domingo, novembro 21, 2010



Canto no tempo

















Agarro o firmamento no horizonte


ancorado no olhar,


os sentidos percorrem o espaço


e a imaginação solta-se


na dança incessantedas águas.


Sou uma crisálida de palavras


Ocas, um cálice sem néctar


Ou fogo sagrado,


Sou homem,


Sou história,


Sou fado.


Só no canto liberto


Esta chama


Do meu pesadelo


Acordado





Manuel F. C. Almeida





foto:João de Castro

1 comentário:

Janine Bettencourt disse...

Somos tudo, mas só podemos sê-lo plenamente na solidão :)
Beijo,
Jana