segunda-feira, julho 09, 2007









foto by: Carla Salgueiro

Sinto-me eu
Na tua palma da mão.
Lá, encontro o sonho
Intemporal
Resgatado ás memórias
Do tempo que um dia
Quis "ser".

Manuel F.C. Almeida

domingo, julho 08, 2007
















tempos


Fecharei a memória da angústia
Antes de retornar ao teu planeta
Toquei-te a alma, vou dar-te um beijo
Irei brilhar como um cometa
Mas recorda-me na lembrança do olhar
Agora é talvez tempo de te abraçar.

Manuel F.C. Almeida

sábado, julho 07, 2007



Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro:
"Provem-me que esta cadeira não existe".
Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto.
No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor.
Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:
"Que cadeira?"
Conclusão:
Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte pela simplificação.


"anónimo"













foto by : ABrito



Quis voar com as asas presas
E os meus dedos nos teus dedos
Numa dança estática de mãos,
Desenhando assim uma
Constelação oceânica
Na procura incessante
Do sentido.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, julho 05, 2007


















À sombra das acácias
O rubor das faces
Desfaz o nó
Dos sexos cativos,
Nos corpos em
Turbilhão.
E o portal do amor
Enche as ânforas
Do desejo,
Com a ambrósia
Que o nirvana
Nos promete.

Manuel F.C. Almeida

terça-feira, julho 03, 2007





foto by: António Manuel Pinto da Silva









Imagina-me no teu tempo;
Quando te dei um anel de jade
E te pintei as mãos com incenso
De mar.
Eu descia sozinho as escadas
Do rio e tu...
Tu surgiste vinda do nada
Com um leve caminhar
Difuso e a altivez das aves
Selvagens.
Não te pude ver o olhar,
Encerrado que estava num castelo.
Mas apreciei o teu gesto de filigrana,
Quando me tugiste a alma
Com o espelho dos teus olhos,
E me deste um motivo
Para voltar a sentir a centelha
Do caminho.
Um caminho que de tão longo
Me parecia não ser caminho.
E no tempo que vive um olhar,
Uma luz incendiou-me
O espaço e o tempo, numa explosão
De cor, onde os flamingos se espraiaram
E se entregaram aos deuses.
É!.. foi o tempo de perder memórias,
De despir o fato pesado da aparência
E me transfigurar na minha pessoa.


Manuel F.C. almeida

segunda-feira, julho 02, 2007









Palavras





foto by: Tiago Estima




O poema procura-se na mistificação das palavras
Que escolhemos e no abandono das que deixamos
Cair.
Que dizer dos sentidos escondidos ou da ilusão
De um conceito subtil?
A palavra é uma negação do silêncio
Que os deuses reservaram para si.
O poema é o assumir da condição finita dos homens
E da imortalidade humana dos deuses
Vivos nas palavras.

Manuel F.C. Almeida

domingo, julho 01, 2007



foto by:ABrito - Beauty

Esquece as brumas
E o vento norte
É tempo de celebrar
O dia que se faz luz
Do nascer
Ao terminar
Esquece as noites
E a penumbra
É tempo de acordar
A alegria dos corpos
E o prazer
A se entregar.

Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, junho 29, 2007



olhares




foto by:bart






Crianças. Sempre belas, sempre puras, transparentes. Hoje fui testemunha de um comportamento absolutamente humano em qualquer idade, mas que nas crianças se revela no seu estado de pureza mais genuína. Sem hipocrisias.
Num dos raros convites que recebi para almoçar em casa de amigos fui presenteado com a presença de um outro casal e com a presença de duas maravilhosas crianças de 3 anos de idade. Um, filho do dono da casa e o filho do outro casal. Dois meninos lindos. No decorrer da preparação da sardinhada foram as crianças colocadas num recinto onde poderiam brincar á vontade. As saudades dos tempos em que o meu filho tinha a idade daqueles petizes e a curiosidade levaram-me a estar atento ao comportamento dos mesmos. Inicialmente desconfiados, rapidamente se sociabilizaram e normalmente brincaram como quaisquer crianças. Passados os primeiros momentos de espanto e de prazer, lá voltaram a um registo mais pessoal onde cada um se focou nos objectos que mais interesse lhe despertavam. Ao canto do recinto, um velho boneco há muito abandonado pelo dono, jazia num abandono atroz. Por motivos que só ele deverá saber, eis que a criança visitante se interessa pelo mesmo. Foi o início de um momento genuinamente humano e de rara beleza. No preciso momento em que o visitante pegava no brinquedo e sem ter tido tempo para mais nada que não fosse pegar-lhe, o legitimo proprietário levanta-se e zangado arranca-lhe o boneco das mãos, gritando que o Yuri era dele. Era enorme a sensação de posse que a criança experimentava em relação ao objecto. A luta era inevitável e só a atenção que eu tinha dedicado a ambos impediu que algo de grave ou desagradável acontecesse. Separadas as crianças não esmoreceu a minha atenção sobre os mesmos. O visitante continuou radiante, embora mais distante, a experimentar e a matar a curiosidade que a novidade da casa e do jardim lhe propiciavam. O dono do lugar, ganha que foi a guerra pela posse do seu objecto, rapidamente se cansou do mesmo e o voltou a colocar no devido lugar, ou seja abandonado a um canto. Dei comigo a sorrir e a pensar que no fundo no fundo somos sempre crianças, apenas mais hipócritas. Quantas vezes só fazemos valer a nossa presença junto de outro, quando olhamos e verificamos que esse outro está prestes a partir. Nesses momentos redobramos a atenção e o nosso ego ordena-nos que façamos valer o nosso estatuto de forma a garantir que a presença em causa não deixe de ser presença. E, quantas vezes, depois de termos feito isto, não volta-mos a olhar esse outro com o mesmo tédio e desprendimento que olhávamos antes. Quantas vezes nos arrependemos de ter feito o que fizemos e quantas vezes somos sinceros no assumir destes comportamentos?
Fiquei a pensar em tudo isto durante algum tempo.
Lugares comuns apenas.


Manuel F. C. de Almeida

quinta-feira, junho 28, 2007








Na quinta vamos ver


METALLICA








So close no matter how far

Couldn't be much more from the heart

Forever trusting who we are

And nothing else matters

Never opened myself this way

Life is ours, we live it our way

All these words I don't just say

And nothing else matters

Trust I seek and I find in you

Every day for us something new

Open mind for a different view

And nothing else matters

Never cared for what they do

Never cared for what they know

But I knowSo close no matter how far

Couldn't be much more from the hear

tForever trusting who we are

And nothing else matters

Never cared for what they do

Never cared for what they know

But I know

Never opened myself this way

Life is ours, we live it our way

All these words I don't just say

Trust I seek and I find in you

Every day for us something new

Open mind for a different view

And nothing else matters

Never cared for what they say

Never cared for games they play

Never cared for what they doNever cared for what they know

And I knowSo close no matter how fa

rCouldn't be much more from the heart

Forever trusting who we are

No nothing else matters

quarta-feira, junho 27, 2007









elegia II






FOTO BY:Amanda Com

Que vazio?
Que sentido?
Em ambos encontro
A ausência
Em ti.
Só pedi honestidade
Limpidez no teu olhar
E se for cruel a verdade
Mais cruel é não falar.

Manuel F.C.Almeida

terça-feira, junho 26, 2007











entardecer





foto by:Alberto Viana d'Almeida


Ontem matei o universo.
Extingui o sopro de vida
Que o destino desenha
Na ausência do sonho.
Ontem o sol ao despontar
Mostrou o caminho,
Num andamento
Sem fim, até dormir
E se apagar.

Manuel F.C. Almeida

segunda-feira, junho 25, 2007









elegia IV




FOTO BY:Alba Luna

O som imutável
Do silencio
Destapa o sentido
Real da permanencia.
E na chaga relutante
A escuridão
Acontece
Presente

Manuel F.C. Almeida

domingo, junho 24, 2007



mais uma do sempre atento

António Barreto

in" Público" dia 24 de junho de 2007

( nao me venham dizer que este também é inimigo)

OPA sobre o país
Não. Não se trata do lançamento de mais uma OPA sobre empresa ou clube desportivo. E, simplesmente, a tentativa visível e crescente de o Governo tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar. Quando o Governo de Sócrates iniciou as suas funções, percebeu-se imediatamente que a afirmação da autoridade política era uma preocupação prioritária. Depois de anos de hesitação, de adiamentos e de muita demagogia, o novo primeiro-ministro parecia disposto a mudar os hábitos locais. Devo dizer que a intenção não era desagradável. Merecia consideração. A democracia portuguesa necessita de autoridade, sem a qual está condenada. Lentamente, o esforço foi ganhando contornos. Mas, gradualmente também, foi-se percebendo que essa afirmação de autoridade recorria a métodos que muito deixavam a desejar. Sócrates irrita-se facilmente, não gosta de ser contrariado. Ninguém gosta, pois claro, mas há quem não se importe e ache mesmo que seja inevitável. O primeiro-ministro importa-se e pensa que tal pode ser evitado. Quanto mais não seja colocando as pessoas em situação de fragilidade, de receio ou de ameaça. Vale a pena recordar, sumariamente, alguns dos instrumentos utilizados. A lei das chefias da Administração Pública, ditas de “confiança política” e cujos mandatos cessam com novas eleições, foi um gesto fundador. O bilhete de identidade “quase único” foi um sinal revelador. O Governo queria construir, paulatinamente, os mecanismos de controlo e informação. E quis significar à opinião que, nesse propósito, não brincava. A criação de um órgão de coordenação de todas as polícias parecia ser uma medida meramente técnica, mas percebeu-se que não era só isso. A colocação de tal organismo sob a tutela directa do primeiro-ministro veio esclarecer dúvidas. A revisão e reforma do estatuto do jornalista e da Entidade Reguladora para a Comunicação confirmaram um espírito. A exposição pública dos nomes de alguns devedores fiscais inscrevia-se nesta linha de conduta. Os apelos à delação de funcionários ultrapassaram as fronteiras da decência.
O processo disciplinar instaurado contra um professor que terá “desabafado” ou “insultado” o primeiro-ministro mostrou intranquilidade e crispação, o que não é particularmente grave, mas é sobretudo um aviso e, talvez, o primeiro de uma série cujo âmbito se desconhece ainda. A criação, anunciada esta semana, de um ficheiro dos funcionários públicos com cruzamento de todas as informações relativas a esses cidadãos, incluindo pormenores da vida privada dos próprios e dos seus filhos, agrava e concretiza um plano inadmissível de ingerência do Estado na vida dos cidadãos. Finalmente, o processo que Sócrates intentou agora contra um “bloguista” que, há anos, iniciou o episódio dos “diplomas” universitários do primeiro-ministro é mais um passo numa construção que ainda não tem nome. Não se trata de imperícia. Se fosse, já o rumo teria sido corrigido. Não são ventos de loucura. Se fossem, teriam sido como tal denunciados. Nem são caprichos. É uma intenção, é uma estratégia, é um plano minuciosamente preparado e meticulosamente posto em prática. Passo a passo. Com ordem de prioridades. Primeiro os instrumentos, depois as leis, a seguir as medidas práticas, finalmente os gestos. E toda a vida pública será abrangida. Não serão apenas a liberdade individual, os direitos e garantias dos cidadãos ou a liberdade de expressão que são atingidos. Serão também as políticas de toda a espécie, as financeiras e as de investimento, como as da saúde, da educação, administrativas e todas as outras. O que se passou com a Ota é bem significativo. Só o Presidente da República e as sondagens de opinião puseram termo, provisoriamente, note-se, a uma teimosia que se transformara numa pura irracionalidade. No país, já nem se discutem os méritos da questão em termos técnicos, sociais e económicos. O mesmo está em vias de acontecer com o TGV. E não se pense que o Governo não sabe explicar ou que mostra deficiências na sua política de comunicação. Não. O Governo, pelo contrário, sabe muito bem comunicar. Sabe falar com quem o ouve, gosta de informar quem o acata. Aprecia a companhia dos seus seguidores, do banqueiro de Estado e dos patrícios das empresas participadas. Só explica o que quer. Não explica o que não quer. E só informa sobre o que lhe convém, quando convém. verdade que o clima se agravou com o tempo. Nem tudo estava assim há dois anos. A aura de determinação cobria as deficiências de temperamento e as intenções de carácter. Mas dois conjuntos de factos precipitaram tudo. O caso dos diplomas e da Universidade Independente, a exibir uma extraordinária falta de maturidade. E o novo aeroporto de Lisboa, cujo atamancado processo de decisão e de informação deixou perplexo meio país. A posição angélica e imperial do primeiro-ministro determinado e firme abriu brechas. Seguiu-se o desassossego, para o qual temos agora uma moratória, não precisamente a concedida aos estudos do aeroporto, mas a indispensável ao exercício da presidência da União Europeia. De qualquer modo, nada, nem sequer este plano de tutela dos direitos e da informação, justifica que quase todos os jornais, de referência ou não, dêem a notícia de que “o professor de Sócrates” foi pronunciado ou arguido ou acusado de corrupção ou do que quer que seja. Em título, em manchete ou em primeira página, foi esta a regra seguida pela maior parte da COMUNICAÇÃO SOCIAL


















ELEGIA V


FOTO BY: Paulo A.

Da planície em que
Plantei
Uma flor
Colho
Novamente
Um silencio…
Pleno de prazer
Pleno de amor.


Manuel F.C. Almeida








Erotismo consequente












Eu quero enlaçar todo o teu corpo
Tocar-te o espírito, roubar-te a alma
Quero ter-te a ti como meu porto
Num entardecer em tarde calma.
Quero embriagar-me com teu perfume
Ficar insano, perder o nexo,
Beijar-te os seios e fazer lume
Incendiar-te o ventre, tomar-te o sexo.

Manuel F.C. Almeida

sexta-feira, junho 22, 2007











elegia III



FOTO BY:Edna Medici




Que não se calem as
Verdades.
Que nao se neguem os
Sentimentos.
Silencios ou
Meias palavras
só alimentam
Equívocos
E na vida não há
Tempo para
Miticos e falsos
Paraisos.

Manuel F.C. Almeida

quinta-feira, junho 21, 2007






somos



foto by:Sofia Maurício







Povoas o espaço
Que o pensamento
Ocupa.
Sinto-me.
Sinto-te.
Ambos sós,
Acompanhados
De memorias...

Manuel F. C. Almeida

quarta-feira, junho 20, 2007






















Como era belo
O explodir das nossas
Esperanças
No reavivar das
Memórias
Uma lágrima
De tempo
Teima e soltar-se
E paira sobre
Os céus
Do nosso querer.


Manuel F.C. Almeida

terça-feira, junho 19, 2007


isto sim um premio mas prefiro saber que se apropriam das minhas palavras. obrigado

premio atribuido por

http://pracadarepublica.weblog.com.pt/

um par, sim um belo par de tomates (que mais poderia ser...?) foi a oferta que me fizeram. veio directo da http://pracadarepublica.weblog.com.pt/, que diga-se em abono da verdade, nao é dos meus favoritos, mas mercê desta distinção e das belas imagens que tem passará a ser mais visitado ( graxa claro).

o prémio em si é curioso. Um par de tomates. a somar aos que me acompanham faz tempo, fará com que fique com 2 pares.

num tempo em que a produção de concentrado dos ditos começa a declinar, ter um par em reserva e novinhos em folha, vem mesmo a calhar.

as minhas nomeações sao:

http://ainfelicidadeaoalcancedetodos.blogspot.com/

http://avatares-de-desejo.blogspot.com/

http://tufatau.blogspot.com/

http://jumento.blogspot.com/

http://www.riquita1303.blogspot.com/

Manuel F.C. Almeida