sexta-feira, junho 03, 2011

Num tempo sem tempo


Todos os dias se repetem

Mas chegaste sem perguntas

Nem respostas

E eu sentei-me no alto

De uma nuvem

E o prazer brilhou no teu olhar

Sem pedir nada em troca


E eu falei dos olhares perdidos

E dos sentidos por descobrir

E sem perguntas ou respostas

Ficamos quietos a olhar o horizonte


Num tempo sem tempo

Nem o horizonte amanhece


Só o presente é real

E só no presente nos descobrimos

Tudo é finito, tudo é presente

O amanhã é acidente.



Manuel F. C. Almeida

foto  http://olhares.aeiou.pt/luana%20bernardo

1 comentário:

João Ludugero disse...

Gostei muito do seu blog. Quero voltar aqui mais vezes. Já te adicionei para poder te "perseguir" com maior assiduidade. Parabéns pelo formidável site. Adoro Poesias. Já li e reli vários textos, cada um melhor que outro. Voltarei, de certo.
Eu tenho um blog de poesias. Se quiser passar por lá agradeço. Deixe seus coments. E, se gostar, e quiser me seguir, fico agradecido.
Até mais!
Abraços,
João, poeta.
www.ludugero.blogspot.com