Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
sábado, agosto 04, 2012
segunda-feira, julho 30, 2012

Já me esqueci do momento último
Em que o teu corpo se enlaçou no meu
A janela do quarto estava aberta
E a sombra da lua projectava-se sobre a cama
Tínhamos inventado o amor
Naquele quarto escuro onde o cheiro
Do sexo se misturava com o tempo
Guardo na memória aquele teu sorriso
O olhar vazio do orgasmo…
E aquele lençol que tingimos
Está na arca das memórias sem rosto.
Manuel F. C. Almeida
Em que o teu corpo se enlaçou no meu
A janela do quarto estava aberta
E a sombra da lua projectava-se sobre a cama
Tínhamos inventado o amor
Naquele quarto escuro onde o cheiro
Do sexo se misturava com o tempo
Guardo na memória aquele teu sorriso
O olhar vazio do orgasmo…
E aquele lençol que tingimos
Está na arca das memórias sem rosto.
Manuel F. C. Almeida
domingo, julho 22, 2012
Há uma mulher que espera
Uma luz na madrugada…
Num canto apagada.
Olhar fixo, ausente
Olhar prenhe de nada.
Nas mãos as flores,
Estilhaços de granada
E o corpo hirto de amor
Numa verdade adiada.
É a luz da madrugada
É a luz da alvorada
E a mulher lá fica á espera
Talvez da vida, talvez de nada
Estátua que se não move
Estátua quieta, parada
Na esperança que algo mude
Mas que o algo a mudar
Seja mudança adiada.
Manuel F. C. Almeida
Uma luz na madrugada…
Num canto apagada.
Olhar fixo, ausente
Olhar prenhe de nada.
Nas mãos as flores,
Estilhaços de granada
E o corpo hirto de amor
Numa verdade adiada.
É a luz da madrugada
É a luz da alvorada
E a mulher lá fica á espera
Talvez da vida, talvez de nada
Estátua que se não move
Estátua quieta, parada
Na esperança que algo mude
Mas que o algo a mudar
Seja mudança adiada.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, julho 17, 2012

E foste verbo e foste mundo
Foste paisagem sem ter fim
Num movimento profundo
Saído de dentro de mim
E seguiram-se descobertas
Plantas com cheiro a jasmim
As janelas ficaram abertas
A paisagem era um jardim
E quando a noite chegou
Por entre abraços e beijos
A escuridão acordou
E os corpos encaixaram-se
Foste paisagem sem ter fim
Num movimento profundo
Saído de dentro de mim
E seguiram-se descobertas
Plantas com cheiro a jasmim
As janelas ficaram abertas
A paisagem era um jardim
E quando a noite chegou
Por entre abraços e beijos
A escuridão acordou
E os corpos encaixaram-se
como eixos.
Manuel F. C. Almeida.
Manuel F. C. Almeida.
quinta-feira, julho 12, 2012

Escondemos o sexo com pudor
E uma moral obscena
É mais aceitável a guerra
E os corpos dilacerados
Que a imagem do amor
Em corpos enamorados.
Tão estranho é este mundo
Que não tolera o prazer
E nos mostra todos os dias
Pilhas de corpos a arder
Numa orgia imoral
Em loucuras pelo poder
Por isso nunca entendi
E nunca irei entender
O heroísmo da guerra
E a vergonha do foder.
Manuel F.C. Almeida
E uma moral obscena
É mais aceitável a guerra
E os corpos dilacerados
Que a imagem do amor
Em corpos enamorados.
Tão estranho é este mundo
Que não tolera o prazer
E nos mostra todos os dias
Pilhas de corpos a arder
Numa orgia imoral
Em loucuras pelo poder
Por isso nunca entendi
E nunca irei entender
O heroísmo da guerra
E a vergonha do foder.
Manuel F.C. Almeida
sexta-feira, julho 06, 2012

Disseste que me amavas
Naquela tarde em que o sol
Me iluminava os olhos
E os lábios se tocaram
Como plumas ao vento.
Disseste que me amavas
Como se ama uma paisagem
Que se mostra novidade.
E nunca mais falaste de amor
Porque falar não é ser
Quantas vezes as palavras
São apenas manifestações
De espanto dos sentido?
Amar é muito mais que
Palavras de ocasião
Amar é ter prazer
Na entrega ao outro
E nunca mais falaste de prazer
Falas de coisas banais
Da vida que corre
E te consome
Não há plural do acontecer
Não há plural no agir.
Tudo existe como é
No interior da tua
Vida solitária.
E por vezes sabe-te bem a companhia.
Manuel F. C. Almeida
Naquela tarde em que o sol
Me iluminava os olhos
E os lábios se tocaram
Como plumas ao vento.
Disseste que me amavas
Como se ama uma paisagem
Que se mostra novidade.
E nunca mais falaste de amor
Porque falar não é ser
Quantas vezes as palavras
São apenas manifestações
De espanto dos sentido?
Amar é muito mais que
Palavras de ocasião
Amar é ter prazer
Na entrega ao outro
E nunca mais falaste de prazer
Falas de coisas banais
Da vida que corre
E te consome
Não há plural do acontecer
Não há plural no agir.
Tudo existe como é
No interior da tua
Vida solitária.
E por vezes sabe-te bem a companhia.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, julho 03, 2012
Pedem-te tanto, e tanto dás
Pedem-te o tempo e a tua vida
E quando olhas para trás
A tua vida está perdida.
Nas tuas mãos estão sonhos feitos
Construídos dentro de ti
No teu olhar dias desfeitos
Saltam se ao vento agora aqui
E tu já não sabes
E nem deste por isso
No interior cruzas-te sabres
E hoje és resultado disso
Pedem-te tanto e tanto dás
Pedem-te a vida entre os dedos
Querem te pôr onde não estás
Querem que vivas outros medos
Mas dentro de ti está a resposta
Amar também é ter saudade
E quem te ama assim te gosta
Amar é sempre liberdade
E agora sabes
Todo o caminho é só teu
E no final das tuas as tardes
Já não há medo. Ele morreu
E quando olhas para trás
A tua vida está perdida.
Nas tuas mãos estão sonhos feitos
Construídos dentro de ti
No teu olhar dias desfeitos
Saltam se ao vento agora aqui
E tu já não sabes
E nem deste por isso
No interior cruzas-te sabres
E hoje és resultado disso
Pedem-te tanto e tanto dás
Pedem-te a vida entre os dedos
Querem te pôr onde não estás
Querem que vivas outros medos
Mas dentro de ti está a resposta
Amar também é ter saudade
E quem te ama assim te gosta
Amar é sempre liberdade
E agora sabes
Todo o caminho é só teu
E no final das tuas as tardes
Já não há medo. Ele morreu
quarta-feira, junho 27, 2012

Algures entre o sonho
E o passado
É o teu lugar.
Mais que um navio
No deserto das almas
Tu és um círculo de fogo
Num melodia sem
Compasso.
Algures entre o sonho
E o passado
Tu foste uma orquídea
Nos jardins suspensos
Da minha memória
Onde tudo se apaga
E onde só a musica
Não se acaba.
Porque a vida é algo mais
Que frases e intenções
Temporais.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, junho 15, 2012

Tudo passa velozmente
E nem damos conta disso
E um dia de repente
A vida levou sumiço.
Vivem-se todos os dias
A correr e nunca pensar
Raras são as alegrias
Raro o tempo pra sonhar
E um dia ao levantar
Olhamos o espelho e pensamos
-Que a vida se está a acabar
E em silencio ficamos
Pensamos no tempo já ido
Nos sonhos abandonados
Nas razões de não ter seguido
Os refrões em tempos cantados.
E assim termina a vida
A pensar nestas traições
Numa agonia sentida
Por tantas contradições
ManuelF. C. Almeida
domingo, junho 10, 2012
Dia a dia e em silêncio,
Ilumino o coração
Tudo na vida é miragem
Todo o tempo solidão.
E sem vender a minha’lma
Cruzo o sonho e a ilusão
E cruzo a luxuria que anima
O teu corpo nesta mão.
E tendo sempre presente
Que amar não é prisão
Faço da minha miragem
Um poema e uma canção
Onde habite a liberdade
O saber e a paixão.
Manuel F. C. Almeida
Ilumino o coração
Tudo na vida é miragem
Todo o tempo solidão.
E sem vender a minha’lma
Cruzo o sonho e a ilusão
E cruzo a luxuria que anima
O teu corpo nesta mão.
E tendo sempre presente
Que amar não é prisão
Faço da minha miragem
Um poema e uma canção
Onde habite a liberdade
O saber e a paixão.
Manuel F. C. Almeida
terça-feira, junho 05, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
Com um leve toque se ilumina
O tempo que é física, nada mais
E é ao mover as mãos que se elimina
Certezas e duvidas sempre iguais.
Nas margens deste ser sem nada ser
Nas janelas abertas sobre o mar
Abro os braços neste meu querer
De abraçar o mundo sem o amarrar.
Porque a vida é luz na escuridão
É flor que teima em se mostrar
É ter a consciência numa mão
E a liberdade em chama no olhar.
Manuel F. C. Almeida
domingo, maio 27, 2012
quinta-feira, maio 17, 2012

Como descrever os caminhos
As escolhas feitas com o coração,
O perfume de ser e estar na solidão
A viajem sem destino ou identidade?
Como descrever a penumbra
Em que mergulham os que não existem
Os que são úteis na batalha ocasional
Dos interesses do pudor.
Como descrever a omissão
Soletrada nas palavras silencio
Na ausência do tacto e dos dedos
No frio e no desdém do sorriso.
Como descrever a normalidade
De viver em liberdade?
Manuel F. C. Almeida
As escolhas feitas com o coração,
O perfume de ser e estar na solidão
A viajem sem destino ou identidade?
Como descrever a penumbra
Em que mergulham os que não existem
Os que são úteis na batalha ocasional
Dos interesses do pudor.
Como descrever a omissão
Soletrada nas palavras silencio
Na ausência do tacto e dos dedos
No frio e no desdém do sorriso.
Como descrever a normalidade
De viver em liberdade?
Manuel F. C. Almeida
quinta-feira, maio 03, 2012
Toda a gente que me lê
Lê outro mas não lê
Aquele outro que eu sou
Porque cada um de nós ao ler
Liberta aquilo que lê
Das garras de quem escreveu
E dá a cada palavra
Um sentir de novidade,
Um sentir que é só seu.
Assim, tu que me lês,
Nada vais saber de mim
Porque tudo aquilo que lês
Não é nada do que sou
Mas é tudo o que projectas de ti.
Manuel F. C. Almeida
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