quinta-feira, setembro 02, 2010
















Medes a linha que te prende
Ao espelho da escuridão.
Na mortalha que se estende
Habita o vento suão

“Que a vida só pode ser vida
No meio da multidão”

Fica no espelho a imagem
Desenhada a carvão
Fica também a coragem
E partes do coração

“E quando sais para a rua
Não és tu, és multidão”

Um dia estilhaças a mente
E quebras a maldição.
A tua imagem, de gente,
São mil pedaços de chão.

Manuel F.C. Almeida


sexta-feira, agosto 27, 2010















Quando em mim a alma sonha
Numa inocência alva
Mantenho os deuses cativos
Num eco de pedras e pregões.
E onde começa o canto
E o meu peito se perde
Assumo o gosto do passado
E o prazer do corpo
Num cálice de odores de memória.


Manuel F. C. Almeida


segunda-feira, agosto 23, 2010


Libertemos os sonhos,
Nas estrelas,
Nos silêncios,
Nas casas vazias,
Nas ondas do mar,
E na escuridão desesperada
Do teu olhar.

E nos lábios uma
Uma rosa

Seiva,
Vida,
Nosso amar


Manuel F. C. Almeida

sábado, agosto 14, 2010
















Como se o ventre vivesse por si só
Se encantasse apenas nas palavras
E em toda a matemática do possível
Assim entendo a pulsão que nos impele
A retomar o corpo e o sexo prisioneiros
No pensamento da culpa e do medo.
Só assim esconjuro os fantasmas
Do livro sacro e me reencontro livre
No prazer de me sentir Homem.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, agosto 05, 2010













Nem o vento ou o tempo
Destroem as minhas pegadas
Marquei-as a ferro no mundo
Não serão por isso apagadas

Nasceram nos dias de mágoa
Com a raiva da cor da vontade
Beberam o canto da água
Na fonte da liberdade

E quando morte me der
Seu sopro inadiado
Ficarão estas pegadas
Escritas em todo o lado

Manuel F. C. Almeida


sábado, julho 31, 2010




















No meu caminho
Feito de sonhos e de
Mil escolhas
Há sempre milhares de
Estradas possíveis

E com elas construo
O futuro
Sempre interrogado
P'los caminhos
Que não escolhi.

Manuel F. C. Almeida





fotocamilo pina cabral

segunda-feira, julho 26, 2010




















Eu sempre quis inventar
Palavras.
Palavras com roupas diferentes
Do corpo.
Palavras que ditem segredos
Inconfessáveis
Aqueles segredos que vivem
Teimosamente dentro de nós
Que respiram o nosso ar
E os nossos sonhos
Que cintilam como aves
Nos nossos olhos.
Palavras simples que se
Escondem dos olhares
Alheios e da incompreensão
Egoísta do ego.
Palavras que nasçam
No mais puro recanto da alma
E se proclamem
Em silencio
Eu sempre quis inventar
Palavras.
Palavras com sentido
E sem ele
E que um dia se libertem
Num sopro de vento
Ou nas asas da imaginação.
Palavras de excessos
Ou de contenção
Onde o teu nome seja apenas
Um conceito da saudade
E as letras
Pétalas de um flor por recriar
Eu sempre quis inventar
Palavras
Para um dia te cantar.

Manuel F. C. Almeida





fotoAntónio Stª Clara

sábado, julho 17, 2010


















Sento-me
Nas pedras do monte
A desenhar o teu nome
No chão e
A soletrar palavras de amor
Para que não partas de mim.
Ensaio um poema sem rimas
Sem métrica, ou musica.
Sem ventos ou tempos.
Sem lábios ou mãos.
Um poema vazio
Feito só de palavras, que
Se soltam livres
Como jovens e belas águias.
Olho em redor
E encho-me com o silêncio
Atroz das minhas testemunhas.

Manuel F. C. Almeida


segunda-feira, julho 12, 2010














Transporto nas asas uma pedra
De runas
No rosto uma lágrima
De vontade.
Nas palavras esquecidas onde
Me aqueço
Uma centelha prenhe de
Saudade.

E quando o silêncio se instala
Nos olhos
Tudo se vai, nada é verdade.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, julho 09, 2010


Ashtiani foi condenada por ter mantido “relações ilícitas” com dois homens depois de ter enviuvado (Amnistia Internacional)
Felizmente por cá isto não acontece, mas as mentalidades que permitem crimes passionais ainda são uma realidade

sexta-feira, julho 02, 2010














Pouso o olhar no horizonte,
No movimento ritmado das espigas,
Amadurecidas pelo sol que se enamorou
Por esta terra de sombras raras
E alvoradas sensuais.

Ao longe, muito ao longe
O olhar perdeu-se num ponto
Branco que ilumina a planície

Lá é o monte, vida de gentes
Pergaminho da história.

Testemunha silenciosa
Da planície.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, junho 25, 2010















Namora o sol
A parede branca
Que cega os olhos.
A paisagem treme
Em ondas de mar,
E as palavras nascem
Na voz de quem canta...
Só é Alentejo
De quem nele
Se encanta

Manuel F. C. Almeida



fotoSAGHER

sábado, junho 19, 2010



















Impelia o sonho
Livre
Sobre as roseiras
Despidas
Mas tudo ficava
Escondido
Eram passados sem
Vidas
Não tinham forma
Nem tempo
Não tinham sequer
Existência
Eram somente memórias
Escondidas
Na consciência

Manuel F. C. Almeida

sábado, junho 12, 2010




















Sussurro,
Espanto,
Segredo
Do meu
Encanto.

O corpo,
Desejo,
Pauta
Do meu
Solfejo

Escondido,
Complexo,
Luxúria
Do meu
Sexo.

Manuel F.C. Almeida

sábado, junho 05, 2010











Na alvorada,
A beleza renova
A inquietude dos
Olhos
E num andamento
Sinfónico
Tudo se resolve
Na aurora
Do recomeço.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, maio 27, 2010















Vejo os corpos
Espelhados no
Cálice do teu olhar

Corpos, memórias
Latentes, com cheiros
De cheiro a mar

Rocas e fusos, que
Tecem teus lábios
Ao beijar

E eu parado num tempo
Sou mariposa
Perdida no caminhar

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, maio 20, 2010















Resolvo-me no teu corpo
Sem memórias, com
O cheiro do vento
Que os teus olhos sopraram.

Transporto-me no tempo
Na crista das ondas,
Na palma da tua mão,
Naquele teu ultimo desenho
Onde a liberdade
É um hino de esperança.

Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, maio 14, 2010



















O eu e tu
Caminho perdido
Comum.
Sonho de infância…
Esperança

O bem e o mal
O branco e o negro
A batalha final
O resultado em
Segredo

E eu e tu
O branco e negro
O combate comum
O crescer e
O medo

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid

sexta-feira, maio 07, 2010

















Abraço
O meu sonho
Baço.
Diluído
No vento

Enlaço
O teu corpo
Espaço
Tempo…

Do teu leito.

Manuel F. C. Almeida



quinta-feira, maio 06, 2010

Assim se faz um País

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Numa manobra desesperada para denunciar o buling jornalistico, o deputado e vice da bancada do PS rouba, de forma descarada e ostensiva o gravador do seu algoz.
depois de afirmar "que toda a gente tem os seus azares" o DEPUTADO DA NAÇÃO diz aos portugueses o que devem fazer quando se sintam bvitimas de violência:
Roubar

aconselho pois os portugueses a assaltarem as sedes dos bancos, seguradoras, repartições de finanças, da PT, EDP, SONAE, e a Assembleia da Républica, assim como as sedes dos partidos envolvidos nas escandaleiras dos free ports, dos submarinos, do BPN e casos semelhantes, sem esquecer as camaras municipais autenticos é claro.

Desta forma em caso de serem presos, poderão afirmar que só estavam a roubar porque as entidades em causa estavam a exercer uma enorme violência psicológoca sobre vocês

Manuel F. C. Almeida