terça-feira, março 13, 2007










- Não come mais nada – perguntou a Fátima – não aprecia as nossas comidas pelo que vejo – rematou.
- Não é isso, sabe que há uns anos fiz uma operação delicada, desde então tenho muito cuidado como que como. – Respondi, olhando novamente os seus olhos em todo o esplendor que os mesmos tinham. De cada vez que os olhava ficava mais incomodado e cada vez mais preso. Era melhor despachar o que tinha ali a fazer e partir. Fugir das garras da paixão era o que melhor sabia fazer. Ninguém entenderia o facto de amar a minha falecida companheira e em simultâneo me apaixonar por alguém vivo. As pessoas tendem a exigir mais que o nosso amor. Tendem a exigir o nosso mundo todo, passado, presente e futuro. trágico mas é assim.
- Então que tipo de alimentação faz? – Era ela novamente.
- Usualmente alimento-me de peixe e de muitas saladas - Isso não alimenta ninguém – disse o chefe da polícia sendo seguido por quase todos com exclamações de riso e de aprovação. Apenas o padre não concordou. Estava com demasiada atenção em mim.

3 comentários:

Bartolomeu disse...

Ora lá vamos nós a caminho da antítese de Hegel.
Desde quando é que o representante das forças da ordem se pode arrogar o direito de opinar acerca de matéria tão pessoal e íntima como seja a alimentação? E o parreco? será que ele se esqueceu das suas competências? o conteúdo funcional do parreco limita-se a aconselhar o melhor alimento para o espírito e para a alma.
Será que esses dois "personagens" querem também vestir a pele de um nutricionista?
E o Preledisente da Câmbra? não bota letra sobre o assunto?

Bartolomeu disse...

PS.
A moura encantada da fonte dos desejos, está mesmo a tentar sentir o coração do rochedo bater?
Só espero que não se constipe... está tão molhadinhaaaaa.

sagher disse...

bartolo, fico espantado com tanta audácia. nos proximos capitulos ficará desapontado. obrigado