terça-feira, outubro 19, 2010






















Que posso dar-te
Para lá da saudade?
Das horas que sorrimos
E das palavras imaturas
Que te sussurrava
Nos dias em que o sonho
Nos dava asas?

Sabes, trago comigo
A tua voz
Gravada no peito
E aquele último olhar
Na noite
Em que te dei as minhas asas.

As asas que nunca resgatei

Manuel F. C. Almeida





fotoDavid Freire

2 comentários:

Abraço-te disse...

Saudade, apenas saudade...

Abraço-te

Di...vagar disse...

Maravilha!