segunda-feira, março 12, 2007


Que fizemos nós do nosso jardim?
Deixámos as rosas morrer
E as glicínias adormecerem
Sem água.

Tu castraste a nossa alegria
E deixaste morrer os malmequeres
No nosso jardim só restam laranjas
Amargas
Que se não podem beber.

E vimos o nosso jardim morrer
Num tempo de enlouquecer.

Manuel F. C. Almeida

6 comentários:

Bartolomeu disse...

Uiiiii Sage...
Tu não me coloques estas fotos homem, ainda fazes com que eu entre pelo monitor dentro.
Olha, ela até podia ser uma péssima jardineira, mas em termos de atributos físicos... compensava largamente....
uiiiiii se compensava.

sagher disse...

bartolo a minha jardineira existe no meu imaginario. e os atributos fisicos de quem viveu naquele jardim, ja morto, nunca seriam expostos por mim assim. seria indigno de mim. agora a foto, claro que dá vida a um jardim morto quanto mais a qem estiver vivo. abraço

Bartolomeu disse...

Está decidido, vou adquirir um GPS que me oriente neste mundo virtual.

Alguma vez eu era capaz de deduzir que aquele poema, apesar de belo, era dedicado a alguem que só já existe na saudade de um coração?

Nunca!
E porquê?
Precisamente porque me deixer envolver pelo virtualismo dos blog, o que me predispõe unicamente para um mundo virtualíssimo. Abituei-me a raciocinar que tudo o que é escrito, é irreal, e somente habita o imaginário de quem escreve. São sonhos literários de uns, fantasias de outros e por aí fora.
Só posso prometer, a partir de hoje e exclusivamente neste espaço, que vou passar a entrar de olhar mais límpido.
E Saiba amigo Sage, que presto preito à sua saudade.
Só me resta declarar a minha ingenuidade e retirar tudo o que escrevi em relação à saudosa jardineira.
Nota: Somente no que respeita à jardineira, porque a intenção de entrar pelo monitor, mantem-se, desde que se mantenham as fotos.

Bartolomeu disse...

Uma Homenagem a ti Sage...

Sete fadas me levaram
Suavemente pelo mar
Em três lagos me banharam
Em nove bosques me sararam

Do sonho em que dormia
Me acordaram
dançaram-me ao luar.
Depositaram-me no orvalho
Quando foi dia

À nona semana renascia.
Ao abrir os olhos,
numa manhã de poalho
Eras tu que eu via

Dei-me ao mundo com amor
Mas o mundo me tragou.
Dei-me a ti com alegria
Dei-me ao amor que te roubou.

Beberam-me em cálices de pedra!

sagher disse...

obrigado bartolo, na verdade a frieza do ciberespaço também me assusta, popr isso coloco todos os meus momentos aqui. cheios de sentir. nao sei se o faço bem ou mal. sei que o faço.

Bartolomeu disse...

Tudo o que se faz com amor, ou por amor, é bem feito. Independentemente do resultado final.
Afinal, ha 2000 e 7 anos andou pela terra um homem a ensinar-nos que o amor é a base da felicidade.
Apesar de não ter sido contemporâneo dele, assimilei-lhe a mensagem.