Eu pertenço a um outro país que não o vosso, a um outro quarteirão, a uma outra solidão LÈO FERRÉ
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
terça-feira, fevereiro 23, 2010

Com puritanismo se afoga o mundo
Com as falsas falas da moral
Mas no estranho espaço virtual
Todas as taras saltam do fundo
A coberto da exposição social
No anonimato das alcunhas
Revelam-se as garras e as unhas
Da reprimida tusa nacional
E é assim que senhoras muito pudicas
Incapazes de dizer um palavrão
Se regalam com o garanhão
Que se mostra em poses sempre lúdicas.
E assim se prova uma vez mais
O nosso amor à liberdade
É que escondidos da sociedade
Nunca deixamos de ser animais.
(ainda bem)
Manuel F. C. Almeida
Com as falsas falas da moral
Mas no estranho espaço virtual
Todas as taras saltam do fundo
A coberto da exposição social
No anonimato das alcunhas
Revelam-se as garras e as unhas
Da reprimida tusa nacional
E é assim que senhoras muito pudicas
Incapazes de dizer um palavrão
Se regalam com o garanhão
Que se mostra em poses sempre lúdicas.
E assim se prova uma vez mais
O nosso amor à liberdade
É que escondidos da sociedade
Nunca deixamos de ser animais.
(ainda bem)
Manuel F. C. Almeida
sábado, fevereiro 20, 2010

E um dia eu vou colher o mundo
E respirar bem fundo
O aroma do amar
Queiram os deuses e queira a minha vida
Que esta flor colhida
Venha um dia a cantar
Tantos sonhos, segredos já perdidos
Segredos escondidos
Do meu eterno andar
E um compasso que voa a meu lado
E canta este meu fado
De nunca me encontrar
Dá-me o tom, a musicalidade
E toda a eternidade
De um já passado olhar
E no fim, quando eu desço á terra
Descubro uma guerra
Travada no meu peito
E é então, que olho os meus dias
E ouço as sinfonias
Das águas no seu leito.
Manuel F. C. Almeida
E respirar bem fundo
O aroma do amar
Queiram os deuses e queira a minha vida
Que esta flor colhida
Venha um dia a cantar
Tantos sonhos, segredos já perdidos
Segredos escondidos
Do meu eterno andar
E um compasso que voa a meu lado
E canta este meu fado
De nunca me encontrar
Dá-me o tom, a musicalidade
E toda a eternidade
De um já passado olhar
E no fim, quando eu desço á terra
Descubro uma guerra
Travada no meu peito
E é então, que olho os meus dias
E ouço as sinfonias
Das águas no seu leito.
Manuel F. C. Almeida
fotoM.I.R.
terça-feira, fevereiro 16, 2010

´
Consegues lembrar-te disto?
Daquela linda madrugada
Da liberdade a chegar
Nos braços de um vento
De história que teimou
No seu soprar
Da tua cara de espanto
Do teu riso e teu cantar?
Consegues lembrar tudo isto
Mas não consegues gritar
Que só pode ter liberdade
Quem em seu nome lutar.
Manuel F, C, Almeida
Daquela linda madrugada
Da liberdade a chegar
Nos braços de um vento
De história que teimou
No seu soprar
Da tua cara de espanto
Do teu riso e teu cantar?
Consegues lembrar tudo isto
Mas não consegues gritar
Que só pode ter liberdade
Quem em seu nome lutar.
Manuel F, C, Almeida
fotoGraça Loureiro
sábado, fevereiro 13, 2010

E nas nuvens que teimam em fugir
Eu vejo o teu sorrir
No encontro de amanhã
O teu cheiro, que paira sobre mim
É o cheiro de um jardim
Que visito pela manhã
E sentado eu agradeço à vida
Toda a beleza vivida
NAs telas que criei
E a pele, tão fresca e tão pura
Tão cheia com ternura
No corpo que inventei
E o tempo, o tempo que nada diz
Que é só pedra de giz
Que teima em não parar
Dá-me o sonho, deixa-me ser senhor
Ser todo o teu calor
Num mundo para cantar
E eu revejo, o sol no teu olhar
Na tua boca o mar,
Nesse teu corpo o… céu
Fecho os olhos, procuro no meu ser
O melhor que posso ter
Para melhor ser teu
E a brisa da nova madrugada
Desenha uma alvorada
E tu vens a chegar
De repente e por um breve instante
Tu és um diamante
Pedra por lapidar
E então tudo desaparece
É o mundo que acontece
Se descobre ao beijar
Finalmente eu vou ganhar coragem
Para partir em viajem
Eu sei onde parar
Vou parar nas bermas no teu ser
E ai eu vou dizer
Tu és meu cantar.
Manuel F. C. Almeida
Eu vejo o teu sorrir
No encontro de amanhã
O teu cheiro, que paira sobre mim
É o cheiro de um jardim
Que visito pela manhã
E sentado eu agradeço à vida
Toda a beleza vivida
NAs telas que criei
E a pele, tão fresca e tão pura
Tão cheia com ternura
No corpo que inventei
E o tempo, o tempo que nada diz
Que é só pedra de giz
Que teima em não parar
Dá-me o sonho, deixa-me ser senhor
Ser todo o teu calor
Num mundo para cantar
E eu revejo, o sol no teu olhar
Na tua boca o mar,
Nesse teu corpo o… céu
Fecho os olhos, procuro no meu ser
O melhor que posso ter
Para melhor ser teu
E a brisa da nova madrugada
Desenha uma alvorada
E tu vens a chegar
De repente e por um breve instante
Tu és um diamante
Pedra por lapidar
E então tudo desaparece
É o mundo que acontece
Se descobre ao beijar
Finalmente eu vou ganhar coragem
Para partir em viajem
Eu sei onde parar
Vou parar nas bermas no teu ser
E ai eu vou dizer
Tu és meu cantar.
Manuel F. C. Almeida
quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Somos produto do acaso
Vencedores de uma corrida
Só a morte nos liberta
Da ilusão que é a vida
Actores de algumas memórias
Que vivem em que nos amou
Saudades, risos, histórias
Espaços que o corpo ocupou
Átomos, moléculas, partículas
Animadas em segredo
Em nada diferentes de um rio
Que morre sem nunca ter medo
Manuel F, C, Almeida
Vencedores de uma corrida
Só a morte nos liberta
Da ilusão que é a vida
Actores de algumas memórias
Que vivem em que nos amou
Saudades, risos, histórias
Espaços que o corpo ocupou
Átomos, moléculas, partículas
Animadas em segredo
Em nada diferentes de um rio
Que morre sem nunca ter medo
Manuel F, C, Almeida
fotoJoãocarlo
domingo, fevereiro 07, 2010
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
Só as notas mágicas
De um piano a descobrir
Me fazem descerrar
As flores de Abril,
No labirinto das sílabas
Que um dia foram
Verdade
Recordo as caras
Amigas com cores de
Liberdade
E neste jardim
Onde estou
Nesta terra sem encantos
Levanto bem alta
A saudade
Das notas daquele piano
Que gritavam
Liberdade
Manuel F. C. Almeida
segunda-feira, janeiro 25, 2010

Viajo no tempo
Levado pelas asas
Que a vida me deu,
E de minuto em minuto,
De pétala em pétala
Recordo o sonho
Que nunca morreu
Ter o meu corpo
Colado ao teu
Manuel F. C. Almeida
Levado pelas asas
Que a vida me deu,
E de minuto em minuto,
De pétala em pétala
Recordo o sonho
Que nunca morreu
Ter o meu corpo
Colado ao teu
Manuel F. C. Almeida
fotoLuis Mendonça
quinta-feira, janeiro 21, 2010

Assim, como sou,
Questionando sempre
O teu olhar
Que por vezes se perde
Em caminhos de encantos
Perdidos.
Assim, como sou,
Reinvento-me sempre,
Primavera que se interroga
Sobre que sentidos
Segue o teu
Olhar.
Assim, como sou,
Pronto para te resgatar
Manuel F. C. Almeida
Questionando sempre
O teu olhar
Que por vezes se perde
Em caminhos de encantos
Perdidos.
Assim, como sou,
Reinvento-me sempre,
Primavera que se interroga
Sobre que sentidos
Segue o teu
Olhar.
Assim, como sou,
Pronto para te resgatar
Manuel F. C. Almeida
fotoGraça Loureiro
domingo, janeiro 17, 2010
Há janela namorava
O mar
Aquela imensidão de vida,
Em silêncio
Namorava.
Até descobrir um dia
Que o meu coração
Lá morava.
E não existia horizonte
Nem quartos para dormir
Tudo aquilo era o meu ser
Que se dava a descobrir
Só então entendi
O sabor dos dias a sal.
Porque gosto do azul
Porque gosto do coral
E numa brisa mais fresca
Num poema intemporal
Descobri que a minha vida
Não vale nada afinal.
Manuel F.C. Almeida
O mar
Aquela imensidão de vida,
Em silêncio
Namorava.
Até descobrir um dia
Que o meu coração
Lá morava.
E não existia horizonte
Nem quartos para dormir
Tudo aquilo era o meu ser
Que se dava a descobrir
Só então entendi
O sabor dos dias a sal.
Porque gosto do azul
Porque gosto do coral
E numa brisa mais fresca
Num poema intemporal
Descobri que a minha vida
Não vale nada afinal.
Manuel F.C. Almeida
foto SAGHER
quinta-feira, janeiro 14, 2010

Caminhos,
Tenho tantos percorridos.
Tantas paisagens na alma
Que já nem todas bem recordo.
Ficaram os cheiros,
A suavidade dos corpos,
O veludo táctil da pele,
Os sabores colhidos nas paisagens
E esta inquietude que me impele
Ao encontro do futuro
Manuel F.C. Almeida
Tenho tantos percorridos.
Tantas paisagens na alma
Que já nem todas bem recordo.
Ficaram os cheiros,
A suavidade dos corpos,
O veludo táctil da pele,
Os sabores colhidos nas paisagens
E esta inquietude que me impele
Ao encontro do futuro
Manuel F.C. Almeida
fotoLuis Mendonça
segunda-feira, janeiro 11, 2010
fotoolhares.aeiou.pt/sagher
Há o passado e o presente
O que foi e o que é
Há um futuro ausente
Em frente de cada pé
Há um sonho de vento
Em asas que querem voar
Há um tempo em que o tempo
Mais parece não andar
O que fui e já não sou
O que virá ao andar
São coisas que um vento levou
E acções do meu cantar.
Manuel F.C. Almeida
sexta-feira, janeiro 08, 2010

fotoSAGHER
Há nas nuvens que passam
Notas de piano perdido,
Uma porta que se abre.
E as notas caem como
Estrelas de magia
E a vida rejubila
Numa infindável orgia.
Na melancolia invernal
É onde nasce a alegria.
Manuel F.C. Almeida
domingo, janeiro 03, 2010

Gosto da chuva, do cair da luz,
Da suavidade
Gosto desse teu ar, da promessa vã
Da eternidade.
Gosto só porque gosto e porque acredito
No retomar das ondas,
No ritmo alegre do crepitar da chuva.
Gosto de ti, tal como gosto
Da lua
Que dia a dia se descobre sempre
Pura, sempre nua
Gosto de pensar que te gosto
Entre um sorriso e o cheiro
Do sexo desenfreado
E entre os lençóis que nos guardam
O cheiro doce de amar.
Gosto de ti…
Meu mundo, meu sonho, meu lar.
Manuel F.C. Almeida
fotoPaulo Almeida (Pasma)
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Com a chegada do novo ano os blogues de Castro Verde comaçam a desaparecer, valha-nos a certeza de que nas próximas autárquicas voltarão. Mas para que se recordem dos dados sobre o concelho aqui deixo uma tabela roubada ao http://alvitrando.blogs.sapo.pt/
Sines e Mértola em 1º e último lugar no Ranking do IQV dos municípios alentejanos
Segundo o Índice Concelhio de Qualidade de Vida dos municípios do Continente, realizado pela Universidade da beira Interior, os municípios alentejanos classificados nos dez melhores e nos dez piores lugares foram:
MELHORES:
20º - Sines – 128,6
31º - Évora – 117,0
41º - Vila Viçosa – 107,7
57º - Beja – 103,4
66º - Portalegre – 100,1
69º - Campo Maior – 99,7
82º - Vendas Novas – 94,9
89º - Elvas – 92,9
96º - Borba – 89,8
97º - Castro Verde – 89,7
PIORES:
207º - Crato – 53,6
213º - Monforte – 51,0
219º - Marvão – 49,8
223º - Gavião – 47,9
228º - Avis – 45,6
238º - Almodôvar – 41,8
239º - Ourique – 41,7
250º - Portel – 36,5
251º - Alandroal – 36,3
255º - Mértola – 34,5
Os Municípios da AMCAL obtiveram as seguintes classificações:
124º - Viana do Alentejo – 82,0
133º - Alvito – 77,8
139 – Vidigueira – 76,5
181º - 62,4
250 – Portel – 36,5
e a todos os que gritavam aos quatro ventos o "atraso" de que esta vila padecia face aos seus vizinhos fica a interrogação:
era algo de concerto ou mera demagogia eleitoral?
Manuel Almeida ( que foi ao alvitrando buscar o texto sobre os rankings)
Sines e Mértola em 1º e último lugar no Ranking do IQV dos municípios alentejanos
Segundo o Índice Concelhio de Qualidade de Vida dos municípios do Continente, realizado pela Universidade da beira Interior, os municípios alentejanos classificados nos dez melhores e nos dez piores lugares foram:
MELHORES:
20º - Sines – 128,6
31º - Évora – 117,0
41º - Vila Viçosa – 107,7
57º - Beja – 103,4
66º - Portalegre – 100,1
69º - Campo Maior – 99,7
82º - Vendas Novas – 94,9
89º - Elvas – 92,9
96º - Borba – 89,8
97º - Castro Verde – 89,7
PIORES:
207º - Crato – 53,6
213º - Monforte – 51,0
219º - Marvão – 49,8
223º - Gavião – 47,9
228º - Avis – 45,6
238º - Almodôvar – 41,8
239º - Ourique – 41,7
250º - Portel – 36,5
251º - Alandroal – 36,3
255º - Mértola – 34,5
Os Municípios da AMCAL obtiveram as seguintes classificações:
124º - Viana do Alentejo – 82,0
133º - Alvito – 77,8
139 – Vidigueira – 76,5
181º - 62,4
250 – Portel – 36,5
e a todos os que gritavam aos quatro ventos o "atraso" de que esta vila padecia face aos seus vizinhos fica a interrogação:
era algo de concerto ou mera demagogia eleitoral?
Manuel Almeida ( que foi ao alvitrando buscar o texto sobre os rankings)
domingo, dezembro 27, 2009
quarta-feira, dezembro 23, 2009

Procuro o teu respirar
No interior do pensamento.
E dentro...
Encontro as margens cálidas
Da memória
E o crepitar de odores
Do teu corpo.
Manuel F. C. Almeida
No interior do pensamento.
E dentro...
Encontro as margens cálidas
Da memória
E o crepitar de odores
Do teu corpo.
Manuel F. C. Almeida
fotoAntónio Louro
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