segunda-feira, julho 12, 2010














Transporto nas asas uma pedra
De runas
No rosto uma lágrima
De vontade.
Nas palavras esquecidas onde
Me aqueço
Uma centelha prenhe de
Saudade.

E quando o silêncio se instala
Nos olhos
Tudo se vai, nada é verdade.


Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, julho 09, 2010


Ashtiani foi condenada por ter mantido “relações ilícitas” com dois homens depois de ter enviuvado (Amnistia Internacional)
Felizmente por cá isto não acontece, mas as mentalidades que permitem crimes passionais ainda são uma realidade

sexta-feira, julho 02, 2010














Pouso o olhar no horizonte,
No movimento ritmado das espigas,
Amadurecidas pelo sol que se enamorou
Por esta terra de sombras raras
E alvoradas sensuais.

Ao longe, muito ao longe
O olhar perdeu-se num ponto
Branco que ilumina a planície

Lá é o monte, vida de gentes
Pergaminho da história.

Testemunha silenciosa
Da planície.

Manuel F. C. Almeida

sexta-feira, junho 25, 2010















Namora o sol
A parede branca
Que cega os olhos.
A paisagem treme
Em ondas de mar,
E as palavras nascem
Na voz de quem canta...
Só é Alentejo
De quem nele
Se encanta

Manuel F. C. Almeida



fotoSAGHER

sábado, junho 19, 2010



















Impelia o sonho
Livre
Sobre as roseiras
Despidas
Mas tudo ficava
Escondido
Eram passados sem
Vidas
Não tinham forma
Nem tempo
Não tinham sequer
Existência
Eram somente memórias
Escondidas
Na consciência

Manuel F. C. Almeida

sábado, junho 12, 2010




















Sussurro,
Espanto,
Segredo
Do meu
Encanto.

O corpo,
Desejo,
Pauta
Do meu
Solfejo

Escondido,
Complexo,
Luxúria
Do meu
Sexo.

Manuel F.C. Almeida

sábado, junho 05, 2010











Na alvorada,
A beleza renova
A inquietude dos
Olhos
E num andamento
Sinfónico
Tudo se resolve
Na aurora
Do recomeço.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, maio 27, 2010















Vejo os corpos
Espelhados no
Cálice do teu olhar

Corpos, memórias
Latentes, com cheiros
De cheiro a mar

Rocas e fusos, que
Tecem teus lábios
Ao beijar

E eu parado num tempo
Sou mariposa
Perdida no caminhar

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, maio 20, 2010















Resolvo-me no teu corpo
Sem memórias, com
O cheiro do vento
Que os teus olhos sopraram.

Transporto-me no tempo
Na crista das ondas,
Na palma da tua mão,
Naquele teu ultimo desenho
Onde a liberdade
É um hino de esperança.

Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, maio 14, 2010



















O eu e tu
Caminho perdido
Comum.
Sonho de infância…
Esperança

O bem e o mal
O branco e o negro
A batalha final
O resultado em
Segredo

E eu e tu
O branco e negro
O combate comum
O crescer e
O medo

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid

sexta-feira, maio 07, 2010

















Abraço
O meu sonho
Baço.
Diluído
No vento

Enlaço
O teu corpo
Espaço
Tempo…

Do teu leito.

Manuel F. C. Almeida



quinta-feira, maio 06, 2010

Assim se faz um País

">

Numa manobra desesperada para denunciar o buling jornalistico, o deputado e vice da bancada do PS rouba, de forma descarada e ostensiva o gravador do seu algoz.
depois de afirmar "que toda a gente tem os seus azares" o DEPUTADO DA NAÇÃO diz aos portugueses o que devem fazer quando se sintam bvitimas de violência:
Roubar

aconselho pois os portugueses a assaltarem as sedes dos bancos, seguradoras, repartições de finanças, da PT, EDP, SONAE, e a Assembleia da Républica, assim como as sedes dos partidos envolvidos nas escandaleiras dos free ports, dos submarinos, do BPN e casos semelhantes, sem esquecer as camaras municipais autenticos é claro.

Desta forma em caso de serem presos, poderão afirmar que só estavam a roubar porque as entidades em causa estavam a exercer uma enorme violência psicológoca sobre vocês

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, maio 03, 2010










Quando te encontrar,
Se te encontrar um dia
No deserto das palavras
Urgentes
Vou beijar a tua alma
E soletrar todo o teu corpo
Em mil estrelas
Cadentes

Manuel F. C. Almeida


fotoFernando Tavares

sábado, abril 24, 2010



A AMAR-TE















A amar-te, chegaram as primeiras rugas
Como sulcos na areia da praia.
E eu parei o tempo em mim
Fiz do meu espaço a eternidade
Que sempre desejei.
Desenhei-me como se fosse nuvem
Que se perde e se renova em mil
Formas adocicadas.
Sou memória e sentido
Sou uma orquídea que se perde
E se renova para gáudio dos deuses,
Sou a página branca de um livro
O símbolo, letra por catalogar.
A amar-te fiz da escuridão
O meu luar

Manuel F.C. Almeida

fotoNuno Bernardo

domingo, abril 18, 2010



















Já vejo uma esteva a florir,
Os teus lábios.
Uma ave que paira nos céus
Teu olhar
Uma folha solta no vento
Teu sorrir
Uma onda que explode na praia
Teu beijar

Já vejo um fruto que cresce
Na árvore do nosso mar.



Manuel F. C. Almeida



domingo, abril 11, 2010













Senhores de um mundo
Sem mundo.
Viajantes clandestinos
Das palavras sem destinos
Cantam a morte
E a vida
Cantam alvoradas
E ocasos
Cantam amores
E ódios
Em mil poemas
Ignorados.

Manuel F. C. Almeida


domingo, abril 04, 2010



















O meu corpo nu
Veste-se
Da tua pele

Manuel F.C. Almeida


quarta-feira, março 31, 2010


















Olhos nos olhos
Lábios nos lábios
Mãos nuas
Nas mãos tuas
Sexo meu
Sexo teu
E o prazer de ter
Nossos corpos a
Dançar.

Manuel F.C. Almeida


quarta-feira, março 24, 2010



















Se porventura alguém me ler
No fim dos tempos, depois de morto
Vai incorporar-me, sem saber
Na sua vida e no seu corpo.


Manuel F, C, Almeida



sábado, março 20, 2010










Descobre-te nu
No espelho
De uns olhos
Outros.
Vê como és
Deus, homem
Mortal.

Senhor do mundo
Criador do
Bem e do mal.

Manuel F. C. Almeida