
E a olhar o teu olhar eu não me via
No reflexo vivo dos teus olhos
E a seguir-te os passos eu não seguia
O estranho mundo dos teus sonhos
E assim desbravámos este caminho
Estranhos no ser, estranhos no estar
E na nudez dos corpos bordámos a linho
As letras do verbo que se diz amar
Mas os olhos e o verbo sempre revelam
A verdade que se teima em esconder
E os dias que passam sempre desvelam
Os segredos guardados dentro do ser.
Manuel F. C. Almeida
foto Alexandre Grand

















