domingo, outubro 29, 2006

Poesia, que sem ela a vida nao teria alma



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Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Morais

2 comentários:

solfrio disse...

grande vinicius. detalha tudo de forma tão original

sagher disse...

amigo solfrio foium dos mais belos poemas que ja li. coloquei-o por homenagem