quarta-feira, fevereiro 03, 2010













Ao alto
Eu ergo esta mão.
Martelo, aço, bigorna.
Espada triste,
Espada morna
Que corta o teu corpo
Em pedaços.
No retorcer dos desejos,
Na explosão dos
Abraços.

Manuel F. C. Almeida

sábado, janeiro 30, 2010


















Só as notas mágicas
De um piano a descobrir
Me fazem descerrar
As flores de Abril,
No labirinto das sílabas
Que um dia foram
Verdade
Recordo as caras
Amigas com cores de
Liberdade
E neste jardim
Onde estou
Nesta terra sem encantos
Levanto bem alta
A saudade
Das notas daquele piano
Que gritavam
Liberdade

Manuel F. C. Almeida

segunda-feira, janeiro 25, 2010



















Viajo no tempo
Levado pelas asas
Que a vida me deu,
E de minuto em minuto,
De pétala em pétala
Recordo o sonho
Que nunca morreu

Ter o meu corpo
Colado ao teu

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, janeiro 21, 2010



















Assim, como sou,
Questionando sempre
O teu olhar
Que por vezes se perde
Em caminhos de encantos
Perdidos.
Assim, como sou,
Reinvento-me sempre,
Primavera que se interroga
Sobre que sentidos
Segue o teu
Olhar.
Assim, como sou,
Pronto para te resgatar

Manuel F. C. Almeida



domingo, janeiro 17, 2010















Há janela namorava
O mar
Aquela imensidão de vida,
Em silêncio
Namorava.
Até descobrir um dia
Que o meu coração
Lá morava.
E não existia horizonte
Nem quartos para dormir
Tudo aquilo era o meu ser
Que se dava a descobrir
Só então entendi
O sabor dos dias a sal.
Porque gosto do azul
Porque gosto do coral
E numa brisa mais fresca
Num poema intemporal
Descobri que a minha vida
Não vale nada afinal.

Manuel F.C. Almeida


foto SAGHER

quinta-feira, janeiro 14, 2010



















Caminhos,
Tenho tantos percorridos.
Tantas paisagens na alma
Que já nem todas bem recordo.
Ficaram os cheiros,
A suavidade dos corpos,
O veludo táctil da pele,
Os sabores colhidos nas paisagens
E esta inquietude que me impele
Ao encontro do futuro

Manuel F.C. Almeida


segunda-feira, janeiro 11, 2010














fotoolhares.aeiou.pt/sagher

Há o passado e o presente
O que foi e o que é
Há um futuro ausente
Em frente de cada pé
Há um sonho de vento
Em asas que querem voar
Há um tempo em que o tempo
Mais parece não andar
O que fui e já não sou
O que virá ao andar
São coisas que um vento levou
E acções do meu cantar.

Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, janeiro 08, 2010














fotoSAGHER

Há nas nuvens que passam
Notas de piano perdido,
Uma porta que se abre.

E as notas caem como
Estrelas de magia
E a vida rejubila
Numa infindável orgia.

Na melancolia invernal
É onde nasce a alegria.

Manuel F.C. Almeida

domingo, janeiro 03, 2010


















Gosto da chuva, do cair da luz,
Da suavidade
Gosto desse teu ar, da promessa vã
Da eternidade.
Gosto só porque gosto e porque acredito
No retomar das ondas,
No ritmo alegre do crepitar da chuva.
Gosto de ti, tal como gosto
Da lua
Que dia a dia se descobre sempre
Pura, sempre nua
Gosto de pensar que te gosto
Entre um sorriso e o cheiro
Do sexo desenfreado
E entre os lençóis que nos guardam
O cheiro doce de amar.
Gosto de ti…
Meu mundo, meu sonho, meu lar.

Manuel F.C. Almeida

fotoPaulo Almeida (Pasma)

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Com a chegada do novo ano os blogues de Castro Verde comaçam a desaparecer, valha-nos a certeza de que nas próximas autárquicas voltarão. Mas para que se recordem dos dados sobre o concelho aqui deixo uma tabela roubada ao http://alvitrando.blogs.sapo.pt/

Sines e Mértola em 1º e último lugar no Ranking do IQV dos municípios alentejanos
Segundo o Índice Concelhio de Qualidade de Vida dos municípios do Continente, realizado pela Universidade da beira Interior, os municípios alentejanos classificados nos dez melhores e nos dez piores lugares foram:

MELHORES:

20º - Sines – 128,6

31º - Évora – 117,0

41º - Vila Viçosa – 107,7

57º - Beja – 103,4

66º - Portalegre – 100,1

69º - Campo Maior – 99,7

82º - Vendas Novas – 94,9

89º - Elvas – 92,9

96º - Borba – 89,8

97º - Castro Verde – 89,7

PIORES:

207º - Crato – 53,6

213º - Monforte – 51,0

219º - Marvão – 49,8

223º - Gavião – 47,9

228º - Avis – 45,6

238º - Almodôvar – 41,8

239º - Ourique – 41,7

250º - Portel – 36,5

251º - Alandroal – 36,3

255º - Mértola – 34,5

Os Municípios da AMCAL obtiveram as seguintes classificações:

124º - Viana do Alentejo – 82,0

133º - Alvito – 77,8

139 – Vidigueira – 76,5

181º - 62,4

250 – Portel – 36,5


e a todos os que gritavam aos quatro ventos o "atraso" de que esta vila padecia face aos seus vizinhos fica a interrogação:
era algo de concerto ou mera demagogia eleitoral?

Manuel Almeida ( que foi ao alvitrando buscar o texto sobre os rankings)

domingo, dezembro 27, 2009













O meu terraço é o oceano.
Entre o azul do Céu
E o prateado dos peixes.
Ali fixei o meu mundo
E me fechei no silêncio
Das sombras do passado.

Manuel F. C. Almeida


quarta-feira, dezembro 23, 2009


















Procuro o teu respirar
No interior do pensamento.
E dentro...
Encontro as margens cálidas
Da memória
E o crepitar de odores
Do teu corpo.

Manuel F. C. Almeida

domingo, dezembro 20, 2009


















Dai-me o silêncio da alma
A nudez adocicada do olhar
E o sabor de uns lábios
Roubados ao mar

Dai-me o canto das águas
Os gestos de vento e claridade
E o abrir do coração
Nos braços da liberdade.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, dezembro 17, 2009



















Tenho-te procurado,
Na fronteira do tempo
Onde as palavras se descobrem
Em cada verso que flutua perdido.
Tenho-te procurado,
No limiar das marés
Onde os poemas se desfazem
Em rumores perdidos de espuma.
Tenho-te procurado,
Nos silêncios do anoitecer
Onde os olhares se vestem
De solidão e abandono.

Será que tenho procurado
Nos locais certos?

Manuel F. C. Almeida



fotoJosé d\' Almeida & Maria Flores

segunda-feira, dezembro 14, 2009



















Gin tónico
Caipirinha
Correr atrás
Da vidinha
Venha branco
Venha tinto
Pode até ser
Absinto.
Vem uma salada de polvo
Choco frito de seguida
E engano-me a mim
E ao mundo
Com esta merda de vida

Manuel F. C. Almeida


sexta-feira, dezembro 11, 2009



Na boa e velha tradição




da poesia pornopopular









Passo-te os lábios pelos seios
A mão pela húmida greta
Descubro então os anseios
Nessa pintelheira preta

Tu agarras o meu falo
Erecto como um menir
Com ele a boca te calo
E ponho-me então a grunhir

Em jeito de agradecimento
E para teu grande prazer
Da língua faço um tormento
Que te põe louca a gemer

E de gemido em gemido
De loucura em loucura
Sentimos o corpo dorido
Numa foda de ternura.

Manuel F. C. Almeida


fotoABrito

terça-feira, dezembro 08, 2009



















Teu corpo,
Poema de água
Complexo
Grita.
Adormecem-te os sonhos.
E o presente.
Quando acordas
É sempre em frente.

Manuel F. C. Almeida


quinta-feira, dezembro 03, 2009















E quando um dia
As letras dançarem
Ao som do luar
Vão formar ao acaso
Os versos por dizer
Quando te amei
Em silêncio.

Manuel F. C. Almeida


domingo, novembro 29, 2009



















Com os teus dedos cegos
Tocas o rosto.
Trespassas o silêncio.
A tua alma ausenta-se;
E a beleza poética que
Vive nuns lábios anónimos
Sabe-te a sangue
E a memórias apunhaladas.

Com os teus dedos cegos
Tocas o rosto
E cego vês a
Vida que foge
Amordaçada.

Manuel F.C. Almeida