
na linha desenhada
de um horizonte
perdido
vejo o que sou
e o que fui,
e interrogo-me sobre
o que serei.
linha de um horizonte,
prometido
mil vezes,
nada mais resta
eu sei
Manuel F. C. Almeida
Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ




eu ontem fiquei a saber
uma nova realidade
que já não interessa amar
e nem tudo o que se diz é verdade
para eu tentar perceber
comportamentos neuróticos
inventaram um conceito
fomos amigos eróticos
escolhe-se então um amigo
e com um pouco de arte
dão-se umas quecas com ele
antes de o pôr de parte
sendo rapaz sempre pronto
aberto a novas experiências
vou passar a convidar
amigas pra “confidências”
e quando elas pensarem
que aquilo é coisa de amar
digo:- desculpa lá filha,
é erotismo a brincar












E na ericeira com o mar ali tao perto, onde os surfistas cavalgam as ondas desenhando figuras no mar, nós cavalgavamos os nossos corações e tentavamos fazer pontes, solidificar o amor. e em tudo o que construiamos estava presente ( de forma aparente) o desejo de tocar a alma e o espirito do outro. E tudo acontecia como se nada pudesse quebrar algo tão belo e tao carinhoso. foi tao lindo este equivoco meu amôr.





vidigueira. terras dos Gamas. estranho esta palavra Gamas. Nao sei porquê remete-me sempre para a palavra Gamar. ainda nao sei porquê, mas tenho a sensação de que existe um elo claro entre esta minha sensação e a perca de verticalidade na acção.talvez um dia posa explicar isto.
mas foi aqui numa das nossas muitas incursões pelo espaço dos nossos corpos e sentimentos que uma noite fiquei só. depois de a ter amado e ter sentido no meu corpo a beleza do seu. nem de baco necessitámos para livertar a sensualidade que existia entre nós. a tela que pintamos foi mais uma vez feita de milhares de cores.
será sempre bom voltar á vidigueira? nao sei. alguém o deve ter feito. um dia pergunto
