sexta-feira, maio 14, 2010



















O eu e tu
Caminho perdido
Comum.
Sonho de infância…
Esperança

O bem e o mal
O branco e o negro
A batalha final
O resultado em
Segredo

E eu e tu
O branco e negro
O combate comum
O crescer e
O medo

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid

sexta-feira, maio 07, 2010

















Abraço
O meu sonho
Baço.
Diluído
No vento

Enlaço
O teu corpo
Espaço
Tempo…

Do teu leito.

Manuel F. C. Almeida



quinta-feira, maio 06, 2010

Assim se faz um País

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Numa manobra desesperada para denunciar o buling jornalistico, o deputado e vice da bancada do PS rouba, de forma descarada e ostensiva o gravador do seu algoz.
depois de afirmar "que toda a gente tem os seus azares" o DEPUTADO DA NAÇÃO diz aos portugueses o que devem fazer quando se sintam bvitimas de violência:
Roubar

aconselho pois os portugueses a assaltarem as sedes dos bancos, seguradoras, repartições de finanças, da PT, EDP, SONAE, e a Assembleia da Républica, assim como as sedes dos partidos envolvidos nas escandaleiras dos free ports, dos submarinos, do BPN e casos semelhantes, sem esquecer as camaras municipais autenticos é claro.

Desta forma em caso de serem presos, poderão afirmar que só estavam a roubar porque as entidades em causa estavam a exercer uma enorme violência psicológoca sobre vocês

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, maio 03, 2010










Quando te encontrar,
Se te encontrar um dia
No deserto das palavras
Urgentes
Vou beijar a tua alma
E soletrar todo o teu corpo
Em mil estrelas
Cadentes

Manuel F. C. Almeida


fotoFernando Tavares

sábado, abril 24, 2010



A AMAR-TE















A amar-te, chegaram as primeiras rugas
Como sulcos na areia da praia.
E eu parei o tempo em mim
Fiz do meu espaço a eternidade
Que sempre desejei.
Desenhei-me como se fosse nuvem
Que se perde e se renova em mil
Formas adocicadas.
Sou memória e sentido
Sou uma orquídea que se perde
E se renova para gáudio dos deuses,
Sou a página branca de um livro
O símbolo, letra por catalogar.
A amar-te fiz da escuridão
O meu luar

Manuel F.C. Almeida

fotoNuno Bernardo

domingo, abril 18, 2010



















Já vejo uma esteva a florir,
Os teus lábios.
Uma ave que paira nos céus
Teu olhar
Uma folha solta no vento
Teu sorrir
Uma onda que explode na praia
Teu beijar

Já vejo um fruto que cresce
Na árvore do nosso mar.



Manuel F. C. Almeida



domingo, abril 11, 2010













Senhores de um mundo
Sem mundo.
Viajantes clandestinos
Das palavras sem destinos
Cantam a morte
E a vida
Cantam alvoradas
E ocasos
Cantam amores
E ódios
Em mil poemas
Ignorados.

Manuel F. C. Almeida


domingo, abril 04, 2010



















O meu corpo nu
Veste-se
Da tua pele

Manuel F.C. Almeida


quarta-feira, março 31, 2010


















Olhos nos olhos
Lábios nos lábios
Mãos nuas
Nas mãos tuas
Sexo meu
Sexo teu
E o prazer de ter
Nossos corpos a
Dançar.

Manuel F.C. Almeida


quarta-feira, março 24, 2010



















Se porventura alguém me ler
No fim dos tempos, depois de morto
Vai incorporar-me, sem saber
Na sua vida e no seu corpo.


Manuel F, C, Almeida



sábado, março 20, 2010










Descobre-te nu
No espelho
De uns olhos
Outros.
Vê como és
Deus, homem
Mortal.

Senhor do mundo
Criador do
Bem e do mal.

Manuel F. C. Almeida




domingo, março 14, 2010
















A boca, os olhos, as mãos
A memória intangível
De criança
Nunca superada.
O silêncio
O espanto.
O tudo e o nada.
A inocência dos actos.
A malícia dos corpos,
Que aos corpos está atenta,
Lavra as letras como rimas.
O poeta vive assim e
Assim se inventa.

Manuel F. C. Almeida


FOTO:Marcos

terça-feira, março 09, 2010













Visto fato
Dispo fato
Uso camisa
E gravata
Sapatos que brilham
Ao longe
Um sorriso de encantar
E no final o que fica...
Um vazio de pasmar.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, março 04, 2010


Não interessa o quanto a vida te tem maltratado...Anda sempre de cabeça erguida!!!
HOJE ADERE Á GREVE.
CONTRA A DEGRADAÇÃO DA VIDA POLITICA
CONTRA A FALSA MORALIDADE DOS POLITICOS
CONTRA A PREMISCUIDADE ENTRE OS GOVERNOS E O PODER ECONÓMICO
PELA DEFESA DO CONTRATO SOCIAL
PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
PELA DEFESA DE UM ESTADO AO SERVIÇO DO POVO
CONTRA A MENTIRA E A DEMAGOGIA DESTE GOVERNO
FAZ GREVE PELO NOSSO FUTURO
E MESMO SE MORRERES QUE SEJA DE PÉ COMO AS ARVORES

terça-feira, março 02, 2010


















Um dia disseste: regressa!
Entre os cacos partidos,
Sobrava apenas uma ampulheta.
Com as nossas mãos
Voltamos a girar a o tempo,
A reparar o que foi destruído
A reaprender os olhares e os odores
Mas nunca mais recuperámos
A inocência.
Ficou algures
Entre as memórias do silêncio
De crianças despertadas.

Manuel F. C. Almeida

fotoTuta

sábado, fevereiro 27, 2010



















Eu sei que te vou
Amar
Para todo o sempre.
Em cada mulher que ame
És tu que eu amo
E todas as mulheres que fores
Serão apenas amores
De amor por ti…
Mulher

Manuel F. C. Almeida



quarta-feira, fevereiro 24, 2010




como tinhas razão camarada

terça-feira, fevereiro 23, 2010



















Com puritanismo se afoga o mundo
Com as falsas falas da moral
Mas no estranho espaço virtual
Todas as taras saltam do fundo
A coberto da exposição social
No anonimato das alcunhas
Revelam-se as garras e as unhas
Da reprimida tusa nacional
E é assim que senhoras muito pudicas
Incapazes de dizer um palavrão
Se regalam com o garanhão
Que se mostra em poses sempre lúdicas.

E assim se prova uma vez mais
O nosso amor à liberdade
É que escondidos da sociedade
Nunca deixamos de ser animais.
(ainda bem)

Manuel F. C. Almeida

sábado, fevereiro 20, 2010












E um dia eu vou colher o mundo
E respirar bem fundo
O aroma do amar
Queiram os deuses e queira a minha vida
Que esta flor colhida
Venha um dia a cantar
Tantos sonhos, segredos já perdidos
Segredos escondidos
Do meu eterno andar
E um compasso que voa a meu lado
E canta este meu fado
De nunca me encontrar
Dá-me o tom, a musicalidade
E toda a eternidade
De um já passado olhar
E no fim, quando eu desço á terra
Descubro uma guerra
Travada no meu peito
E é então, que olho os meus dias
E ouço as sinfonias
Das águas no seu leito.

Manuel F. C. Almeida


fotoM.I.R.

terça-feira, fevereiro 16, 2010



´















Consegues lembrar-te disto?
Daquela linda madrugada
Da liberdade a chegar
Nos braços de um vento
De história que teimou
No seu soprar
Da tua cara de espanto
Do teu riso e teu cantar?

Consegues lembrar tudo isto
Mas não consegues gritar
Que só pode ter liberdade
Quem em seu nome lutar.

Manuel F, C, Almeida