sábado, novembro 18, 2006

eis o que sou



















E eis-me no fim da jornada
Caminho passo a passo
Pra não pisar as pedras da calçada
Pra fazer da vida um compasso

Tenho um relógio feito de nada
Procuro na escuridão
Um caminho, uma estrada
Prenhe de solidão

Tenho nas mãos areia da praia
Que se vai, nesta ampulheta de tempo
Espero por fim que a noite caia
Que me traga algum alento

E eis-me aqui à espera de alguém
Que me traga de novo a alegria
De encontrar aqui e além
A cor da vida que se faz dia.

Manuel F.C. Almeida

1 comentário:

Alice disse...

Hummm... Algumas coisas importa aqui deixar, meu amigo:

1) A nossa vida é uma passagem num mundo de matéria... mas a nossa jornada não termina aqui... Na verdade, apenas começa.

2) O tempo é um conceito relativo.

3) A tua alegria está dependente apenas e somente de ti... Vivencia a tristeza que tiveres de vivenciar, pois ela acabará por se esgotar se assim o fizeres. Só depois serás capaz de compreender a alegria em toda a sua plenitude.

4) Acredita que TU és capaz de superar e enfrentar as maiores adversidades... Todos somos capazes.

Adorei o poema.

Beijinho
Alice