sexta-feira, novembro 12, 2010





















Já não há fuga
Nem esperança.
Já não há passado
Nem futuro
E neste presente
Teimosamente adiado
Todos os sons
Pairam sobre
As águas
Como punhais
Que rasgam a carne
No tempo
E nos impelem
Contra o sonho.

Só nos resta
O sopro das estrelas
Nas noites
Sem luar.

Manuel F. C. Almeida


1 comentário:

Di...vagar disse...

Pode-se sempre roubar a lua e obrigá-la a que se encha só pra nós ;O)
Nesta coisa de vida, se não vai a bem vai a mal..
Gostei "travez"