segunda-feira, outubro 23, 2006

parte III de muitas


AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU



Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.

Era Abril, os cravos abriam-se em Castelo de Vide, fiquei doente, apreensivo sobre se a conseguiria amar como ela merecia. Como nunca teria sido. Nem um fantasma que surgiu me impediu de sentir o mais feliz dos homens. Eu estava ali. Com a mulher que mais amava. Nem todos os demónios do mundo me conseguiriam fazer parar. O frio da serra pareceu-me o melhor local do mundo. Estávamos ali. O frio, a penumbra, a paz e o nosso amor. Era um círculo perfeito. Tivesse morrido nessa noite e levaria comigo o melhor sorriso do mundo.

1 comentário:

PAULA disse...

REALMENTE DEVE SER UMA DOR IMENSA AMAR TANTO UMA PESSOA E NAO SER RETRIBUIDO.
MUITOS GOSTARIAM DE TER ALGUEM ASSIM NA SUA VIDA E OUTROS REJEITAM.
FORÇA.
APESAR DA DOR O MUNDO NAO ACABA AQUI.EU SEI.