>> Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o> assunto.>> No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e > entrega-a> ao professor.>> Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:>> "Que cadeira?">> Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte> pela simplificação.>
domingo, abril 10, 2005
os cús
ia eu a passear pelas ruas do barreiro quando, dentro de uma farmácia, se me depara um daqueles cús que de imediato apetece fazer festas ou dar umas nalgadas.
a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.
esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.
pensei com o meu amigo godinho:
- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:
- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.
a seu lado um outro cu, bem menos atrativo, ou mesmo nada, também marcava presença.
esperei e fiquei a ver a preciosidade. de repente eis que sai e de imediato a vejo entrar num belo auti TT, uma maquina. logo de seguida vejo sair a outra. fiat punto á espera.
pensei com o meu amigo godinho:
- é pá esta merda dos bons cus, um gajo quase que topa pelo carro em que andam. moral da história:
- se queres ver bons cús olha sempre prás gaja que saem de BM'S pra cima. o resto esta muito bera.
terça-feira, abril 05, 2005
há uma montanha a mudar
há uma montanha a mudar
alegres as aves cantam
e os homens olham incredulos
é o tempo de mudar
mudar as montanhas
e desejar ter artes e saberes
para ser o que queres
não abdicar
nunca abdicar
que as montanhas são
como a vida
e a felicidade não é miragem
alegres as aves cantam
e os homens olham incredulos
é o tempo de mudar
mudar as montanhas
e desejar ter artes e saberes
para ser o que queres
não abdicar
nunca abdicar
que as montanhas são
como a vida
e a felicidade não é miragem
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
uma canção embora não pareça
Apesar de não saber a origem deste texto, acho que podemos pensar
> nisto
>
>
> Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito
> estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do
> grande filósofo aproximou-se dele e disse: "Sócrates, sabe o que eu
> acabei de ouvir à cerca daquele teu amigo?" "Espera um minuto",
> respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de
> te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo." "Filtro
> Triplo?" "Sim,", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu
> amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo
> que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E
> continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de
> que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?" "Não,",
> disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..." "Então,",
> diz Sócrates," não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro,
> que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?" "Não,
> muito pelo contrário..." "Então,", continuou Sócrates "Queres
> dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não
> verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
> O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo
> será útil para mim?" "Não, acho que não..." "Bem," concluiu
> Sócrates, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos
> verdadeiro, para quê dizer-me?"
> nisto
>
>
> Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito
> estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do
> grande filósofo aproximou-se dele e disse: "Sócrates, sabe o que eu
> acabei de ouvir à cerca daquele teu amigo?" "Espera um minuto",
> respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de
> te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo." "Filtro
> Triplo?" "Sim,", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu
> amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo
> que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E
> continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de
> que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?" "Não,",
> disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..." "Então,",
> diz Sócrates," não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro,
> que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?" "Não,
> muito pelo contrário..." "Então,", continuou Sócrates "Queres
> dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não
> verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
> O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo
> será útil para mim?" "Não, acho que não..." "Bem," concluiu
> Sócrates, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos
> verdadeiro, para quê dizer-me?"
sábado, fevereiro 05, 2005
another song
É no fundo dos teus olhos que Descubro;
O porto de abrigo um diaSonhado.
Mas neste silêncio em que me Encubro;
não há certezas de ter lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo aDizer;
Um segredo que os olhos teimam emFalar
E neste silêncio, que é o meuViver
Reside sempre a esperança de um dia parar
Porque foi tarde demais que euDescobri
Que viver mais não é que um Momento
E se nunca cantarei o que penso de ti
É devido á natureza do meuSentimento
Não devo pois magoar estaAmizade
Com actos ou frases que a possam Matar
Porque tudo o que sinto é imensa Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por Trocar.
O porto de abrigo um diaSonhado.
Mas neste silêncio em que me Encubro;
não há certezas de ter lugar marcado.
Mas entendo, ó musa, que há algo aDizer;
Um segredo que os olhos teimam emFalar
E neste silêncio, que é o meuViver
Reside sempre a esperança de um dia parar
Porque foi tarde demais que euDescobri
Que viver mais não é que um Momento
E se nunca cantarei o que penso de ti
É devido á natureza do meuSentimento
Não devo pois magoar estaAmizade
Com actos ou frases que a possam Matar
Porque tudo o que sinto é imensa Saudade,
De silêncios e carinhos que estão por Trocar.
just a song
Sonhei o passado.
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
Memória de ti.
Estava a teu lado;
Mas não estavas ali.
Sonhei o futuro.
Momento sem ti.
Não estava a teu lado;
Mas tu estavas ali.
Olhei o presente.
Vivido sem ti.
Não estás a meu lado;
Mas eu estou ai
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
SAUDADE DO QUE NÃO TIVE
HÁ! COMO EU SINTO, PRINCESA, SAUDADE
DAS MIL CARICIAS QUE NÃO DEMOS
DOS DIAS TERNOS QUE NUNCA TIVEMOS
DE NÃO ESTARMOS JUNTOS PRA ETERNIDADE
E COMO INVEJO, DOCE AMIGA, A SORTE
DAS MÃOS QUE NO TEU, RECENTE, PASSADO
PROFANARAM TEU CORPO, VIOLENTADO
E QUASE LHE DERAM UM TOQUE DE MORTE
E QUANDO HOJE TE VI DE LONGE, AO PASSAR
OLHEI PARA TI E FIQUEI A SÓ, A CANTAR
ESTA MINHA SINA, ESTE NOSSO FADO
E, POR BREVES SEGUNDOS, EU VI-ME A DANÇAR
ABRAÇADO A TI, EU E TU UM SÓ PAR
E A BEIJAR-TE NA ALMA, COM TODO O CUIDADO
clube de leitura
ontem aderia a um clube de leitura. eram 21 horas e 20 minutos quando entrei na sala. em torno de uma mesa, gente viciada em livros deleitava-se a reler passagens dos seus livros. entrei convidaram-me a sentar. assim fiz. o animadôr da sessão apresentou-me. de seguida pediu-me para ser eu a falar de mim. timidamente levantei-me e embaraçado apresentei-me:
sicrano de tal, 43 anos. estou aqui para me juntar a vós. ( a voz embargou-se) estou aqui porque ( e coloco as maos na cara de vergonha) finalmente admito; sou um viciado em livros. velhos novos, bd ficção poesia, prosa enfim tudo e estou aqui porque preciso de ajuda.
suava quando acabei, as maos tremiam-me e olhei de soslaio para a minha vizinha. tinha cara de intelectual, abraçava uma obra de gogol e os olhos estavam marejados de lágrimas. foda-se soube mesmno bem ter um grupo.
sicrano de tal, 43 anos. estou aqui para me juntar a vós. ( a voz embargou-se) estou aqui porque ( e coloco as maos na cara de vergonha) finalmente admito; sou um viciado em livros. velhos novos, bd ficção poesia, prosa enfim tudo e estou aqui porque preciso de ajuda.
suava quando acabei, as maos tremiam-me e olhei de soslaio para a minha vizinha. tinha cara de intelectual, abraçava uma obra de gogol e os olhos estavam marejados de lágrimas. foda-se soube mesmno bem ter um grupo.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
just another song
Dizem que a POESIA se opõe à
Poesia
Pelo seu caracter universalista
Que um POETA só o é se
Não falar dos seus sentidos.
Coitados
Reduzem a poesia à lógica
E a beleza à matemática
Porque ao POETA importam as coisas
A vida
As tragédias
As alegrias
Os amores e desamores
Porque o poeta é humano
a poesia é vida
Poesia
Pelo seu caracter universalista
Que um POETA só o é se
Não falar dos seus sentidos.
Coitados
Reduzem a poesia à lógica
E a beleza à matemática
Porque ao POETA importam as coisas
A vida
As tragédias
As alegrias
Os amores e desamores
Porque o poeta é humano
a poesia é vida
terça-feira, dezembro 28, 2004
poema sobre a tragédia de ser
Começas por ser criança. Por desejar agradar aos teus pais, amigos e à sociedade em geral. Estudas, ou não, depende da tua condição social e das expectativas que crias ao crescer. Durante esta 1ª fase de crescimento fazes as coisas por imitação, não raciocinas, limitas-te a copiar porque sabes que se copiares és aceite e tu queres ser aceite. Cresceste, és homem ou mulher, tens um curso superior ou não. Mas estás desde já formatado. De seguida é a procura de um emprego que te preocupa. A aceitação passa por aí, por ter um emprego. Depois procuras companhia, um amor para toda a vida, como te ensinram. E continuas formatado. Pensas em viver ou casar com essa pessoa. E corres para o banco a pedir um empréstimo para comprar casa. Depois é o casório, ou a vida em comum. A aparelhagem, o vídeo, o dvd, a televisão ( a peça mais importante) e se o dinheiro não chegar os bancos ai estão! Prontos para te emprestar. E tu também queres um carro. Mas um carro que a condizer com a posição social. Afinal tu és alguém. Não sabes quem, mas sentes-te alguém. E mais uma vez recorres à banca. Eles lá estão sorridentes, solícitos, amigos. Eles lá estão e tu também. E um dia alguém te diz que é necessário lutar por direitos que te querem retirar. Mas tu não podes, qualquer dia de trabalho perdido é um sufoco, tens os empréstimos todos por pagar. Não podes lutar. Confias nas pessoas em votas-te. Afinal eles representam o povo. Vives em democracia, nada tens a temer. Mas as leis começam a ser feitas contra ti, 1º contra os de mais baixo estrato social, e aí tu ficas descansado, afinal não és um deles. Tu também tens um curso superior na maior parte dos casos, votaste e tens sido um cidadão exemplar, auxilias quando te pedem, participas nas eleições, és uma pessoa de bem. Sócio do clube da terra até já fizeste parte dos corpos gerentes. Escreves e gostas de debater as ideias. Um homem de bem. Talvez católico, não praticante. Mas depois vêm as leis que te atingem e tu não queres crer. Recusas a ideia de ser tratado como os outros. E continuas a tua saga de pagamentos, contribuições, donativos, altruísmo. Até um dia. Um dia olhas o espelho. E perguntas: quem sou eu? Que faço aqui? Que foi que fiz a mim mesmo?. Mas é tarde. Tens de continuar a viver a farsa. Uma comédia trágica em que o fim anuncia a tua morte enquanto pessoa, ser pensante. E sais de casa. Dás um beijo aos filhos, olhas a tua companheira dos últimos tempo e dizes até logo. Nem lhe pedes desculpa, não sabes como nem porquê. Sabes que já nada faz sentido. Só o amor pelos filhos e mesmo esses estão a ganhar asas. A começar a merda de vida que tu trilhas-te. Queres alertá-los, mas não te deixas. Queres gritar-lhes para serem felizes, para não entrarem neste jogo, mas não podes. Estás formatado. E eles começam a estar. Trabalhas, comes, dormes, a vida não tem paixão, não faz sentido, arrasta-se todos os dias numa monotonia reconfortante e em simultâneo assustadora. Tens casa, carro, tv, e todos os sonhos que um dia te deram. Mas estás morto. Não tens autonomia, não és livre. E fica triste, se fores pessoa de bem. E um dia acordas e dizes á companheira: -desculpa! Dizes aos filhos:- desculpem! E sais para a rua á procura de quem como tu acordou de um sonho, mas estranhamente todos te olham com ar de reprovação. Sentes-te só. Terrivelmente só. Só como se o mundo tivesse desaparecido e não houvesse esperança. E recordas uma canção de Jorge Palma: deixa-me rir. E de repente desatas a rir. Beijas a 1ª mulher bonita que encontras e partes à procura da liberdade que um dia vendeste.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quem sou
É no sonho dos teus dias
Que me faço real.
Mordaças de tristeza e raiva
Calam a minha existência,
Há muros de silêncio enfadonhos
Içados pelos homens.
Desejo! Quero!
Reclamo um local
Para viver ou morrer.
Os lagos ficam espelhos
Sem o falar do vento.
Os dias correm placidamente iguais;
Como o vento, acariciam as tuas faces de porcelana
Oriental.
Morrer na lembrança dos teus dias,
É apenas o recusar a memória.
Que me faço real.
Mordaças de tristeza e raiva
Calam a minha existência,
Há muros de silêncio enfadonhos
Içados pelos homens.
Desejo! Quero!
Reclamo um local
Para viver ou morrer.
Os lagos ficam espelhos
Sem o falar do vento.
Os dias correm placidamente iguais;
Como o vento, acariciam as tuas faces de porcelana
Oriental.
Morrer na lembrança dos teus dias,
É apenas o recusar a memória.
AO PASSADO
Olhar o tempo,
esquecer o espaço.
Só o horizonte do ser
Marca o compasso da vida
Partir.
Mudar de tempo e
de lugar.
Quero recorda como Sócrates.
O afago de uma vida
Num pedaço
De memória
pensamento
há num gesto, num olhar;
todo o mundo, num momento;
toda a caricia do amar;
toda a vida, sentimento.
todo o mundo, num momento;
toda a caricia do amar;
toda a vida, sentimento.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
resposta do rapaz
O rapaz, entusiasmado pela resposta apressa-se a responder, agora com um pouco mais de malícia, quase a tocar a vulgaridade.
Desculpe mais uma vez
Mas não posso ignorar.
A proposta que me fez
Deixou-me quase a babar
Depois de ler o recado
De me pôr a matutar
Levantou-se me o cajado
Só de ficar a pensar
NO seu corpo bem formado
Cheio de fogo no ventre
Que de tão necessitado
Quase convida que entre
E de seguida só penso
O que é estar a percorrer
o seu corpinho bem tenso
Só com a língua a correr
E nisto fico perdido
Sinto as calças a saltar
Como se tivesse comido
Especiarias ao jantar
Fico cá c’uma vontade
De lh’apagar esse ardor
Que dou saltos d’ansiedade
Tão intenso é o calor
Pois fique já a informada
Nada terá de temer
Será sempre bem tratada
Poderá ou não gemer
nada de ficar assustada
Isso é coisa natural
gemer com uma minetada
Só faz levantar o moral
Desculpe mais uma vez
Mas não posso ignorar.
A proposta que me fez
Deixou-me quase a babar
Depois de ler o recado
De me pôr a matutar
Levantou-se me o cajado
Só de ficar a pensar
NO seu corpo bem formado
Cheio de fogo no ventre
Que de tão necessitado
Quase convida que entre
E de seguida só penso
O que é estar a percorrer
o seu corpinho bem tenso
Só com a língua a correr
E nisto fico perdido
Sinto as calças a saltar
Como se tivesse comido
Especiarias ao jantar
Fico cá c’uma vontade
De lh’apagar esse ardor
Que dou saltos d’ansiedade
Tão intenso é o calor
Pois fique já a informada
Nada terá de temer
Será sempre bem tratada
Poderá ou não gemer
nada de ficar assustada
Isso é coisa natural
gemer com uma minetada
Só faz levantar o moral
domingo, dezembro 12, 2004
matematica
o tempo corre
de mansinho
por entre giestas
e silvados.
lá onde os amantes
vivem
a agonia da vida
o tempo corre
de mansinho
é só equação
perdida
de mansinho
por entre giestas
e silvados.
lá onde os amantes
vivem
a agonia da vida
o tempo corre
de mansinho
é só equação
perdida
FOR THE ONE I LOVE
Afagar-te os seios,
Beber-te a vida.
Mesmo agora que não passas
De um ponto perdido
No tempo
Sugar-te os lábios,
Perder-me em teu cabelo,
Mesmo agora
Que mais não és
que uma quimera;
um tesouro sem mapa.
Felizes os que têm memórias.
Podem amar no passado
Como se fora presente.
Beber-te a vida.
Mesmo agora que não passas
De um ponto perdido
No tempo
Sugar-te os lábios,
Perder-me em teu cabelo,
Mesmo agora
Que mais não és
que uma quimera;
um tesouro sem mapa.
Felizes os que têm memórias.
Podem amar no passado
Como se fora presente.
resposta
Aqui vai a resposta da jovem divorciada á investida do seu poeta amante. De realçar que tudo isto pode ter acontecido ou vir a acontecer.
Cá recebi seu recado
Tudo li com atenção
É na verdade engraçado
Tanto desejo e paixão
O que mais apreciei
Foi o seu jeito cuidado
Acredite que gostei
De o saber interessado
Mas pra que fique a saber
Não conheço tanto prato
Usava meu marido dizer:
Que tinha bico de pato
Pode inda ficar informado
que há coisa que não sei
meu marido era quebrado
com outro céu, só sonhei
mas como é tão experiente
nas artes de bem beijar
terei de ser paciente
e deixa-lo trabalhar
Cá fico, com ansiedade
À espera de suas lições
Que se tudo for verdade
Soltarão em mim paixões
E se tal acontecer
Não fique muito assustado
Tenho o corpinho a arder
O baixo ventre tostado.
Cá recebi seu recado
Tudo li com atenção
É na verdade engraçado
Tanto desejo e paixão
O que mais apreciei
Foi o seu jeito cuidado
Acredite que gostei
De o saber interessado
Mas pra que fique a saber
Não conheço tanto prato
Usava meu marido dizer:
Que tinha bico de pato
Pode inda ficar informado
que há coisa que não sei
meu marido era quebrado
com outro céu, só sonhei
mas como é tão experiente
nas artes de bem beijar
terei de ser paciente
e deixa-lo trabalhar
Cá fico, com ansiedade
À espera de suas lições
Que se tudo for verdade
Soltarão em mim paixões
E se tal acontecer
Não fique muito assustado
Tenho o corpinho a arder
O baixo ventre tostado.
sábado, dezembro 11, 2004
alentejo
ALENTEJO
Os olhos deleitam-se
na ternura do horizonte.
Pontos brancos salpicam
E estepe prenhe
De passados.
Momentos vividos
Num esquecimento já distante.
A imutabilidade da paisagem
É o único presente.
O silêncio é constante e
Terrivelmente agreste.
O Alentejo é dos montes
De memórias perdidas noTempo
Os olhos deleitam-se
na ternura do horizonte.
Pontos brancos salpicam
E estepe prenhe
De passados.
Momentos vividos
Num esquecimento já distante.
A imutabilidade da paisagem
É o único presente.
O silêncio é constante e
Terrivelmente agreste.
O Alentejo é dos montes
De memórias perdidas noTempo
Neruda
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite to you
Mas Neruda já o fez
Queria ter palavras novas,
símbolos, frases
Que te arrebatassem e te
Aproximassem de ti mesma
Mas não tenho as formas.
Os conceitos que expressam
Isto
Terão de inventados.
Retirados do mundo mágico
Da paixão e colocados
Ao serviço do amor.
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite.
Mas não sei
Tristes como a noite to you
Mas Neruda já o fez
Queria ter palavras novas,
símbolos, frases
Que te arrebatassem e te
Aproximassem de ti mesma
Mas não tenho as formas.
Os conceitos que expressam
Isto
Terão de inventados.
Retirados do mundo mágico
Da paixão e colocados
Ao serviço do amor.
Eu queria escrever-te versos
Tristes como a noite.
Mas não sei
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