sexta-feira, novembro 17, 2006

















Já não sou alvorada, mas sou dia
Com dom d’iluminar e aquecer!
Orvalho já não sou, mas maresia
Com suaves odores d’entardecer

Não sou fonte que jorra de euforia
Mas inda sou caudal que quer correr!
Não sou trinado de uma cotovia
Mas pássaro que canta p’ra esquecer

Qual ave friorenta e sem ninho
Espero o gorgear do teu carinho
Pois, para te encontrar foi que eu nasci!

E que importa o que possa vir depois?
O que conta são pontes feitas a dois…
Tudo será melhor do que vivi!

Natividade Negreiros

2 comentários:

isaura disse...

Depois de ler o poema, lembrei-me desta frase para ti: "Vencer-se a si próprio é a maior das vitórias." (Platão)
Um bom fim de semana

Anónimo disse...

É um poema lindisimo!Só o tempo cura e atenua muitas coisas e sentimentos.Tu vencerás e terá muitos outros momentos de felicidade. Alice