Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quinta-feira, maio 10, 2012
quinta-feira, maio 03, 2012
Toda a gente que me lê
Lê outro mas não lê
Aquele outro que eu sou
Porque cada um de nós ao ler
Liberta aquilo que lê
Das garras de quem escreveu
E dá a cada palavra
Um sentir de novidade,
Um sentir que é só seu.
Assim, tu que me lês,
Nada vais saber de mim
Porque tudo aquilo que lês
Não é nada do que sou
Mas é tudo o que projectas de ti.
Manuel F. C. Almeida
sábado, abril 28, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
EM ABRIL

EM ABRIL...
Com um leve toque se ilumina
O tempo que é física, nada mais
E é ao mover as mãos que se elimina
Certezas e duvidas sempre iguais.
Nas margens deste ser sem nada ser
Nas janelas abertas sobre o mar
Abro os braços neste meu querer
De abraçar o mundo sem o amarrar.
Porque a vida é luz na escuridão
É flor que teima em encantar
É ter a consciência numa mão
E a liberdade em chama no olhar.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, abril 20, 2012

Atento vejo o teu andar
O sentido prenhe do olhar
E desespéro por um canto
Que me resgate o desencanto.
Mas tudo tarda em chegar.
Há uma barca no mar.
Sinto que já não estamos
Com dedos entrelaçados
E só no ar é que encontramos
Os sonhos que despedaçámos
Já não há flores neste jardim
Onde o meu sonho não tem fim
Na monotonia destes dias
Nunca entendi o que sentias
E o tempo no o seu trabalho
Fez do oceano gota de orvalho
Sinto que já não estamos
Com dedos entrelaçados
E só no ar é que encontramos
Os sonhos que despedaçámos
E volto a ver o teu andar
Não encontro o teu olhar
Do desespero fiz um canto
Que resolveu o desencanto
Já nada mais há a esperar
Há tanto mundo para abraçar
Manuel F. C. Almeida
domingo, abril 15, 2012

E aqui, no conforto de um quarto
Com a voz de Léo Férre em fundo
Não consigo deixar de pensar
No vazio de tudo isto, isto! aquela
Vida sem vida, aquele falar do nada
Que se instala na alma e do qual
Tememos sair.
E não deixa de ser estranho este ser
Sem nada ser. Esta espera amordaçada
Que se tatua no silêncio da verdade,
Este sonho de ser parte de algo
Que não existe. Um livro lido
E algures esquecido, porque é
Da natureza humana silenciar
O medo.
Manuel F. C. Almeida
Com a voz de Léo Férre em fundo
Não consigo deixar de pensar
No vazio de tudo isto, isto! aquela
Vida sem vida, aquele falar do nada
Que se instala na alma e do qual
Tememos sair.
E não deixa de ser estranho este ser
Sem nada ser. Esta espera amordaçada
Que se tatua no silêncio da verdade,
Este sonho de ser parte de algo
Que não existe. Um livro lido
E algures esquecido, porque é
Da natureza humana silenciar
O medo.
Manuel F. C. Almeida
quinta-feira, abril 12, 2012

Quiseram um dia entender-me
Como se eu fora diferente
Como se fosse possível ler
O que se constrói dentro da gente
O Certo, errado, o bem e o mal
A alegria a tristeza, o júbilo, a dor
As razões, os equívocos, são de tal
Modo estranhos, como estranho
É querer entender o outro
Sem nos entendermos a nós.
Manuel F. C. Almeida
Como se eu fora diferente
Como se fosse possível ler
O que se constrói dentro da gente
O Certo, errado, o bem e o mal
A alegria a tristeza, o júbilo, a dor
As razões, os equívocos, são de tal
Modo estranhos, como estranho
É querer entender o outro
Sem nos entendermos a nós.
Manuel F. C. Almeida
sexta-feira, abril 06, 2012

Abre a porta
e as janelas
Algures lá fora
alguém olha
Liberta o que és
a nada te prendas
A vida é só uma não
há tempo a perder
Desfralda as
tuas velas
Faz do teu tempo
a tua escolha
Não sejas cordeiro
de oferendas
Não há deuses ou
deusas, só há viver.
Firme na tarde
de um dia sem tempo
Faz do ser livre
o mote da vida
Faz do olhar uma
obra de arte
Faz da paixão uma
luz que te guia
E como um rochedo
moldado pelo vento
Desfaz-te em mil
pedaços e de seguida
Reinventa tudo
e livre parte
Só na liberdade
pode existir alegria.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, abril 02, 2012
terça-feira, março 27, 2012
quarta-feira, março 21, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
segunda-feira, março 12, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
quinta-feira, março 01, 2012

Corro atrás do pensamento,
Que teima sempre em fugir.
Suplico asas ao vento,
No vento que está para vir.
Estendo os braços e em vão.
Lanço os dedos para o nada.
Fica presa a minha mão,
No desenho desta estrada.
E lá vai o pensamento
Que não se deixa domar.
E em cada doce momento
Há sempre algo novo a sonhar.
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Há sempre um amanhã
Que nos consome
E se consome no tempo.
As memórias apontam-nos
Caminhos dispersos.
Não há nascente ou poente.
Perde-se o senso e o caminho
Na cegueira de um silencio oco.
Já não resta nada para lá
Do hábito inerte do conformismo.
Os desenhos feitos com esperança
Tornam-se notas breves de uma
Sinfonia inaudível e é nelas
Que prendemos o que resta nós,
E da sombra do que fomos.
Manuel F. C. Almeida
Que nos consome
E se consome no tempo.
As memórias apontam-nos
Caminhos dispersos.
Não há nascente ou poente.
Perde-se o senso e o caminho
Na cegueira de um silencio oco.
Já não resta nada para lá
Do hábito inerte do conformismo.
Os desenhos feitos com esperança
Tornam-se notas breves de uma
Sinfonia inaudível e é nelas
Que prendemos o que resta nós,
E da sombra do que fomos.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)











